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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hachi

Toda vez que eu passava na locadora via esse cartaz:


e pensava: pobre Richard Gere... Agora só faz filme de cachorro.
Até resolver pegar o filme.

É lindo. O filme romantiza uma história japonesa real. É a história de Hachi, um cão que foi encontrado pelo Richard Gere numa estação de trem e que acabou se tornando seu mestre. Determinado, Hachi segue Richard onde ele vá. Até Hachi aprender qual é o trem que Richard chega do trabalho. Aí o cachorro só ia esperar o Richard por volta do horário do trem.
Diariamente.
Richard morre e o Hachi fica 10 anos esperando-o sair da estação de trem.
Diariamente.

Hoje, no Japão, há uma estátua no local onde Hachi costumava ficar.


É o outro lado da moeda. Normalmente é o cão quem morre e é a gente que fica aqui sentindo falta deles. É muito comovente ver o bichinho andando perdido pela cidade, sem saber pra onde ir, o que fazer... 
Mais comovente ainda é ver o bicho ir diariamente no mesmo horário esperar o dono sair da estação de trem.
Quem já teve bicho sabe o quão é ruim ter de se separar dele. Depois que tive de me desfazer da Meggie, nunca mais tive bicho. Foi um dia que chorei muito e até hoje não gosto de falar nele. Toda vez que via um bicho pelo campus dava um jeito de caminhar por outro lado pra não ver. Pra não dar vontade de ter. Por medo de ter de me desfazer. De novo.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Como treinar seu dragão

Filme pra quem gosta de bicho. Como disse o piá, eu também veria esse filme um milhão de vezes.
E como esse é um post curtinho, ouçam a trilha do filme que tão massa quanto o filme itself.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Gran Torino

Esse é o ultimo filme que o Clint Eastwood atua. E, na minha humilde opinião, o papel não poderia ser melhor.
NADA COMO ENCERRAR SUA CARREIRA COMO UM VELHO RABUGENTO!!!! :D


O filme inicia com o velório da esposa de Walt Kowalski mostrando o aspecto rabugento do velho. Esse item é que dá o toque refinadíssimo de humor ao filme. As piadas são de excelentíssimo nível.
Para rechear a história, o filme também retrata a vida de imigrantes chineses, os vizinhos de Walt, nos Estados Unidos. Nas palavras de Sue: meninas vão para a faculdade e meninos vão para a cadeia.
Para fechar a história, o filme mostra a relação de Walt e a família de Thao e Sue.
Tudo começa quando Thao é convidado a fazer parte da gangue de seu primo. A entrada para a gangue é roubar o Gran Torino de Walt. Walt, rato velho do exército americano e vencedor de medalha, percebe que algo está acontecendo e pega Thao dentro de sua garagem. No que vai desenrolando a história, Walt percebe que não é isso o que Thao gostaria e começa dar uma força ao moleque.
Eu acho que o que ele sempre quis ter foi uma família normal: que se comunica, que realmente demonstra preocupação e não apenas se mostra interessado pelos bens existentes. Esse clima família é retratado pela família de Sue e de Thao em diversas situações e ele participa desse sentimento lá, mesmo com seu jeitão carrancudo.
Eu fui muito cativada pelo Walt, principalmente pela evolução dele. Aos poucos, ele vai te conquistando. Ele deixa mostrar um lado que talvez ele nunca tenha mostrado à sua própria família por motivos que não estão no roteiro e você percebe que, no fim, ele apenas quer paz e carinho no seu fim de vida. A cena do reaparecimento de Sue é de deixar qualquer um de pernas bambas e, por conta de estar cativado por Walt, o seu sentimento é o sentimento dele.
O final é excelente. Walt, apesar de velho, mostra que ainda tem os tchans que aprendeu nas guerras em que esteve.
Eu só não gostei do fim, afinal, eu fui cativada pelo velho. Grrrr pra você.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Who wants to be a millionaire?

I do!
Mas, dessa vez, quem ficou foi o Jamal Malik.

