Tenho pra mim que ele está trollando os Estados Unidos de uma vez só e ninguém se deu conta disso. Li pelos sites de fofoca da vida que o assessor de mídia dele pediu demissão, então ele mesmo, o Charlie Sheen, está ligando pras emissoras de tv pra dar entrevista.
Nesta situação, você não devia estar ligando para dar entrevistas para se coloque-seu-verbo-favorito-aqui. Nas entrevistas, ele não se explica, ele não se desculpa, ele não se justifica. Ele só trolla!
Sério. Trollando afu. Ninguém, nem mesmo ele, diria o que ele disse nas entrevistas really meaning it. Algumas das minhas declarações favoritas estão aqui.
Só faltou a "Dying is for fools, amateurs".
Muito obrigada, Gregory Brothers, por mais essa pérola. Se duvidar, eles vão ter de novo o vídeo mais assistido em 2011.
Pra quem ainda acha que ele está sendo sério nas entrevistas, favor clicar aqui.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
domingo, 1 de agosto de 2010
CMPB
Stands fot Conservatório de Música Popular Brasileira.
Sede: Curitiba.
Pertence à: prefeitura de Curitiba.
Para conseguir uma vaga no canto, tive que acordar às 4h30 da manhã de um dia de inverno, chegar na porta co CMPB às 5h15, ver uma fila com 27 pessoas na minha frente também esperando o Conservatório abrir, às 9h da manhã.
Essas 27 pessoas, a bem da verdade, viraram 27. Teve gente chegando às 6h da manhã na maior cara dura pois os amigos queridos guardaram lugar.
O "teste de nivelamento" foi tão medíocre que eu, ao chegar na minha passagem, simplesmente não conseguia vencer a maldita. A voz não saía, o músculo não respondia. Terrível.
Liguei pra Lulu no instante que eu terminei o teste. E ela estava cem por cento certa: é muscular. Eu perdi o jeito por simplesmente não praticar mais.
Fui em uma apresentação de fim de semestre de alunos quase em fim de curso que teve e alguns alunos eram sofríveis. Tudo bem que o repertório também não ajudava (simplesmente não é qualquer um que canta Chico Buarque). O que me dá algum crédito pra ver outras apresentações com outros repertórios.
De qualquer maneira, minhas aulas começam amanhã ao meio-dia.
Deus nos acuda. E que eu não seja sofrível.
Update: o filho da professora ficou gripado e ela não foi dar aula. Será que isso é algum tipo de sinal?
Sede: Curitiba.
Pertence à: prefeitura de Curitiba.
Para conseguir uma vaga no canto, tive que acordar às 4h30 da manhã de um dia de inverno, chegar na porta co CMPB às 5h15, ver uma fila com 27 pessoas na minha frente também esperando o Conservatório abrir, às 9h da manhã.
Essas 27 pessoas, a bem da verdade, viraram 27. Teve gente chegando às 6h da manhã na maior cara dura pois os amigos queridos guardaram lugar.
O "teste de nivelamento" foi tão medíocre que eu, ao chegar na minha passagem, simplesmente não conseguia vencer a maldita. A voz não saía, o músculo não respondia. Terrível.
Liguei pra Lulu no instante que eu terminei o teste. E ela estava cem por cento certa: é muscular. Eu perdi o jeito por simplesmente não praticar mais.
Fui em uma apresentação de fim de semestre de alunos quase em fim de curso que teve e alguns alunos eram sofríveis. Tudo bem que o repertório também não ajudava (simplesmente não é qualquer um que canta Chico Buarque). O que me dá algum crédito pra ver outras apresentações com outros repertórios.
De qualquer maneira, minhas aulas começam amanhã ao meio-dia.
Deus nos acuda. E que eu não seja sofrível.
Update: o filho da professora ficou gripado e ela não foi dar aula. Será que isso é algum tipo de sinal?
domingo, 27 de junho de 2010
This is it
Agora, na Globo, passa Michael Jackson's This Is It LEGENDADO. É o que a Globo devia pro cara depois de usar o riff de Off The Wall Don't Stop 'Til You Get Enough como abertura no Video Show.
Como disse o Tobi em uma das horas que ele tentava chamar minha atenção durante o filme: a schatzi tá hipnotizada. E tava mesmo. O show seria, minimamente comentando, épico. A sensibilidade dele para perceber "aqui devia ter mais silêncio" ou "aqui esse baixo precisa ser mais funky" é única. Eu sou uma apaixonada por saber como são produzidos (junto com quem produziu) shows, cds, filmes, etc e ver o cara metendo bedelho em tudo, puxando todo mundo pra cruzar limites sem ser rude e ter uma equipe que trabalha somente e devotamente pra ele sem que isso fosse um fardo é um espetáculo à parte. É a definição prática de colaborar.
Ele pode não ser o melhor dançarino do universo, ele pode até semitonar como disse a Lulu via twitter. Tudo o que eu tenho pra dizer sobre isso é: foda-se! O cara simplesmente podia. He just had it. Whatever it is or was. Eu tava hipnotizada. Isso não importa em absoluto. Toda a contribuição que ele podia dar musicalmente, publicamente, pessoalmente e escandalamente já tinha sido dada viva o gerundismo. Ele tava ali pra fechar um ciclo que começou com clássicos dentro da Motown quando ele nem tinha barba. Eu venderia tudo pra ir nesse show sem pensar duas vezes.
Ele é, era e será sempre o rei. E, de boa, não sei se algum dia nasce alguém pra tirar essa coroa dele.
Minha música favorita é Smooth Criminal.
Mas a melhor música do universo será sempre Beat It.
Como disse o Tobi em uma das horas que ele tentava chamar minha atenção durante o filme: a schatzi tá hipnotizada. E tava mesmo. O show seria, minimamente comentando, épico. A sensibilidade dele para perceber "aqui devia ter mais silêncio" ou "aqui esse baixo precisa ser mais funky" é única. Eu sou uma apaixonada por saber como são produzidos (junto com quem produziu) shows, cds, filmes, etc e ver o cara metendo bedelho em tudo, puxando todo mundo pra cruzar limites sem ser rude e ter uma equipe que trabalha somente e devotamente pra ele sem que isso fosse um fardo é um espetáculo à parte. É a definição prática de colaborar.
Ele pode não ser o melhor dançarino do universo, ele pode até semitonar como disse a Lulu via twitter. Tudo o que eu tenho pra dizer sobre isso é: foda-se! O cara simplesmente podia. He just had it. Whatever it is or was. Eu tava hipnotizada. Isso não importa em absoluto. Toda a contribuição que ele podia dar musicalmente, publicamente, pessoalmente e escandalamente já tinha sido dada viva o gerundismo. Ele tava ali pra fechar um ciclo que começou com clássicos dentro da Motown quando ele nem tinha barba. Eu venderia tudo pra ir nesse show sem pensar duas vezes.
