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terça-feira, 3 de maio de 2011

My thoughts about the Royal Wedding

Já que eu não vou casar mesmo, me contento em ver casamentos das outras pessoas. Como o casamento mais aguardado do ano é o do Príncipe William e Catherine Middleton...

Acordei cedo pra ver a transmissão do YouTube que, desse lado da poça, é sofrível. Vi pelo twitter que a Glória Kalil ia comentar na Globo. Isso ia ser legal de ver se não fossem o restante do time de comentaristas.

O casamento em si foi suuuuuuuuper chato. Cheio de leituras, cheio de protocolo, o noivo praticamente enroscou o anel no dedo da noiva, muitas músicas chatas... Enfim.

Aqui está o que aprendi neste casamento:

Genetics is a bitch.

Eu sou muito fina usando cobertinha no trabalho.
Algumas pessoas devem tomar cuidado ao escolher sua roupa.
Tô falando do padre. Não sei se é fino combinar cores com a rainha.
A abadia é alta pra cacete.
Quem esperou dicas decoração, se decepcionou.
Mas eu amei as árvores dentro da abadia. E o cortejo... Lindo!
Olhar 43 aquele assim meio de lado já saindo indo
embora louco por você SUALINDAPRINCESA!
Achei que era um casamento e não o Festival do Chapéu Esquisito.
Não sabia que homens podiam usar chapéu! #fikadik
Chapéu Bigodes do Bono
WTF?!?!?! Sorriso de "ih, errei no chapéu"
Jura que essas criancinhas 1) sabem ler 2) estão interessadas no
que está escrito. Pelo menos nenhuma delas está com a pasta virada
de cabeça para baixo.
Elton John can sing! #horriblejoke
Eu sabia! Tinha uma daminha vesga!
Nem as freirinhas estavam a fim de ler!!
Ou seja: retirar as leituras do casamento. #fikadik
Ai como era grande.
Never make out twice at the balcony.

Não achei nenhuma foto e eu não consegui tirar screenshot porque eu fiquei muito chocada. Uma GALERA chegou no casamento de van! DE VAN!!! Tipo, abriu a porta de esperança e a boiada saiu!! Foi muito engraçado.
Ou seja, outra lição: ir de van pro casamento não é nada pobre.

Mas o que eu mais aprendi foi que eu preciso de um computador novo. Twittar, blogar e ver streaming do YouTube é demais pro Oddie.

Happily ever after. We hope.
Because British people paid for this wedding.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Susto

Versão dela:
Hoje levantei pra lá de atrasada e lembrei que coloquei calças jeans pra lavar. Fui até a área de serviço, abri a tampa da máqiuna, peguei as calças e, enquanto estava estendendo-as, ouço a cama estalar. Penso Tobi está se virando pra continuar dormindo. De repente, ouço um barulhinho de beijo. Olho pra trás, tava o Tobi atrás de mim com sua carinha branca e redonda dele me mandando um beijinho.
Lógico que dei um mega pulão unido de um grito e um xingamento.

Versão dele:
Ouvi a máquina estalar. Pensei que a máquina tinha estragado do nada como aconteceu com a da tia. Eu sei que tu coloca às vezes roupa pra lavar de noite. Olhei pro lado, tu já tinha ido embora, então vim investigar o barulho da máquina. Aí te vi na lavanderia. Resolvi mandar um beijinho.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

La Maraton de Buenos Aires

Eu não vou contar que a é a minha segunda maratona como equipe de apoio, que foi super legal, que eu tive companhia da Margarete (a esposa vo Wilson, ex-paciente da minha irmã), que tínhamos um motorista pra nos levar nos 10, 20, 30 40 e chegada; que eu fiz amizade com alguns cachorros na Boca, que eu fiquei super emocionada, que eu perdi dinheiro e quase tive que mendigar no aeroporto; que, nessa hora eu lembrei que não habilitei o cartão de crédito pra ser usado internacionalmente, que tava tudo muito caro e eu não trouxe uma gota de álcool, que eu fui usada de laranja pelas minhas irmãs para elas usarem os banheiros dos estabelecimentos das mais diversas guloseimas hemanas, que o mais tarde que eu acordei nessa viagem foi às 9h da madrugada no sábado, que no domingo eu acordei às 5h30 e na segunda às 3h30; eu tomei remédio às 17h e ele começou a fazer efeito umas 20h e eu dormi no salão de embarque e que, quando eu acordei, havia uma fila gigantesca de gente embarcando; que, na volta, eu dormi no salão de embarque e tive de colocar relógio pra não perder o vôo, que um guri desmaiou no vôo de volta e atrasou todo o processo, que eu tive de parar de ouvir o nerdcast pras pessoas não acharem que eu tava rindo do guri. Não. Eu não vou contar isso.