Slumdog Millionare (Quem quer ser um milhonário), adaptado do livro Q & A do autor indiano Vilkas Swarup, é o ganhador do Oscar de melhor filme de 2009. E com honras, na minha opinião. Eu amei Milk, mas ele não devia ganhar o Oscar. Ele merece ser do Slumdog Millionare. Ainda não vi Doubt, O Leitor e o outro que eu não lembro o nome. Depois de vê-los, certamente continuarei a pagar pau pro Slumdog Millionare. O filme é divino.


Ele reúne de uma maneira muito tocante os três elementos que movem o mundo: dinheiro, amor e fé.

Jamal é um órfão favelado que é selecionado para a versão indiana do Show do Milhão. E mais: ele vence.
Toda a mágica do filme reside exatamente no fato de como ele vence.
Ele tem apenas um objetivo na vida e faz dele seu norte: o amor.
Ele possui apenas um sentimento no coração que lhe dá forças pra viver, sobreviver e perseguir seu objetivo: fé.
O que ele não possui é dinheiro.
Mesmo assim, Jamal e seu irmão, Salim, vão vivendo juntos do jeito que cada um sabe e julga correto. A entrada de Latika na vida dos irmãos os divide e faz com que o filme e os personagens evoluam.

Aqui vai meu parabéns ao pessoal do casting: o olhar dos três atores que interpretam Jamal nas três fases da vida retratadas no filme é o mesmo. Isso é determinante no personagem. Enquanto isso, percebe-se direitinho a diferença de caráter entre Jamal e Salim. Nas três fases mostradas.

Compara-se muito as favelas retratadas aqui com as de Cidade de Deus. As favelas mostradas no filme, em questão de pobreza, não perdem em nada pra de Cidade de Deus. Pobreza é pobreza. Falta de saneamento, displicência dos governantes, alta natalidade e falta de condições apenas trocam de língua.
O detalhe que eu acho que a maioria perde é que a Índia é superpopulada. Period.

E a principal diferença entre as favelas e, logicamente, entre os povos, é a questão da religião. A grande massa da favela indiana é muçulmana e isso é muito presente na vida indiana. A parte de prática da religião não é quase mostrada no filme, mas a questão de acreditar em Deus e em destino sim.

Eu me identifiquei demais com Jamal. Meus pais não faleceram, mas, de certa forma, me sinto órfã. Nunca tive 0 dinheiro, mas sempre houve pouco. Precisei, em um ponto da minha vida, que alguém me acolhesse (mas o Gôgui nunca teve a intenção de me cegar). Assim como na vida de Jamal, aos poucos algumas coisas tomaram seu lugar. Aos poucos, ele fez com que outras coisas entrassem no seu lugar. O que não pode ser mudado, teve de ser aceito. O que não foi aceito, teve de ser mudado. Talvez nossos objetivos sejam os mesmos. Talvez a fé que temos em fazê-lo tornar realidade seja a mesma. Ele teve o final que queria.

Maybe it's written.

terça-feira, 3 de março de 2009

Eu pago pau pro Sean Penn

Quem viu Milk, pague pau pro Sean Penn. O cara é simplesmente excelente.


Harvey e seu sorriso encantador

Existem outros filmes que você pode ver e pagar pau pro Sean Penn. Um filme que eu lembro que vi com ele é o I am Sam. Chorei até secar minhas glândulas lacrimais. Ouvi falar muito bem do Sobre Meninos e Lobos. Tem o Clint Eastwood. Gosto dele também, mas não pago pau.

Pra quem não viu o filme ainda ou nunca tinha ouvido falar no cara (como eu), Harvey Milk foi o primeiro político abertamente gay eleito na história dos Estados Unidos. Falando assim, parece até comum, mas quando você sabe que isso aconteceu nos anos 70, sabemos que a situação não era assim tão simples.

Não pretendo contar o filme aqui porque você tem de vê-lo. Vale a pena. A cena final é belíssima. E a trilha é do Danny Elfman!
Mas a real aqui é pagar pau pro Sean Penn mesmo.