Ele é, era e será sempre o rei. E, de boa, não sei se algum dia nasce alguém pra tirar essa coroa dele.
Minha música favorita é Smooth Criminal.
Mas a melhor música do universo será sempre Beat It.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Um Prisma de Canções
Pra quem ainda não sabe, porque eu não falo mesmo, eu faço parte da jujubas & feijões, uma excelente banda de MPB.
Dia 3 e 4 de novembro foram nossos shows de estréia no Teatro de Arena em Porto Alegre.
Quem não foi, perdeu, malandro. Todo o trabalho, as discussões, estudos e conversas valeram a pena ali.
Tava todo mundo tão bonito de figurino!
Fica ligado nos próximos. O álbum completo está no picasa da banda.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Dia 6 de agosto
Esse dia foi surreal: o show de ontem foi um sucesso. :)
Tivemos vários problemas (técnico de som com vontade própria, pessoas que não sabiam o que era uma caixa de retorno, cadeiras no palco...), tivemos muitas fotos e filmagem. As fotos devem ser postadas logo. Recebemos muitos elogios e muitos aplausos no final do show.
Eu estava bastante nervosa, os ensaios estavam um pouco prejudicados pelas ausências por motivos de trabalho de algumas pessoas... Mas foi muito muito muito bom!
O que mais me emocionou foi o cartaz:

O primeiro de muitos!
E não esqueçam: dia 6 de agosto é o dia internacional do picolé de chuchu sem noção.
Tivemos vários problemas (técnico de som com vontade própria, pessoas que não sabiam o que era uma caixa de retorno, cadeiras no palco...), tivemos muitas fotos e filmagem. As fotos devem ser postadas logo. Recebemos muitos elogios e muitos aplausos no final do show.
Eu estava bastante nervosa, os ensaios estavam um pouco prejudicados pelas ausências por motivos de trabalho de algumas pessoas... Mas foi muito muito muito bom!
O que mais me emocionou foi o cartaz:
O primeiro de muitos!
E não esqueçam: dia 6 de agosto é o dia internacional do picolé de chuchu sem noção.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Radiohead
Tobi assistiu o show enquanto eu via o último ep de LOST no oddie.
Tenho uma coisa a dizer: Ed O'Brien é um pedaço de mau caminho.

Oh please ok computer me...
E eu também gostei de There There.
Tenho uma coisa a dizer: Ed O'Brien é um pedaço de mau caminho.
Oh please ok computer me...
E eu também gostei de There There.
terça-feira, 17 de março de 2009
Xô
Sabe quando você é pequeno e sonha com uma coisa? Um dia, você cresce e realiza aquele sonho?
É mais ou menos essa a sensação.
Um dos meninos que mora comigo me disse: "Viu que vai ter show dos Backstreet Boys no Brasil?". Eu tremi. Me veio na mente a cena de quando eu era adolescente, que eu amava muito o BSB, que eu fiquei muito muito triste quando eu não pude ir no show deles em 2001. Naquela época eu mal tinha onde cair morta e o show foi no Maracanã e no Morumbi. Pessoas acamparam na entrada durante semanas.
Ô inveja.
Assim que eu ouvi que ia ter show e ao lembrar de tudo isso, sentei na escrivaninha e fiz contas. Vi que ia falir. Passei alguns dias pensando sobre isso.
Conclusão: dane-se.
Fui no shopping e comprei o ingresso mais caro. Na minha mente, não havia outro ingresso. Além do preço do ingresso, mais 20% dele de taxas. Muito obrigada, Ticket Master, por me comer 70 reais para somente imprimir meu ingresso. Ok, tem o custo da menininha que vende os ingressos aqui, mas isso não interessa!!! Mesmo com isso, não senti culpa nenhuma por falir.
Senti a falência chegando quando fui ver o preço das passagens. O show de São Paulo era na quinta. Praticamente impossível de ir, sem contar que o show era no estacionamento do Credcard Hall. Já que era pra gastar, resolvi ir pro Rio. Ao pesquisar preços, lembrei que tinha um crédito de uns quase 400 reais na Varig pra gastar. Contando que ia ter de pagar a remarcação de cada trecho, esse crédito caia pra quase 300 reais. Dane-se. 300 reais são 300 reais. Lá fui eu ligar pra Gol, aguardar 15 minutos pra ser atendida, ter a ligação derrubada, ligar de novo, aguardar mais 15 minutos pra ser atendida, reclamar que a ligação caiu e, enfim, ter minha passagem comprada. Agora que a Varig e Gol se encontram mais integradas, meu crédito que era de quase 400 permaneceu de quase 400 e não precisei pagar remarcação!!! No fim, a passagem saiu bem baratinha.
Chegou o dia.
Peguei o ônibus (morrendo de medo) por indicação do Afonso pra ir pro Citibank Hall. Passeei por meia Rio de Janeiro pra chegar lá. Meu hostel era na Praia de Botafogo; e o local do show, na Barra da Tijuca. Ao subir no ônibus, perguntei pra cobradora se o ônibus passava na frente do Via Parque.
- Não. Esse ônibus pega a Ayrton Senna e faz o retorno.
Primeiro pensamento: quero matar o Afonso.
- Mas eu quero ir no número 3000. Passa perto?
- Passa perto, mas você vai ter de descer e caminhar um pouco.
Segundo pensamento: continuo querendo matar o Afonso.
Sentei e fui curtindo a vista. Até descobrir que sentei do lado errado do ônibus. Então eu vi prédio, prédio, prédio, rocha, rocha, rocha, pé da favela da Rocinha, pé da favela do Vidigal, rocha, rocha, prédio, prédio, prédio. E aquele povo esquisito subindo no ônibus. Tranquilamente level uma hora pra chegar no local. Desci do ônibus por volta do número 2200. Foram os 800 metros mais longos da minha vida. E olha que eu fui quase correndo.
A fila da pista vip tinha tranquilamente umas 2k pessoas na minha frente. Eu sabia que devia ter chego lá umas 15h. Mas tava um calor do cão! Eu ia desidratar muito. Além de passar muito calor. Livrando-me desse pensamento, fiquei muito muito feliz de estar na fila.
O show começou pontualíssimo! Talvez com uns 5 minutos de atraso. E numa animação total. Os Boys envelheceram logicamente. Não são mais aqueles piazinhos de 10 anos atrás, mas a animação é a mesma. Cantando mesmo, sem dublar, dançando, pulando...
Nick se fazendo pras meninas da primeira fila, Brian sempre simpático (o mais simpático de todos, IMO), A.J. envelhecido pra caramba por conta das drogas e da bebida e Howie sempre falando "my name is Howie D." (como se a gente não soubesse).