Vou contar que minhas irmãs são duas trambiqueiras portuñolmente falando.
E isso rendeu as melhores cenas da viagem.

No táxi indo para Palermo. Vivi: "Es muy lontano de aqui?"
No restaurante. Vivi: "Y para nooooooOOOOOOOOS, pollo de campo", com direito à onda de volume ascendente nos ôs.
No hostel. Vivi: "No. La reserva es sô para mi".
No hotel. Vivi: "250 doláres". Estiquem o a ao falarem doláres. O atendente sem dentes retruca "250 dólares."

Teve uns furos da Fá, mas eu não lembro porque a Vivi era mais eloquente nessa parte.
Mas a mais sensacional de todas foi quando fomos marcar meu ônibus pro aeroporto.

Lá foram as irmãs trapo no Manuel Tienda León levar a Fá porque ela ia embora. Estávamos nós no caixa e as meninas portuñolando com o vendedor. Eu lembro de apenas ter aberto a boca pra falar o horário do vôo: "mañana a las siete y media". E aí era tal de o cara falar, a Vivi entender uma coisa, a Flávia outra, era um tal de tira dinheiro, "Não é pra pagar agora", guarda dinheiro, e tira dinheiro de novo, "Cómo se llama el hotel?" "Flávia".
Com essa, o cara me pega pela mão e diz "Venga conmigo, así nosotros no perdemos tiempo, si?"
Eu tava meio chapada da bombinha da asma (logo antes eu tive uma bela crise, a única da viagem) e não entendi na hora.
Rapidinho, ele me fez a reserva, tivemos apenas um mal entendimento do horário por conta de ser madrugada e bingo, estou com o número da reserva na mão. Chega a Flávia e a Vivi: "precisa pagar agora?" NOT!
Aí é que eu fui me dar conta que o cara me tirou dali porque as espertas estavam fazendo uma confusão com o portuñol e o cara se irritou com isso. Logicamente, ao entender, desatei a rir e expliquei o que aconteceu.

Lição do dia: fale em português se você não fala espanhol. Mas não fale como se o hispano-hablante fosse um retardado mental.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Programação Orientada à Vida

Conversas com Fernanda em 19/9/2008 12:58:20:
Priscilla Kurtz: no-tí-cia!
Priscilla Kurtz: no-tí-cia!
Priscilla Kurtz: vai casar!
Fernanda: ontem meu amor e eu começamos a contar dinheiro para comprar um ap
Priscilla Kurtz: weeeeeee
Priscilla Kurtz: que lindo! :-D
Fernanda: :D
Fernanda: fiquei tão feliz
Priscilla Kurtz: sim!
Priscilla Kurtz: eu gosto bastante dele (apesar de não parecer falar muito)
Priscilla Kurtz: eu acho ele simpático
Priscilla Kurtz: vai casa-ar!
Priscilla Kurtz: vai casa-ar!
Fernanda: só estou preocupada que ele ainda não falou em casar
Fernanda: só em morarmos juntos
Fernanda: eu quero casar
Fernanda: quero vestidão lindo tomara que caia com rabo de sereia!
Fernanda: :D
Priscilla Kurtz: coloca um if, oras

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mendiga de merda

Tava em casa e toca o interfone.

- Tia, tem coisa pra dar?
- Tem. Só um pouquinho.

Preste atenção na palavra coisa. Ela é muito importante no diálogo.
Recentemente fiz uma mini-limpa no meu armário e tinha umas roupas boas de inverno.
Peguei a sacola e desci as escadas. No que a mendiga feladaputa me vê:

- Ai... Roupa...

Entrego a sacola pra ela.
Ela sai reclamando.

- Não quer, me devolve.

Ela se vira.
- Tá. Obrigada.