Todo filme baseado em fatos reais sempre deixa margem pra alguma fantasia do ator que interpreta a pessoa principal. Isso não inclui o Sean Penn. Quando o filme termina, são mostradas pequenas biografias dos "personagens" contando o que aconteceu com cada um deles e uma foto do ator e da pessoa na época do filme. Os responsáveis pelo casting soube escolher muito bem cada ator. É muita purpurina saindo da tela do cinema.

Mostraram uma foto do Milk rindo. O Tobi virou pra mim e disse:
- Tá igual ao Sean Penn...

E estava mesmo. Ali, deu pra ver que ele tentou interpertar o Milk como ele realmente era. Como eu não conheci o verdadeiro Milk então eu não sou fonte pra dizer que era igual, mas eu acredito que o cara era aquilo ali mesmo. E mais, não é qualquer ator que interpreta um gay e beija meio elenco com naturalidade. Tanto o Sean Penn quanto o James Franco (que interpreta Scott, o principal namorado do Milk).
De novo: os responsáveis pelo casting soube escolher muito bem cada ator.
Os responsáveis pelo cenário estão de parabéns também. A Castro Street estava muito bem feita.


Harvey Milk por ele mesmo e Harvey Milk por Sean Penn. São iguais!

Enfim. Vejam o filme e passem no google depois pra confirmar tudo isso.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Não é Caroline, é Coraline!

Ontem fui ver Coraline no cinema.

Primeiro que eu estava totalmente por fora e nem sabia que o filme era 3D. Pelo cartaz, achei que ia ser mais um stop motion. Segundo que, se você usa óculos e não tem lente (como eu) vai sofrer porque ficar com dois óculos durante 1h30 não é mole.

Eu li o livro faz uns 5 anos (ou mais) e, obviamente, não lembrava de nada dele. Portanto eu não sei dizer se ele foi fiel ao livro, mas lembrava de algumas passagens. O que eu lembro é que a Coraline do livro era assim:


E no filme ela ficou assim:

Eu fiquei meio confusa no início do filme com a aparência. Como tinha a Coraline de madeira na capa do livro, eu acabei imaginando todos os personagens daquele jeito.

Ele ficou muito bem feito. Na minha modesta opinião, o efeito 3D foi pouco usado. Me deu a impressão que foi mais pra tirar o filme da tela do que pra usar o efeito de 3D. O filme era bastante perfeito pra isso por conta do pequeno terror colocado pelo Gaiman. Eu fiquei tão absorta no filme que nem prestei muita atenćão na trilha sonora, apesar de me falarem que era bem legal.

E, pra desepero dos amantes de filmes, era dublado. A dublagem não deixou a desejar afinal não haviam piadas intraduzíveis, mas é trsite

E a cena das pessoas com botões nos olhos é tão assustador quanto no livro.

E eunão sei fazer comentários de filmes. Ha ha ha.

domingo, 16 de março de 2008

Festival Filme Água com Açúcar

- Shall We Dance? versão americana
- Don Juan de Marco versão com Marlon Brando
- The Prince & Me, adoro a Julia Stiles
- Sweet Home Alabama, adoro a Reese Witherspoon
- Pretty Woman, adoro o Richard Gere (mas prefiro ele grisalho)
- Elisabethtown

And let the crying begin!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Que vontade de chorar....

O Ensaio sobre a Cegueira, pela mão do Fernando Meirelles, está se tornando verdade!
E pra quem é apaixonado pelo Meirelles, que nem eu, aqui está o blog das filmagens!!!!

Eu ainda não li o Ensaio sobre a Cegueira. Fiz a "bobagem" de ler o Ensaio sobre a Lucidez antes... E não sei se o que eu sei sobre o que se passou na capital há quatro anos antes é realmente importante ou não.