Eu vi muito menino lá. Muito menino hetero. Com sua namorada. Cantando as letras. Esquisito demais.
Tocaram todos os clássicos em forma de medley. E uns medleys muito legais. Algumas versões de música, como o final de Inconsolable em versão de dançar. Ficou ótima. Tocaram as mais legais do Unbreakble.
O show acabou e eu estava de alma lavada. E não vejo a hora de ir novamente. Eles estão pra lançar um disco novo esse ano e já prometeram uma passadinha pelo Brasil na nova turnê. Vou à falência de novo sem pensar duas vezes. E prometo chegar cedo pra pegar lugar na primeira fila para melhores fotos. Desde que o show não seja em estádio. Descobri que prefiro shows em locais menores. Parece mais intimista.
Pra voltar, os táxis estavam cobrando nada mais nada menos que 90 reais. Olha pra minha cara. Mas como não era eu quem ia pagar (né, irmãs), tava lamentando-me por elas. Eis que vejo uma plaquinha pra cima "Zona Sul".
- Passa na Praia de Botafogo?
- Passa.
- Vamos pessoal! Lá no fundo.
Bela descrição de onde o transporte estava. Era uma van. Paguei 10 reais. Katcheen!
Enfim, eu não reclamei "não tocaram tal". Minha emoção era tão grande que eu achei que não faltou música. Depois, conversando com as pessoas da van que voltei, percebi que não tocou My Beautiful Woman. Música ótima, mas nada de sangria desatada que ela não foi pro setlist. Na van, conheci umas meninas que foram no show de São Paulo e no do Rio e disseram que o do Rio foi muito melhor: eles estavam mais animados e mais arrumados. Há boatos que esse show vai virar DVD.
Até o próximo show, amiguinhos!
É mais ou menos essa a sensação.
Um dos meninos que mora comigo me disse: "Viu que vai ter show dos Backstreet Boys no Brasil?". Eu tremi. Me veio na mente a cena de quando eu era adolescente, que eu amava muito o BSB, que eu fiquei muito muito triste quando eu não pude ir no show deles em 2001. Naquela época eu mal tinha onde cair morta e o show foi no Maracanã e no Morumbi. Pessoas acamparam na entrada durante semanas.
Ô inveja.
Assim que eu ouvi que ia ter show e ao lembrar de tudo isso, sentei na escrivaninha e fiz contas. Vi que ia falir. Passei alguns dias pensando sobre isso.
Conclusão: dane-se.
Fui no shopping e comprei o ingresso mais caro. Na minha mente, não havia outro ingresso. Além do preço do ingresso, mais 20% dele de taxas. Muito obrigada, Ticket Master, por me comer 70 reais para somente imprimir meu ingresso. Ok, tem o custo da menininha que vende os ingressos aqui, mas isso não interessa!!! Mesmo com isso, não senti culpa nenhuma por falir.
Senti a falência chegando quando fui ver o preço das passagens. O show de São Paulo era na quinta. Praticamente impossível de ir, sem contar que o show era no estacionamento do Credcard Hall. Já que era pra gastar, resolvi ir pro Rio. Ao pesquisar preços, lembrei que tinha um crédito de uns quase 400 reais na Varig pra gastar. Contando que ia ter de pagar a remarcação de cada trecho, esse crédito caia pra quase 300 reais. Dane-se. 300 reais são 300 reais. Lá fui eu ligar pra Gol, aguardar 15 minutos pra ser atendida, ter a ligação derrubada, ligar de novo, aguardar mais 15 minutos pra ser atendida, reclamar que a ligação caiu e, enfim, ter minha passagem comprada. Agora que a Varig e Gol se encontram mais integradas, meu crédito que era de quase 400 permaneceu de quase 400 e não precisei pagar remarcação!!! No fim, a passagem saiu bem baratinha.
Chegou o dia.
Peguei o ônibus (morrendo de medo) por indicação do Afonso pra ir pro Citibank Hall. Passeei por meia Rio de Janeiro pra chegar lá. Meu hostel era na Praia de Botafogo; e o local do show, na Barra da Tijuca. Ao subir no ônibus, perguntei pra cobradora se o ônibus passava na frente do Via Parque.
- Não. Esse ônibus pega a Ayrton Senna e faz o retorno.
Primeiro pensamento: quero matar o Afonso.
- Mas eu quero ir no número 3000. Passa perto?
- Passa perto, mas você vai ter de descer e caminhar um pouco.
Segundo pensamento: continuo querendo matar o Afonso.
Sentei e fui curtindo a vista. Até descobrir que sentei do lado errado do ônibus. Então eu vi prédio, prédio, prédio, rocha, rocha, rocha, pé da favela da Rocinha, pé da favela do Vidigal, rocha, rocha, prédio, prédio, prédio. E aquele povo esquisito subindo no ônibus. Tranquilamente level uma hora pra chegar no local. Desci do ônibus por volta do número 2200. Foram os 800 metros mais longos da minha vida. E olha que eu fui quase correndo.
A fila da pista vip tinha tranquilamente umas 2k pessoas na minha frente. Eu sabia que devia ter chego lá umas 15h. Mas tava um calor do cão! Eu ia desidratar muito. Além de passar muito calor. Livrando-me desse pensamento, fiquei muito muito feliz de estar na fila.
O show começou pontualíssimo! Talvez com uns 5 minutos de atraso. E numa animação total. Os Boys envelheceram logicamente. Não são mais aqueles piazinhos de 10 anos atrás, mas a animação é a mesma. Cantando mesmo, sem dublar, dançando, pulando...
Nick se fazendo pras meninas da primeira fila, Brian sempre simpático (o mais simpático de todos, IMO), A.J. envelhecido pra caramba por conta das drogas e da bebida e Howie sempre falando "my name is Howie D." (como se a gente não soubesse).
Eu vi muito menino lá. Muito menino hetero. Com sua namorada. Cantando as letras. Esquisito demais.
Tocaram todos os clássicos em forma de medley. E uns medleys muito legais. Algumas versões de música, como o final de Inconsolable em versão de dançar. Ficou ótima. Tocaram as mais legais do Unbreakble.
O show acabou e eu estava de alma lavada. E não vejo a hora de ir novamente. Eles estão pra lançar um disco novo esse ano e já prometeram uma passadinha pelo Brasil na nova turnê. Vou à falência de novo sem pensar duas vezes. E prometo chegar cedo pra pegar lugar na primeira fila para melhores fotos. Desde que o show não seja em estádio. Descobri que prefiro shows em locais menores. Parece mais intimista.