Ué, mas ela não queria alguma coisa?! Devia ter perguntado isso. Eu sou muito sem clic.
Devia é ter ido no meio da rua, ter estapeado aquela infeliz e ter pego minhas roupas de volta.
É isso que eu recebo quando tento ajudar o próximo.
Que me aguarde a próxima campanha da fraternidade.

domingo, 22 de junho de 2008

OS THE BEATLES

- John, nunca mais fala uma merda dessa, por favor!

Calmo, John puxava seu baseadinho...

- Ah, foda-se, Paul. É verdade, oras... Pelo menos aqui na Inglaterra. Jesus Cristo é o número 2 em popularidade. Queira a Igreja ou não.
- E nós seremos os primeiros em impopularidade se você continuar com essa gracinha.

George dá seu pitaco:

- Pô Paul, mas veja só, o John tem até argumentos... sabe...

Paul interrompe, nervoso:

- O John ta mudando. Daqui a pouco vai trocar essas loiras peitudas e gostosas que correm atrás de nós por uma mocréia oriental ou coisa parecida. Acredite, ele está enlouquecendo com esse sucesso.

John já não ouve, está na sacada puxando seu baseado e olhando o Tâmisa. George ri:

- Ele pode ser louco, mas não é burro, pra pegar uma mocréia... Hehehe... O que você acha, Ringo?

Ringo estava deitado no divã daquele imenso quarto de hotel em Londres. Soltou umas baforadas, ajeitou a franja e disse por baixo do narigão:

- Eu acho que... Sei lá... Esse papo de Jesus, tipo assim, to pouco me fodendo quem é mais... Eu sei é que a gente tá podendo, saca? Se a gente gravar uma música merda, tipo, sei lá, música de igreja ou contos infantis pervertidos, se fizermos coisas ridículas, não vai mais importar. Aquelas loucas peitudas lá embaixo vão continuar invadindo nossos hotéis, gritando feito loucas, e comprando todos os discos...

- Porra, peraí, narigudo - interrompeu Paul. Aí já é exagero. Quem iria acreditar nisso?

Calminho, John volta da sacada e desafia:

- Aposto que o narigudo está certo.
- Não estou dizendo, amigo? diz Paul, cutucando George. Você aposta o quê, John?
- Se nós fizéssemos uma musiquinha de merda, bem idiota, mesmo que ela fosse absurdamente ridícula, nós poderíamos cantá-la e receber os melhores aplausos, elogios, prêmios, primeiro lugar nas paradas... Será um sucesso. Se nós arrotarmos e peidarmos no palco as meninas continuarão gritando e nos adorando e nos imitando. Somos o maior sucesso, Paul, não importa mais o que nós fazemos.
- Isso não está acontecendo, John, e jamais vai acontecer. Você está louco?
- Quer apostar, Paul? Valendo uma graninha?
- George, o que você acha?
- Sabe, Paul... Dependendo do que exatamente o John chama de música ridícula, acho que até pode acontecer... Mas é relativo, não sei...
- Qual é, Paul, vai apostar ou não? Eu e o Ringo contra você e o George. Vamos fazer uma música tão ridícula que você vai se cagar de rir, enquanto as fãs e a crítica vão adorar e alçar ao topo da parada...
- Loucura. Impossível.
- Você é homem de apostar ou não? Franguinho...

Silêncio. Paul aperta os olhos. Depois de alguns segundos em irado silêncio, sério, diz:

- Ok. Apostado. Uma canção com letra tão ridícula quanto uma canção infantil. Com arranjos desarranjados. E nada que lembre qualquer empolgação ou rock. Nada. E nós teremos que cantar todos os trechos aleatoriamente, sem ordem, como débeis mentais, principalmente no refrão. Tem que haver barulho ao fundo, e chacotas. E não pode ser curta.
- É, parece bem ridículo pra mim. E para você Ringo?
- Sei lá, sabe? Você é meio louco mesmo, John. Isso vai fazer sucesso? Tipo... Não mesmo... Hahaha... Mas como você apostou e você é quem vai pagar...
- Epa, isso é um ponto importante, interrompeu George. O que estamos apostando?
- É... John, Paul, o que vai ser?

John jogou uma revista de automóveis sobre Paul.

- Essa belezinha. Zero quilômetro.

Na capa, um Rolls-Royce último modelo. Paul riu:

- O John, num Rolls-Royce? Hahaha...Hahaha... Talvez nem seja tão ruim assim perder...
- E se você ganhar, Paul? O que vai ser?
- O John vai ter que comer uma mocréia. Eu escolho.