Quem quiser ler o post que ele almoça com o Saramago, leia. É de chorar de inveja, felicidade, angústia...

terça-feira, 27 de março de 2007

Filmes do final de semana

  • Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, de Pedro Almodóvar.
    Não adianta, o cara destrói mesmo. Eu sou suspeita pra falar de Almodóvar, porque eu simplesmente o amo. Mas esse filme é massa. Bem cabível para a sexta-feira da Mansão, que foi à beira de três ataques de nervos.
    O filme fala da história de três mulheres (e como essas histórias se encontram, claro): Pepa, Candela e Lucia. Lucia acaba de voltar de uma clínica de doentes mentais (depois de passar 20 anos lá), Pepa acaba de ser deixada pelo namorado via secretária eletrônica (essa ganhou do email) e Candela acaba de descobrir que seu namorado e os amigos dele são terroristas xiitas.
    Detalhe do filme: a lata de Antonio Banderas. Cruzes!
    Melhor cena: Lucia aponta a arma pra Pepa enquanto esta segura um copo de gaspacho. Tudo na mais tranqüila calma como se todo o dia alguém apontasse a arma para você no meio da sua sala durante seu gaspacho.
    E a Carmen Maura está linda, embora o Uli e a Lu já achem ela, nessa fase, bem acabada.

  • O Céu de Suely, de Karim Aïnouz.
    Quando li a resenha, achei que o filme era bem mais punk-rock-hard-core. Anjos do Sol é muito mais pesado. Ambos os filmes falam de prostituição. O Céu de Suely fala da volta de uma menina para sua cidade natal, no interior do Ceará, com seu filhinho (a coisinha mais rica!!!). Ela fica à espera de seu marido que, é claro, não volta (que dúvida...). Percebendo as dificuldades, Hermila adota o nome de Suely e passa a se rifar. Ela tem uma teoria de porque não é puta que é bem interessante. Ela fica com apenas um cara durante a noite: aquele que comprar mais caro sua rifa.
    A diferença entre o Anjos do Sol e O Céu de Suely é a circunstância. No Anjos do Sol, as meninas são vendidas para a prostituição, enquanto Suely escolhe a prostituição. Talvez essa diferença faça a sutileza do filme. E o Karim é diretor de Madame Satã. Está na lista.
    A Hermila Guedes tem uma beleza única. Ela não é o tipo de mulher que um cara olha e, bom... Deixa pra lá. Mas o sorriso dela me encanta.
    Melhor cena: a que o João corre atrás dela de moto. Homens bonzinhos rulz.

  • O ano que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer.
    Mais um filme sobre a ditadura? NÃO! Um filme sobre a ditadura (1970, mais precisamente) vista pela ótica de Mauro, um garoto de 10 anos filho de pai judeu e comunista e mãe comunista. Os pais são perseguidos pelo DOI/CODI e, por isso, resolvem tirar umas "férias", deixando Mauro com o avô paterno. O elenco foi muito bem escolhido. Eu tenho um apreço muito grande pelo Caio Blat, depois que ele saiu das novinhas da Globo. Respeito muito esse cara. A fotografia é muito perfeita e o roteiro, principalmente das narrações do Mauro, são muito bem escritos. Quem gosta de crianças, deve ver esse filme.
    Detalhe do filme: Daniela Piepszyk, a Hanna. Se crescer, continuar meiga, doce, linda e talentosa, teremos uma nova (quem sabe) Fernanda Montenegro.
    Melhor frase do filme: do Mauro "... e foi ali que eu descobri o que queria ser na vida: queria ser negro e voador."
    Melhor(es) cena(s): todas as da Hanna, principalmente a do Bar Mitzvah. Ela é a minha versão melhorada! Eu descobri que poderia mexer com a cabeça dos moleques quando eu tinha uns 19 anos. Ela descobre isso aos 10! Ela comanda a meninada, joga e gosta de futebol, briga pela sua dignidade e defende sua honra. E ainda ganha seus trocos con o loxínia do mamãe! Se eu tiver uma filha, ela precisa ser a Hanna. Os olhos claros (mas não azuis), eu garanto.