Pra voltar, os táxis estavam cobrando nada mais nada menos que 90 reais. Olha pra minha cara. Mas como não era eu quem ia pagar (né, irmãs), tava lamentando-me por elas. Eis que vejo uma plaquinha pra cima "Zona Sul".
- Passa na Praia de Botafogo?
- Passa.
- Vamos pessoal! Lá no fundo.
Bela descrição de onde o transporte estava. Era uma van. Paguei 10 reais. Katcheen!
Enfim, eu não reclamei "não tocaram tal". Minha emoção era tão grande que eu achei que não faltou música. Depois, conversando com as pessoas da van que voltei, percebi que não tocou My Beautiful Woman. Música ótima, mas nada de sangria desatada que ela não foi pro setlist. Na van, conheci umas meninas que foram no show de São Paulo e no do Rio e disseram que o do Rio foi muito melhor: eles estavam mais animados e mais arrumados. Há boatos que esse show vai virar DVD.
Até o próximo show, amiguinhos!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Agora não tem volta.
Quando eu tinha 17 anos eles vieram pra cá. Acho que é a primeira lembranća que tenho de ficar muito triste. Ali comećou a minha sina de querer e nunca poder. Fiz questão de nunca mais ouvir eles e deles. Tanto é que hoje eu não sei mais que músicas viraram single, quando vão lanćar cd. Prometi que, sempre que eu pudesse, eu ia me dar coisas. Com a vida apertada, sempre foi difícil pensar assim. Mas quando dava, eu sempre me dei presentes.
Quando me disseram "viu que eles vão fazer show no Brasil?" eu surtei. Coraćão bateu forte. A menina de 17 anos ainda tava ali e eu devia isso pra ela. Afinal, promessas nasceram para serem cumpridas. Eu não pensei duas vezes em pagar o ingresso mais caro. Ela merece.
Tá tudo comprado.
Me resta esperar chegar o dia.

Das duas uma: ou eu saio viva ou eu saio surda.
Quando me disseram "viu que eles vão fazer show no Brasil?" eu surtei. Coraćão bateu forte. A menina de 17 anos ainda tava ali e eu devia isso pra ela. Afinal, promessas nasceram para serem cumpridas. Eu não pensei duas vezes em pagar o ingresso mais caro. Ela merece.
Tá tudo comprado.
Me resta esperar chegar o dia.
Das duas uma: ou eu saio viva ou eu saio surda.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
R.E.M.+
Eu tenho muitas lacunas na minha adolescência, mas uma coisa eu tenho absoluta certeza: eu aprendi R.E.M. com o Saul. Além disso, ele me ensinou a ver a beleza atrás do vocal principal. Melodias de baixo (mainly), backing vocals.
A gente namorou quando eu tinha 15-16-17 anos e eu não tenho a mínima recordaćão do porquê do término. Certamente algum motivo totalmente idiota e sem motivo.
Anyway.
Uma das coisas que a gente fazia era ouvir música junto. O pai dele tinha uma eeeeeeeeeestaaaaaaaaaanteeeeeeeee invejável do primeiro ao quinto de cds. E, logicamente, eu não lembro como R.E.M. foi parar na lista de cds e, nessas, o Dead Letter Office era e continua meu cd favorito. Lá tem uma das minhas músicas favoritas: Crazy. Eu lembro de uma cena dele tocando violão pra gente cantar essa música. A minha primeira ambićão com a música foi atingida no computador dele: decorar a letra de It's the end of he world as we know it. E eu sei ela até hoje.
Há um mês atrás, mais ou menos, eu comprei meu ingresso pro R.E.M. Pensei em avisar o Saul do show. Não sei dizer por que não o fiz. E não o vi por lá. Baixei toda a discografia do R.E.M. e lembrei de um fato bem curioso. Lembrei da gente ouvindo R.E.M. e de uma frase muito peculiar de fã de banda: "Escuta esses backing vocals!! O Mike Mills é o melhor!!". E, assim, foi plantada a sementinha. Lá no show, eu tenho certeza que nós dois eramos os únicos a esquecer o Stipe, fechar os olhos e cantar junto com Mills. Tanto é que eu sei todos os backing vocals das principais bandas que eu gosto. É é o que eu gosto de fazer até hoje. E, é claro, que eu até hoje não aprendi a decorar nomes de música!
Mas o backing do Man-Seized Wreath é sensacional!
Saul, muito muito muito muito obrigada.
Tu sempre vai ser um dos caras.
+ Esse post assume que o Saul estava no show de R.E.M,
A gente namorou quando eu tinha 15-16-17 anos e eu não tenho a mínima recordaćão do porquê do término. Certamente algum motivo totalmente idiota e sem motivo.
Anyway.
Uma das coisas que a gente fazia era ouvir música junto. O pai dele tinha uma eeeeeeeeeestaaaaaaaaaanteeeeeeeee invejável do primeiro ao quinto de cds. E, logicamente, eu não lembro como R.E.M. foi parar na lista de cds e, nessas, o Dead Letter Office era e continua meu cd favorito. Lá tem uma das minhas músicas favoritas: Crazy. Eu lembro de uma cena dele tocando violão pra gente cantar essa música. A minha primeira ambićão com a música foi atingida no computador dele: decorar a letra de It's the end of he world as we know it. E eu sei ela até hoje.
Há um mês atrás, mais ou menos, eu comprei meu ingresso pro R.E.M. Pensei em avisar o Saul do show. Não sei dizer por que não o fiz. E não o vi por lá. Baixei toda a discografia do R.E.M. e lembrei de um fato bem curioso. Lembrei da gente ouvindo R.E.M. e de uma frase muito peculiar de fã de banda: "Escuta esses backing vocals!! O Mike Mills é o melhor!!". E, assim, foi plantada a sementinha. Lá no show, eu tenho certeza que nós dois eramos os únicos a esquecer o Stipe, fechar os olhos e cantar junto com Mills. Tanto é que eu sei todos os backing vocals das principais bandas que eu gosto. É é o que eu gosto de fazer até hoje. E, é claro, que eu até hoje não aprendi a decorar nomes de música!
Mas o backing do Man-Seized Wreath é sensacional!
Saul, muito muito muito muito obrigada.
Tu sempre vai ser um dos caras.
+ Esse post assume que o Saul estava no show de R.E.M,
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Show da Colbie Caillat
Público:
Todas as crianças de Porto Alegre que puderam pagar o ingresso e suas mães, todas as noveleiras peruas que viram a menina na novela e eu. I felt old.
Quote interessante:
Aparece a propaganda do show do Judas Priest. Uma tia eloquentemente pergunta: "Quem são esses lôco?". Rapidamente levei minha mão à testa. Estalou. Não sei se ela ouviu. I felt deslocated.