Risos gerais, dessa vez, até de John.

- Tipo assim, qual mocréia, Paul?
- Essa aqui ó, disse Paul, apontando para outra revista.
- "Íôkuônu"... Porra, essa é feia, hein... John, se fodeu!
- Eu? Vou é comer uma peituda, no final. Dentro do meu Rolls-Royce, certo, Paul?

Risos gerais... Paul sentencia, levantando-se para sair da sala:

- Só mais 2 coisas John: vocês 2 têm 2 dias para fazer a música e a letra. E nem um minuto a mais. OK?
- OK, sir McCartney. E a segunda?
- Ringo vai cantar, e não você.

John parou. Empalicideceu. Paul alfinetou:

- O que há, John? Não é homem pra apostar?

John engoliu em seco. Pensou em Ringo cantando. Pensou na aposta. Na mocréia japonesa. Por fim, no riso de Paul.

- Essa aposta está ganha. Vamos Ringo, temos trabalho.

E saiu da sala, seguido por preocupado Ringo.

                                                       * * *

A caminho do estúdio em Abbey Road, Ringo gaguejava. John suava. Dirigia nervoso. Ringo não cantava porra nenhuma. Tinha uma voz horrível. Por isso a banda sempre evitou que ele abrisse a boca, nem que fosse como 2a ou 3a voz. Nunca. Ringo cantava mal pra caralho. "Estou fodido" pensou John. "O John se fodeu" pensava Ringo.

- Olha só, Ringo, eu confio muito em você. Fica aí no estúdio e te vira. Eu vou resolver um negócio, e depois a gente trabalha no que você tiver começado...
- Mas John, eu nunca compus porra nenhuma... Eu pensei que você fosse...
- Ringo... Relaxa... Eu confio em você...
- É, o Paul estava certo... Você é doido mesmo, John...

John despediu-se de Ringo, nervoso, e instruiu o motorista do táxi:

- Royal Museum of Modern Art, por favor.
- Gosta de arte abstrata, sr. Lennon?
- Um pouco, por quê?
- Há uma exposição esta semana no Royal Museum.
- Interessante. Mas estou indo apenas conhecer uma pessoa. Já que a aposta está nas mãos do Ringo...
- Como disse, sr. Lennon?
- Nada... Esqueça... Eu já tô fodido mesmo, então é melhor eu ir conhecendo logo minha desgraça.
- Como quiser, sr. Lennon.

                                                   * * *

Royal Museum of Modern Art. O porteiro, um gordinho simpático, não reconhece John, mas pergunta, prestativo, se pode ajudá-lo.

- Estou procurando uma artista, a senhorita Ono...
- Oh, sim, ela está arrumando algumas peças para a exposição desta noite. No segundo salão à direita, sr.
- Obrigado.

"Como é feia", pensou Lennon. Mas aposta é aposta. E como essa já estava perdida. Idiota. Tudo para não amarelar diante do bosta do Paul e do lindo do George. Mas como ele iria adivinhar que Ringo teria que cantar. Isso sim, era impossível de ser
sucesso.

- Senhorita Ono?
- Sim? Oh, eu conheço você...
- Talvez. Está ocupada?
- Estava. Não mais. O que há?
- Gostaria de tomar uma cerveja?
- Claro.

                                                            * * *

"Aimeudeuseutôfodido", repetia Ringo, bem baixinho, com a cabeça vazia sobre o pescoço e um inútil violão sobre o colo. Os produtores que circulavam pelo estúdio encaravam-no como uma aberração esperando o apocalipse. Ringo havia agendado uma gravação. Apareceu sozinho, e agora estava ali, mudo, há horas. "Lennon de merda", resmungava Ringo. Alguém fez sinal na outra sala. Ringo disse-lhe que entrasse.

- Sr. Star, esse tape super8 chegou hoje. É da sua mãe.
- Mais essa agora...

Na falta total de inspiração, Ringo pediu um projetor e menos luz naquela sala. "Vamos ver que mico mamãe me aprontou agora." Na tela, uma senhora nariguda aparecia, cercada por toda família, com destaque para os vinte dois netos, sobrinhos de Ringo, que se amontoavam em frente a ela.