Pintas interessantes:
Joss Stone estrábica e sua mãe estacionada nos anos 80 (cabelo anos 80, camisa pra dentro das calças anos 80, calças anos 80, colete anos 80). Ambas com mais de 1m80. A menina foi arrumar delicadamente suas calças e quase que dá com o cotovelo no meu queixo. Pra me vingar, enquanto ela filmava o show, eu cantava bem alto. :D
Mas a cena massa foi elas tirando autofoto emo juntas. Cabecinha pro lado, aponta a câmera com um braço e flash, saca? O problema é que a mãe estacionada nos anos 80 não sabe cara emo de autofoto. Então ela ficava algo mais ou menos ness estilo na foto:

Mas, claro, com seu cabelo anos 80, camisa pra dentro das calças anos 80, calças anos 80, colete anos 80 e seu 1m80. Foi engraçado.
Calma que ainda não terminou.
- Mãe! Olha tua cara! Zoom na máquina na cara espantosa da mulher.
- E como é que eu tenho de fazer?
- Assim. Cabeça pro lado, faz carinha de quem tá gostando demais.
- E eu gosto da minha franja pra frente. Ela pega e soca a franja do seu cablo anos 80 pra frente. Aijisuis!
Show:
A menina é autêntica e canta ao vivo. Ponto pra ela.
As músicas agudas foram cantadas n tons abaixo. Se ela fosse velha, tudo bem. Tira o ponto dela.
Ela abanava para o público com abano estilo rainha da festa da uva. Tira mais um ponto dela.
Ela cantou cover de Queen (Under Pressure) e Jackson 5 (I Want You Back)! Dez pontos pra ela.
Foi suprimido o riff de baixo do Under Pressure. Tira um ponto da banda.
A banda sacaneou a menina massamente no palco nas músicas que ela ficou sozinha no palco. Quinze pontos pra banda.
Eu fui a única feliz com o cover de I Want You Back! Tira todos os pontos possíveis do público e dá todos pra mim!
Pelamordedeus: gente! Michael Jackson...! Hello! Cultura Pop mínima!
As escolas precisam urgentemente de aulas de História do Rock com o Mr. S.
Ah sim. As fotos.
Ahn... Sabe como é que é eu e show no Bourbon Country.
Eu até carreguei as pilhas minimamente de manhã. Logicamente eu guardei a máquina ligada dentro da casinha dela.
Todas as crianças de Porto Alegre que puderam pagar o ingresso e suas mães, todas as noveleiras peruas que viram a menina na novela e eu. I felt old.
Quote interessante:
Aparece a propaganda do show do Judas Priest. Uma tia eloquentemente pergunta: "Quem são esses lôco?". Rapidamente levei minha mão à testa. Estalou. Não sei se ela ouviu. I felt deslocated.
Pintas interessantes:
Joss Stone estrábica e sua mãe estacionada nos anos 80 (cabelo anos 80, camisa pra dentro das calças anos 80, calças anos 80, colete anos 80). Ambas com mais de 1m80. A menina foi arrumar delicadamente suas calças e quase que dá com o cotovelo no meu queixo. Pra me vingar, enquanto ela filmava o show, eu cantava bem alto. :D
Mas a cena massa foi elas tirando autofoto emo juntas. Cabecinha pro lado, aponta a câmera com um braço e flash, saca? O problema é que a mãe estacionada nos anos 80 não sabe cara emo de autofoto. Então ela ficava algo mais ou menos ness estilo na foto:
Mas, claro, com seu cabelo anos 80, camisa pra dentro das calças anos 80, calças anos 80, colete anos 80 e seu 1m80. Foi engraçado.
Calma que ainda não terminou.
- Mãe! Olha tua cara! Zoom na máquina na cara espantosa da mulher.
- E como é que eu tenho de fazer?
- Assim. Cabeça pro lado, faz carinha de quem tá gostando demais.
- E eu gosto da minha franja pra frente. Ela pega e soca a franja do seu cablo anos 80 pra frente. Aijisuis!
Show:
A menina é autêntica e canta ao vivo. Ponto pra ela.
As músicas agudas foram cantadas n tons abaixo. Se ela fosse velha, tudo bem. Tira o ponto dela.
Ela abanava para o público com abano estilo rainha da festa da uva. Tira mais um ponto dela.
Ela cantou cover de Queen (Under Pressure) e Jackson 5 (I Want You Back)! Dez pontos pra ela.
Foi suprimido o riff de baixo do Under Pressure. Tira um ponto da banda.
A banda sacaneou a menina massamente no palco nas músicas que ela ficou sozinha no palco. Quinze pontos pra banda.
Eu fui a única feliz com o cover de I Want You Back! Tira todos os pontos possíveis do público e dá todos pra mim!
Pelamordedeus: gente! Michael Jackson...! Hello! Cultura Pop mínima!
As escolas precisam urgentemente de aulas de História do Rock com o Mr. S.
Ah sim. As fotos.
Ahn... Sabe como é que é eu e show no Bourbon Country.
Eu até carreguei as pilhas minimamente de manhã. Logicamente eu guardei a máquina ligada dentro da casinha dela.
domingo, 28 de setembro de 2008
Show Re:Floyd + The Rovers
Sexta-feira dia 03 de outubro no Garagem Hermética acontece uma homenagem a dois grandes discos do rock: Led IV (The Rovers) e Dark Side of the Moon (Re:Floyd).
O show começa às 0h e custa 12 reais.
Lembrando que o show é ingrato, ou seja, de pé e com MUITA gente fumando em local fechado.
Por que eu tô convidando? Porque eu vou cantar. Em ambos. :)
Que os deuses (e a Clair Torry) estejam comigo!
Espero ver você lá! E chamem mais gente pra ver isso.
Talvez seja inédito.
O show começa às 0h e custa 12 reais.
Lembrando que o show é ingrato, ou seja, de pé e com MUITA gente fumando em local fechado.
Por que eu tô convidando? Porque eu vou cantar. Em ambos. :)
Que os deuses (e a Clair Torry) estejam comigo!
Espero ver você lá! E chamem mais gente pra ver isso.
Talvez seja inédito.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Novos passos da minha carreira artística
Depois que a Maíra me introduziu (ui) aos palcos de Porto Alegre, chegou a hora da Suzy dar um empurrão para o fundo do poço na minha carreira artística. A Suzy é uma amiga minha que canta muito e estava de backing vocal na Re:Floyd, uma banda porto-alegrense cover de Pink Floyd. Por circunstâncias da vida, ela resolveu passar a bola pra mim.
Desde então, escuto Pink Floyd pra tirar os vocais (eu não agüento maaaaais!) e, pasmem, estudando The Great Gig In The Sky.