- Meu pequeno Ringo, seu tio David comprou esta divertida câmera e nós resolvemos lhe fazer esta surpresa. Como no seu último telefonema você disse que sentia muita falta de quando eu cantava para você dormir, resolvi juntar todos para lhe entoar esta singela canção de ninar. Espero que você goste.

"Merda, mamãe, merda", Ringo pensou, vermelho. A essa altura todo o estúdio ria loucamente dele, enquanto este procurava um buraco pra enfiar a cabeça... De repente, desafinadamente, fora de tom e de sincronia, com o horrível som do superoito, os sobrinhos de Ringo começaram a cantar. Ringo não acreditou. Começou a sorrir. Um brilho louco apareceu no seu olhar.

                                                            * * *

Paul estava de toalhas, saindo do banho, quando Ringo invadiu o quarto do Hotel aos gritos e risos, entrecortados por um "Se fodeu, Paul!!!". Paul ficou sério, George desconfiado. Ringo sentenciou: "Eu tenho a música." Paul não acreditou.

- Amanhã nós vamos gravar, no Abbey Road. Está tudo certo, terminou Ringo, jogando-se no sofá para enrolar um baseado.
- E onde está John? perguntou Paul.
- Ele, hã... foi... hã... comprar umas cervejas...

                                                            * * *

John e Yoko transavam loucamente, pela sexta vez na tarde, num quarto de um motel na periferia de Londres. John estava decidido. Foda-se aposta. Ok, vai ser uma merda desfilar com essa mocréia por aí, mas ela transa muito gostoso, e sabe tudo do Kama Sutra. E é inteligente. Porra, eu também já estou ficando velho. É a mulher da minha vida.

                                                            * * *

Após o fim da gravação, John estava convicto que aquela porcaria de música iria ser um fracasso. Paul ria o tempo todo, e sabia que John estava fodido. Ringo estava sério, um pouco infantil, mas sério. George ria disfarçadamente.

                                                            * * *

Paul se cagou de rir quando Yoko entrou na sala. Minutos antes, John havia anunciado que sabia que a música iria ser uma merda, e que por isso estava cumprindo sua parte. Ringo fez cara feia.

                                                           * * *

Só que Yellow Submarine, apesar de ridícula, foi um dos maiores sucessos dos Beatles. E John ganhou um belo Rolls-Royce. No jardim, pelado com Yoko, olhava o carro enquanto desembalava umas pastilhas de LSD.

- Não gostei da porra da cor, Yoko - disse, pondo a pastilha sobre a língua.
- Ok. A gente pinta ele diferente. Tenho uns materiais ali na garagem.

Naquele instante, os olhos de John foram invadidos pelo mais psicodélico brilho. E o resto da história vocês já sabem.

                                                            * * *

Obs.: Sim, já que você vai se perguntar, Obladi-oblada também foi o triste produto de apostas entre os Beatles (revanche que Paul pediu a John), mas isso é outra história. It's Been A Hard Day's Night. Yeah.

--- Leonardo Lins

Da série: arquivos que você só acha quando resolve organizar seu home

Upgrade de Namorado para Marido
 
Para começar, a mulher pensa que esse UPGRADE é uma evolução. Engano dela, pois antes o sistema funcionava perfeitamente TODOS OS DIAS e agora, quando menos se espera, antes mesmo de se estabelecer a conexão, o sistema cai e a mulher fica com o cabo na mão, sem ter onde conectá-lo.
 
A saída é desligar tudo e rezar para que, na próxima utilização, ele funcione pelo menos uma vez e consiga transmitir os dados com sucesso. Algumas mudanças notadas por todas as mulheres que, ingenuamente, optam por esse upgrade:
 
1. O arquivo Money.ini vive desaparecendo;
2. O executável Carinho.exe diminui consideravelmente, chegando, em alguns casos, ao tamanho de 0 bytes;
3. O arquivo Jantar_fora.com é totalmente eliminado durante a própria execução do UPGRADE;
4. Aqueles programas que eram executados nos finais de semana pela versão Namorado, tais como Dançar.exe, Bombons.com, Flores.bat, não rodam mais.
 