Então, esteja você convidado paraensurdecer assistir a Re:Floyd dia 3 de outubro no Garagem Hermética às 0h.
Os mais reclamantes receberão email pessoal e intransferível de presença obrigatória. :D
E rezem pra Claire Torry baixar nessa que vos escreve.
Desde então, escuto Pink Floyd pra tirar os vocais (eu não agüento maaaaais!) e, pasmem, estudando The Great Gig In The Sky.
Então, esteja você convidado para
Os mais reclamantes receberão email pessoal e intransferível de presença obrigatória. :D
E rezem pra Claire Torry baixar nessa que vos escreve.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Você já teve um pedido de música atendido pelo seu ídolo? Eu já.
Aprendi a gostar de Kevin Johansen com Machado.
Aprendi a gostar de Jorge Drexler com Kevin Johansen.
O mais legal de tudo isso é que nós quatro adoramos Caetano.

---
Ontem foi o xô do homem. Aguardei cada diazinho como se faltasse muito. Sempre.
Saí do trabalho. O ônibus demorou. Cheguei a achar que o xô era às 20h, mas era às 21h mesmo.
Sentei na minha poltrona na terceira fila na lateral. Aguardei o início do xô.
E eis que o homem entra em palco.
Pega seu violão.
Começa a cantar.
E preenche o Teatro.
Muita banda por aí não tem um décimo do carisma e simpatia que o Drexler tem.
Não existem palavras pra descrever a presença de palco dele. Só estando lá pra saber.
Eu nunca tinha visto isso.
--
Começa a tocar Guitarra y Vos.
Começo a chorar na minha parte preferida.
Fin.
--
E chega uma das horas mais aguardadas do xô: o pedido da música.
Eu tenho um carinho muito muito grande por Salvapantallas principalmente pela intimidade que ela traz.
Talvez seja minha música preferida de Drexler.
E eu estava na hora certa, no lugar certo, com o timing simplesmente perfeito para gritar "SALVAPANTALLAS!".
- Pues, fala o homem com seu portuñol. Una dona de la segunda fila pediu Salvapantallas. Faz tanto tempo que eu não toco porque é una canción muy aguda. Salvapantallas fué una música que fiz para mis hermanos. Somos en quatro hemanos.
Foi quando fez todo o sentido a frase: "Vamos al mar, vamos a dar guerra con cuatro guitarras. Vamos pedaleando contra el tiempo, soltando amarras. Brindo por las veces que perdimos las mismas batallas."
- O mais lindo!, alguém fala da platéia
- No, no, no..., ele sorri, a mais linda es mi hermana.
E começa a tocar.
E eu começo a chorar.
Fechei o olho e lembrei das minhas irmãs, das minhas ermãs, do meu amor, da minha mãe, de todas as vezes que perdi as mesmas batalhas que eles, de todas as amarras desamarradas, de cada catinho da minha vida que foi devidamente preenchido com um sorriso.
Realizei um dos meus sonhos: ouvir Salvapantallas ao vivo.
E com bônus: eu que pedi.
--
Entra Vitor Ramil.
Eles tocam Eco.
Pilar, pra você.
Tá tosco e é só o inicinho, mas foi lindo. Pra continuar com a sina do xô do Bobby McFerrin, minhas pilhas acabaram.
PORÉM com uma melhora: consegui tirar cinco fotos com a câmera!

--
Soledad.
Ele senta na borda do palco e canta sem microfone.
A galera junto.
E eu, ali, cantarolando, com a cabeça apoiada na mão, o cotovelo no descanço de braço.
Sorrindo, óbvio.
Ele olha pra minha direção, vira a cara na mesma posição que a minha cara estava virada, sorri e volta ao normal.
Acho que era meu dia.
Voltei pra casa sorrindo.
Simplesmente não conseguia parar de sorrir.
Aprendi a gostar de Jorge Drexler com Kevin Johansen.
O mais legal de tudo isso é que nós quatro adoramos Caetano.
---
Ontem foi o xô do homem. Aguardei cada diazinho como se faltasse muito. Sempre.
Saí do trabalho. O ônibus demorou. Cheguei a achar que o xô era às 20h, mas era às 21h mesmo.
Sentei na minha poltrona na terceira fila na lateral. Aguardei o início do xô.
E eis que o homem entra em palco.
Pega seu violão.
Começa a cantar.
E preenche o Teatro.
Muita banda por aí não tem um décimo do carisma e simpatia que o Drexler tem.
Não existem palavras pra descrever a presença de palco dele. Só estando lá pra saber.
Eu nunca tinha visto isso.
--
Começa a tocar Guitarra y Vos.
Começo a chorar na minha parte preferida.
Fin.
--
E chega uma das horas mais aguardadas do xô: o pedido da música.
Eu tenho um carinho muito muito grande por Salvapantallas principalmente pela intimidade que ela traz.
Talvez seja minha música preferida de Drexler.
E eu estava na hora certa, no lugar certo, com o timing simplesmente perfeito para gritar "SALVAPANTALLAS!".
- Pues, fala o homem com seu portuñol. Una dona de la segunda fila pediu Salvapantallas. Faz tanto tempo que eu não toco porque é una canción muy aguda. Salvapantallas fué una música que fiz para mis hermanos. Somos en quatro hemanos.
Foi quando fez todo o sentido a frase: "Vamos al mar, vamos a dar guerra con cuatro guitarras. Vamos pedaleando contra el tiempo, soltando amarras. Brindo por las veces que perdimos las mismas batallas."
- O mais lindo!, alguém fala da platéia
- No, no, no..., ele sorri, a mais linda es mi hermana.
E começa a tocar.
E eu começo a chorar.
Fechei o olho e lembrei das minhas irmãs, das minhas ermãs, do meu amor, da minha mãe, de todas as vezes que perdi as mesmas batalhas que eles, de todas as amarras desamarradas, de cada catinho da minha vida que foi devidamente preenchido com um sorriso.
Realizei um dos meus sonhos: ouvir Salvapantallas ao vivo.
E com bônus: eu que pedi.
--
Entra Vitor Ramil.
Eles tocam Eco.
Pilar, pra você.
Tá tosco e é só o inicinho, mas foi lindo. Pra continuar com a sina do xô do Bobby McFerrin, minhas pilhas acabaram.
PORÉM com uma melhora: consegui tirar cinco fotos com a câmera!
--
Soledad.
Ele senta na borda do palco e canta sem microfone.
A galera junto.
E eu, ali, cantarolando, com a cabeça apoiada na mão, o cotovelo no descanço de braço.
Sorrindo, óbvio.
Ele olha pra minha direção, vira a cara na mesma posição que a minha cara estava virada, sorri e volta ao normal.
Acho que era meu dia.
Voltei pra casa sorrindo.
Simplesmente não conseguia parar de sorrir.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Eu vou, eu vou!
No show do Drelxer agora eu vou!
Parará timbum!
Parará timbum!
Eu vou!

Eu vou, eu vou, eu vou! :)
Parará timbum!
Parará timbum!
Eu vou!
Eu vou, eu vou, eu vou! :)
sábado, 28 de junho de 2008
Listen Without Prejudice
Eu comprei uma conta do Rapidshare no início do mês. Faltando 10 dias pra conta expirar eu lembrei de baixar o disco da minha vida: Listen Without Prejudice do George Michael.
Resolvi pesquisar sobre o disco na internet e olha o que encontro na Wikipedia:
The title is a clear indication of his desire to be taken more seriously as a songwriter.
PÉÉÉÉÉ. Resposta errada.
Claramente a Wikipedia não foi revisada por fãs do George. Ok, até pode ser que ele realmente quisesse isso. Mas todo fã sabe que não é bem assim que as coisas aconteceram com George. Na época do álbum Faith, ele fazia pose de garanhão. Veja o clipe de I Want Your Sex e me diga que ele está à vontade passando baton na perna da modelo (além do clipe ser ridículo). Sempre houve, nessa época, um rumor de que ele seria gay. Todo fã já sabia disso! São raríssimos os compositores que conseguem colocar seus sentimentos em uma canção que não seja gay.
Listen Without Prejudice é o segundo álbum da carreira solo e diz exatamente isso: escute sem preconceito (porque no início dos anos 90 existia o tabu de ser homossexual). E isso fica muito claro quando, no clipe de Freedom '90, ele queima a jaqueta que ele usava e explode o violão do clipe de Faith. É a quebra de regras dele. Aqui ele define quem queriam que ele fosse e quem ele é.
As músicas todas falam sobre isso: sobre liberdade (sentimental e pessoal), sobre lembranças: como lidamos com elas e como evoluímos com ela (ou não); cuidar do que se é e do que se tem. Nessa época, ele conhece o amor da sua vida, Anselmo Feleppa. Mais ou menos 3 depois, o cara descobre que tem AIDS e volta pro Brasil pra morrer. Muitas músicas são dedicadas pra Anselmo, entre elas A Different Corner, Please Send Me Someone (Anselmo's Song) e Jesus to a Child. Dentro desse contexto, é óbvio que as letras são bem mais consistentes que I Want Your Sex e Faith.
Esse disco faz parte da minha transformação de menina pra adolescente. Todos minhas desilusões, corações partidos e angústias foram tratadas à base de Listen Without Prejudice. Eu escuto esse disco hoje e ele ainda me conforta, principalmente Waiting For That Day. Me traz todas as lembranças daquela época (e de outras mais), eu vejo o filminho passando e eu percebo que eu me dei muito bem. Logicamente, minha autocrítica me diz que eu poderia ter feito melhor, mas naquela época eu não tinha muito conhecimento pra poder fazer melhor. Do jeito que deu eu busquei minha liberdade (sentimental e pessoal), tentava lidar com as minhas lembranças e tentei evoluir com elas e passei a cuidar do que se é e do que se tem.
Atualmente, eu vejo que cultivei isso muito bem em mim e que, até hoje, eu busco muito mais minha liberdade (sentimental e pessoal), lido com as minhas lembranças e evoluo com elas e cuido muito mais do que se é e do que se tem. Afinal, é isso que, no fim, sobra pra gente.
Se você ficou com vontade de ouvir o disco, preste muita atenção em Waiting For That Day, Something to Save, Heal The Pain e Soul Free.
Cowboys and Angels é uma boa canção para corações partidos e Waiting For That Day é a minha música.
Resolvi pesquisar sobre o disco na internet e olha o que encontro na Wikipedia:
The title is a clear indication of his desire to be taken more seriously as a songwriter.
PÉÉÉÉÉ. Resposta errada.
Claramente a Wikipedia não foi revisada por fãs do George. Ok, até pode ser que ele realmente quisesse isso. Mas todo fã sabe que não é bem assim que as coisas aconteceram com George. Na época do álbum Faith, ele fazia pose de garanhão. Veja o clipe de I Want Your Sex e me diga que ele está à vontade passando baton na perna da modelo (além do clipe ser ridículo). Sempre houve, nessa época, um rumor de que ele seria gay. Todo fã já sabia disso! São raríssimos os compositores que conseguem colocar seus sentimentos em uma canção que não seja gay.
As músicas todas falam sobre isso: sobre liberdade (sentimental e pessoal), sobre lembranças: como lidamos com elas e como evoluímos com ela (ou não); cuidar do que se é e do que se tem. Nessa época, ele conhece o amor da sua vida, Anselmo Feleppa. Mais ou menos 3 depois, o cara descobre que tem AIDS e volta pro Brasil pra morrer. Muitas músicas são dedicadas pra Anselmo, entre elas A Different Corner, Please Send Me Someone (Anselmo's Song) e Jesus to a Child. Dentro desse contexto, é óbvio que as letras são bem mais consistentes que I Want Your Sex e Faith.
Esse disco faz parte da minha transformação de menina pra adolescente. Todos minhas desilusões, corações partidos e angústias foram tratadas à base de Listen Without Prejudice. Eu escuto esse disco hoje e ele ainda me conforta, principalmente Waiting For That Day. Me traz todas as lembranças daquela época (e de outras mais), eu vejo o filminho passando e eu percebo que eu me dei muito bem. Logicamente, minha autocrítica me diz que eu poderia ter feito melhor, mas naquela época eu não tinha muito conhecimento pra poder fazer melhor. Do jeito que deu eu busquei minha liberdade (sentimental e pessoal), tentava lidar com as minhas lembranças e tentei evoluir com elas e passei a cuidar do que se é e do que se tem.
Atualmente, eu vejo que cultivei isso muito bem em mim e que, até hoje, eu busco muito mais minha liberdade (sentimental e pessoal), lido com as minhas lembranças e evoluo com elas e cuido muito mais do que se é e do que se tem. Afinal, é isso que, no fim, sobra pra gente.
Se você ficou com vontade de ouvir o disco, preste muita atenção em Waiting For That Day, Something to Save, Heal The Pain e Soul Free.
Cowboys and Angels é uma boa canção para corações partidos e Waiting For That Day é a minha música.
sábado, 21 de junho de 2008
Bobby McFerrin
O cara detona e show foi do caralho. Não melhores palavras. Só indo pra saber.
E agradećo à tosquice do Rodolfo de nos fazer comprar ingressos no canto esquerdo da primeira fila. Não tinha lugar melhor. O show comećou friozinho, a galera foi entrando no clima do show aos poucos. Como ele é maestro, regeu o público, fez divises (e eu fiquei na parte grave do divise!)... Muito divertido.