Não adianta insistir porque pode ocorrer travamento geral do sistema. Ao mesmo tempo que esses arquivos desaparecem, alguns são imediatamente criados:
 
1. Barriga.ini é o primeiro de todos, talvez pela influência da BAT;
2. Cerveja, que, por sua vez, chama a rotina Bafo.com, que nunca roda sem acessar o banco Chulé.gdb, que contém as tabelas ronco_de_noite e gases_noturnos;
3. O bug Amigos_indesejáveis vive aparecendo quando você menos espera. Não tente evitá-los! Conviva com eles! Faz parte da superioridade feminina sobre o sistema Marido;
4. Não raramente, nota-se o aparecimento de vários TMPs, nomeados por Meias_jogadas, toalhas_molhadas_espalhadas e Jornais_no_sofá. E, embora você compreenda todos os TMPs, o sistema Marido jamais compreenderá suas TPMs.
 
Algumas mulheres mais experientes já identificaram as principais causas de todo esse fracasso do sistema:
1. Alguns Maridos preferem se conectar ao Hub de outra máquina;
2. Com o aparecimento de alguns vírus, os Maridos começam a receber um Token e não passam para as outras estações.
 
Mas não se desesperem, algumas especialistas já inventaram uma procedure para amenizar todas as conseqüências do mal funcionamento do sistema, para isso basta rodar o infalível software RICARDAO.EXE, e todas as suas deficiências serão eliminadas e você poderá viver tranqüilamente com o seu Marido até que a evolução da informática consiga um meio de reverter o processo Marido para Namorado.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Filosofia barata de colegas de trabalho pós-carnaval

(14:55:12)Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: eu ainda tenho problemas com relacionamento, mas o que eu quero fazer é one to many, né?
(14:56:23) Mauricio Sanches: já tentou uma conversa franca com o teu namorado?
aposto que os teus problemas de relacionamento podem se resolver de uma maneira mais fácil que tu imagina
(14:56:56)Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: a hora que ele voltar, certamente farei isso
(14:57:03) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: se ele voltar né
(14:57:06) Mauricio Sanches: hehehe
(14:57:11) Mauricio Sanches: tá.. mas falando sério
(14:57:21) Mauricio Sanches: no usuário mesmo tem um relacionamento igual ao que tu quer
(14:57:27) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: sim, foi de lá que eu tirei
(14:57:27) Mauricio Sanches: o de empresas
(14:57:38) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: mas é uma coisa que eu ainda não tenho correndo no sangue
(14:57:45) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: eu tenho de pensar antes sair fazendo
(14:58:29) Mauricio Sanches: pelo menos tu não me perguntou se era um one to one
(14:58:31) Mauricio Sanches: :D
(14:58:50) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT:
ah, algum discernimento quanto a esse assunto eu já adquiri
(14:58:51) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: :P
(14:59:24) Pri | Assista Lalola às 20h15 no SBT: depois de tantos relacionamentos, alguma coisa eu tinha de aprender
(14:59:48) Mauricio Sanches: relacionamentos sempre são complicados
(14:59:56) Mauricio Sanches: cada um é completamente diferente do outro
(15:00:09) Mauricio Sanches: por isso, te prepara para sempre continuar em dúvida no assunto

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Pripapos

(15:12:54) Mobus, o COlega pATi: boa prigunta
(15:13:09) SuperPri: e eu não tenho uma priposta
(15:13:10) SuperPri: hahahaha
(15:13:20) SuperPri: horrível

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Namorado, eu te traí...

... mas foi de brincadeirinha, eu não toquei em ninguém e foi por telefone.

O Felipe, meu colega de trabalho, queria comprar um biquini pra namorada dele. E é um biquini bem específico. Eu lembrei da loja de biquini que a Carol tinha visto no blog da Ticcia ali na República. Fiquei de passar o enderećo e telefone pra ele. Assim eu entrei pra Operaćão Biquini.

Fiz isso ontem e ele mandou um email pra Ticcia comentando isso e pra saber se ela sabia se tinha o tal do biquini lá. Prontamente ela responde dizendo que tinha um na vitrine.

- Mas liga lá, Felipe, e reserva!
- Eu não.
- Quer que eu ligue?
- Tu liga?
- Ligo sim.
...
- Alô? Oi, eu tava falando com uma amiga minha, a Ticcia, e ela viu um biquini assim assim assado na vitrine. Confere?
- Ahn... Sim.
- E serve em número 44?
- Esse aqui da vitrine é P. Mas tem um M aqui que eu acho que serve.