No meio do show, o cara senta na borda do palco, pega um segundo microfone e diz:
- You wanna sing. Sing something from here that I'll sing along.
Eu queria mesmo, mas todas as músicas que eu sabia desapareceram da minha mente. Aí eu pensei: "se eu pegar esse microfone, que diabos de música eu vou cantar?!?!". O olho do Rodolfo brilhava e a mão dele suava pra caramba. Eita nervosismo. Logicamente a idéia de cantar uma milonga qualquer e pedir pro Rodolfo me ajudar pra eu não cantar sozinha apareceu um dia depois do show, mas isso pode ser colocado em prática no próximo show do Bobby que for.
No meio do show, eu pensei: "pô. esse cara é o Zé da Folha americano". De repente, não mais que de repente, aparece o Zé da Folha e faz 3 músicas com o cara!
E esse foi o melhor bis que já vi num show:
- Questions? No, not requests, questions.
Assim, a platéia faz uma mini-entrevista com Bobby McFerrin. E, segundo ele, a Wikipedia está errada porque ele não faz throat singing. "You just do a humming here and sing here". Ele não programa o show. Ele chega e comeća a improvisar. Daí ele lembra de uma música e a canta.
- Don't you breathe?
- Well... When you talk you don't think about breathing, right? That's how I do.
Sensacional.
Ah, e cadê as fotos? Pois é. Puxei a máquina da mochila e... quem disse que tinha pilha? Mas os ingressos estão no meu mural.
Pra terminar a noite, o Rodolfo veio aqui pra casa e estreiamos nossa panela verde-limão de fondue com fondue de chocolate!
E agradećo à tosquice do Rodolfo de nos fazer comprar ingressos no canto esquerdo da primeira fila. Não tinha lugar melhor. O show comećou friozinho, a galera foi entrando no clima do show aos poucos. Como ele é maestro, regeu o público, fez divises (e eu fiquei na parte grave do divise!)... Muito divertido.
No meio do show, o cara senta na borda do palco, pega um segundo microfone e diz:
- You wanna sing. Sing something from here that I'll sing along.
Eu queria mesmo, mas todas as músicas que eu sabia desapareceram da minha mente. Aí eu pensei: "se eu pegar esse microfone, que diabos de música eu vou cantar?!?!". O olho do Rodolfo brilhava e a mão dele suava pra caramba. Eita nervosismo. Logicamente a idéia de cantar uma milonga qualquer e pedir pro Rodolfo me ajudar pra eu não cantar sozinha apareceu um dia depois do show, mas isso pode ser colocado em prática no próximo show do Bobby que for.
No meio do show, eu pensei: "pô. esse cara é o Zé da Folha americano". De repente, não mais que de repente, aparece o Zé da Folha e faz 3 músicas com o cara!
E esse foi o melhor bis que já vi num show:
- Questions? No, not requests, questions.
Assim, a platéia faz uma mini-entrevista com Bobby McFerrin. E, segundo ele, a Wikipedia está errada porque ele não faz throat singing. "You just do a humming here and sing here". Ele não programa o show. Ele chega e comeća a improvisar. Daí ele lembra de uma música e a canta.
- Don't you breathe?
- Well... When you talk you don't think about breathing, right? That's how I do.
Sensacional.
Ah, e cadê as fotos? Pois é. Puxei a máquina da mochila e... quem disse que tinha pilha? Mas os ingressos estão no meu mural.
Pra terminar a noite, o Rodolfo veio aqui pra casa e estreiamos nossa panela verde-limão de fondue com fondue de chocolate!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Subject: Ela já não gosta mais de mim...
<drama king mode>
<guitar play>
<drama singing mode>
Mas eu gosto dela mesmo assim...
Que pena.
Ela não me manda mais e-mails nem mensagem....
Que pena...
Mas eu nao vou chorar. Eu vou é me drogar. Pois a vida continua
E eu vou me jogar lá no meio da rua.
Porque ela não me dá a mão...
<fade=50%>
A mão....
A mão....
</fade>
<drama singing mode>
<guitar play>
<drama king mode>
Esse Rodolfo é muito fofo. :)
Esse Rodolfo é muito fofo. :)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Intuição
Me diz que eu tô errada de acreditar na intuição.
Por que você fica calado quando eu preciso mais conversar?
Te dizer que vai ser tudo passado, é mais motivo pra se enganar.
Me olha bem nos olhos diz a verdade, vou sofrer mas falo o que é pra falar.
Se é assim... Tudo bem. Não posso mudar. Vou tentar te esquecer, me acostumar.
É melhor a gente esquecer tudo o que um dia foi tão legal...
No final, eu pude entender que ainda é bom amar.
Me diz que eu tô errada de acreditar na intuição.
Por que você fica calado quando eu preciso mais conversar?
Te dizer que vai ser tudo passado, é mais motivo pra se enganar.
Me olha bem nos olhos diz a verdade, vou sofrer mas falo o que é pra falar.
Se é assim... Tudo bem. Não posso mudar. Vou tentar te esquecer, me acostumar.
É melhor a gente esquecer tudo o que um dia foi tão legal...
No final, eu pude entender que ainda é bom amar.
Me diz que eu tô errada de acreditar na intuição.
Luiza Possi
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Pode me chamar de brega.
Mas Luis Miguel é o máximo. O homem canta poesias porque parece que ele não compõe.
Se fosse em português, dariam ótimas canções sertanejas. Mas são boleros. Y son en español.
E não há nada mais romântico que bolero.
Quem nunca dançou um, que dance. Tomara que se apaixone como eu.
E fora que me lembra minha família... Todo mundo na cozinha cantando Luis Miguel a milhão... Que saudade. :)
Just so you know: eu não estou apaixonada.
Eu só percebi que voltei ao meu estado normal. Endlich. :)
Olá, eu! Estive te procurando há algum tempo.
Fica aqui uma sugestã de música para seu final de semana: o disco Perfil do Luis Miguel.
Se fosse em português, dariam ótimas canções sertanejas. Mas são boleros. Y son en español.
E não há nada mais romântico que bolero.
Quem nunca dançou um, que dance. Tomara que se apaixone como eu.
E fora que me lembra minha família... Todo mundo na cozinha cantando Luis Miguel a milhão... Que saudade. :)
Just so you know: eu não estou apaixonada.
Eu só percebi que voltei ao meu estado normal. Endlich. :)
Olá, eu! Estive te procurando há algum tempo.
Fica aqui uma sugestã de música para seu final de semana: o disco Perfil do Luis Miguel.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Vinícius é que era feliz...
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
E escutem isso.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
E escutem isso.
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