Felipe chama a minha atenćão enlouquecidamente pra eu perguntar o prećo.

- E quanto é?
- 49.

Sinalizo 50 pra ele com a mão aberta.

- Deixa reservado pra mim?
- Deixo sim. Qual seu nome?
- Priscilla. Mas quem vai buscar é meu namorado, o Felipe.

Sim, eu estava no trabalho reservando um biquini que não era pra mim pro namorado que não era meu. E, logicamente, havia mais gente na sala de desenvolvimento.

- Tudo bem!
- Obrigada viu? Tchau!
- De nada. Tchau!

Virei pro Felipe e disse:

- Viu, namorado! Tá lá reservado.
- Obrigada, namorada!

Viu, namorado? Tudo no maior respeito, colaboraćão e boa vontade.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Pidgim

Abri uma janela pra conversar com o Alberto.
Enquanto eu digitava...

(09:53:08 AM) Alberto: bu
(09:53:10 AM) Alberto: eu sei
(09:53:14 AM) Alberto: q vc estah digitando
(09:53:18 AM) pri: sabe mesmo?
(09:53:25 AM) Alberto: sim
(09:53:26 AM) Alberto: hsuahuaha
(09:53:27 AM) pri: como?
(09:53:28 AM) pri: uahuahauhau
(09:53:31 AM) Alberto: magica
(09:53:36 AM) pri: não é magia
(09:53:39 AM) pri: é tecnologia!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Alguém que entende...

_Machado_: hey
Bsc Tia Coruja Pri is sick: hou
_Machado_:  lets
Bsc Tia Coruja Pri is sick: go!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Eu sou a única pessoa que você conhece que parou a Matrix!

DUAS VEZES!
And now Anderson, there's only you and me.

Tá certo que é a matrix ponto ufrgs ponto br, mas eu parei a Matrix! A primeira foi a mais pura e sincera orelhagem. Nem vou contar pra não denegrir mais a minha imagem como boa profissional. Mas a segunda eu não fiz nada. Eu só dei um xm shutdown pagodao, xm list, xm list, xm list pra averigüar que o Pagodao tinha realmente parado e xm create -c pagodao.cfg e a Matrix deu crash.
É bug do xen! Eu não sabia que, entre parar uma vm e subir ela novamente, devia-se esperar um período de tempo regulamentar...

Por isso, eu, dessa vez, não tive nada a ver com isso.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Der Unterschied zwischen Arzt und Zahnarzt

Alexandre Coster: essa semana vou ter o teste de fogo
SuperPri: ui
SuperPri: que é?
Alexandre Coster: Artz
Alexandre Coster: Arzt aliás
SuperPri: wraaaaaaaaaaaaaaa
Alexandre Coster: duh
SuperPri: massa
Alexandre Coster: Nao é massa
SuperPri: tá dolendo os dente?
Alexandre Coster: é Gicht (gota)
SuperPri: ah nao
SuperPri: zahnarzt que é dentista
Alexandre Coster: ah sim
Alexandre Coster: isso
Alexandre Coster: Arzt é só sádico mesmo. hehe
SuperPri: isso
SuperPri: hahahaha
Alexandre Coster: Zahnarzt é sádico com requintes

terça-feira, 10 de julho de 2007

Direto do Túnel do Tempo

Dizem as histórias que havia um laboratório no Instituto de Informática que continha os seguintes dizeres:
"Teoria é quando nada funciona e você sabe por que.
Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe por que.
Neste laboratório unimos teoria e prática: nada funciona e ninguém sabe por que.
"

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Eu sou um cara legal.

(19:38:44) Vitorio: pergunta de ordem indiscreta: acha que consegue me pagar amanha?
(19:41:22) Bsc. Tia Coruja Pri | (sono|dentista) maldito: sim
(19:41:41) Vitorio: pergunta de ordem discreta: vamos ver gostosas de branco amanha?
(19:41:48) Bsc. Tia Coruja Pri | (sono|dentista) maldito: podemos
(19:41:52) Vitorio: aaaaaaaaeeeeeeeeeeeeeee

segunda-feira, 11 de junho de 2007

... e no final do INSTALL.txt:

Now follow the flowchart:

                                     Did the build succeed?
                Yes?                                                           No?
CONGRATULATIONS! Get beer.                     Condolences. Get beer.