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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Redação: minhas férias (parte 1.2)

Parte 1.2: Disney e Universal Studios e Busch Gardens

Parques foram a recompensa de todo o trabalho que tivemos correndo.


Got my permission slip signed
Going to Hogsmeade!


Todo mundo tem de ir pra Orlando uma vez na vida e se divertir às ganhas nos parques. Eu fui para os parques duas semanas depois do ano novo. A maior fila que peguei foi no castelo de Hogwarts. E a fila levou uma hora e quinze. A segunda maior fila foi da montanha russa do Aerosmith e levou quarenta minutos. O restante variava entre 5 e 15 minutos. Os amigos da Flávia que passaram natal e ano novo em Orlando pegaram filas astronômicas de três horas.
Moral da história: existe épocas para se ir à Disney (e os parques adjuntos das outras empresas).

Precisa gostar de montanha russa, cinema 4D, essas coisas. Não adianta ir pros parques e ser um velho rabugento reclamando de tudo. Fica em casa, não gasta esse  dinheiro. E eu não vou ficar aqui explicando "ai que brinquedo massa! você deve ir nesse" ou "esse brinquedo é uma porcaria, não perca seu tempo!" porque eu não sou guia de turismo.

Só vou dizer que é muito massa e tem umas fotos legais aí pra ver.

sábado, 16 de junho de 2012

Redação: as minhas férias (parte 1.1)

A Flávia reclamou que eu não coloquei nada das férias aqui.
Então, chegou o horário. Tarde, mas, enfim, chegou.

Parte 1.1: runDISNEY.

It really is.

Minhas férias para os USA foram motivadas pela maratona na Disney que decidi fazer. A maratona virou o Desafio do Pateta com a entrada da Flávia na jogada. Aí a Vivi decidiu fazer a meia conosco.

Irmãs Buscapé Buenos Aires Revival


A vibe que rola nessa corrida é incrível. 15, 20, 30 mil pessoas correndo. De todos os cantos do planeta. As largadas com os fogos de artifício, os DJ animando a galera ás 4h30 da manhã e a quantidade de anônimos te dando força e te mandando pra frente com cartazes, gritos, palmas é de tirar o chapéu.

Minha primeira vez na Disney foi durante a corrida dos 5K, a Family Run. A mesma sensação que eu tive na minha primeira corrida, um 5K em SP com a Flávia, eu tive ali. Eu fui chorando de emoção a corrida inteira. Durante esses 30 anos, meu sonho era ir na Disney. A sensação que eu tinha era que eu corria em nuvens. Cada passo era um surpresa, uma coisa nova pra ver. E tudo ali! A bola do Epcot, a imensa árvore de natal, o castelo da Cinderela...

A corrida foi no dia do aniversário da Fá. Ela completou seus 42 anos fazendo coisas que ama: correndo com as chatas das suas irmãs na Disney. Magic, magic, magic.

Pycho face
A segunda corrida foi a meia maratona.

Getting ready!

Quando eu vi, a corrida tinha terminado. Foi muito rápido. Eu vinha correndo 20, 25, 30K nos treinos finais. 21K, foram fichinha. E é nessas corridas mais longas que você vê a organização do evento. Nem todo o percurso é dentro dos parques. E um parque é relativamente longe do outro. Na parte das estradas, tinha telão com desenho, exposição de carros antigos, banda de high school e suas cheerleaders, balão, personagens pra te entreter nesses pedaços que a Disney, em si, não pode.
Fora isso, as pessoas fantasiadas correndo... Fazem tudo valer a pena.

Bi-winning

A terceira e última corrida foi a maratona. Para mim, esse foi o desafio. Os 12K finais eram o desafio. Bora lá. Eu e a Flávia combinamos de correr juntas e sem tempo definido pra terminar.


Me deu um piriri no meio da corrida. Meio que passei mal, meio que deu falta de ar, meio que tudo me doía e eu achei que não ia completar mais a prova. Aí, comecei a chorar. Isso era na estrada para o Animal Kingdom. E foi nessa parte que eu vi que eu tinha me perdido da Flávia. Tudo bem que eu corri com o celular e não mandei um SMS pra ela nessa hora. A única coisa que eu podia fazer era me acalmar. Andei um pouco, tomei isotônico, comi um gel.

E o queniano baixou.

Saí correndo que nem uma desesperada. Esqueci totalmente da minha irmã. Hahahah. Corri num pique sensacional. Fui assim até lá pela milha 18. Foi quando eu vi que eu podia realmente terminar a corrida.

E o queniano me deixou.

Aí eu vi o estrago que o queniano me deixou. Quebrei ali. Alguns SMS depois, reencontrei a Flávia. Obviamente ela me deu um xingão, mas continuamos correndo. Ou melhor caminhando. Correndo um pouquinho. Caminhando. Correndinho. Caminhando. Caminhando. Caminhando. Mais uma vez a organização da prova: Biofreeze a cada posto médico. Deus abençõe o Biofreeze. Passava Biofreeze nas pernas e ia embora.

Tri-Winning


Cruzamos a linha de chegada correndo. Mas que sacrifício!

Não vi na net boas dicas da corrida, então aqui vão as minhas:
  1. Para qualquer corrida na Disney, fique hospedado no complexo Disney. Todo hotel tem um ônibus que leva os corredores dos seus hotéis para o local de corrida (e na volta) e esses ônibus têm preferência ao trânsito das pessoas que vêm de fora;
  2. Corram com uma Go Pro na cabeça ou um celular para tirar fotos;
  3. Durmam bem cedo nas noites antes da corrida porque a largada é MUITO cedo;
  4. As largadas acontecem em lotes do tempo mais rápido (largam primeiro) ao tempo mais longo para terminar a prova (largam por último). Esse tempo você coloca na inscrição da corrida. Mintam esse tempo para pegarem os parques ainda de noite. Ninguém confere esse tempo além da hora de você entrar no seu lote;
  5. Não precisa correr com diversas garrafinhas na pochete. Corra com uma e reabasteça nos postos de água;
  6. Sentiu dor? Passe Biofreeze nas pernas e siga correndo. Tem Biofreeze nos postos médicos;
  7. Olhe o percurso no site da corrida. Muda todo ano.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Good bye fur!!

Os gatos estavam com a pelagem tão grande, mas tão grande e eu estava tão, mas tão cansada de limpar limpar limpar que, semana passada, eu decidi que eles seriam tosados. Era sábado. Fui na pet aqui atrás de casa marcar banho e tosa.

Estavam assim...

Hoje chegou. Acordamos cedo (porque o horário marcado era às 9h para o Bono e às 10h para o Mussa) e o Tobias insistentemente insistiu para que colocássemos os gatos nas caixas. Óbvio que não rolou.
Levamos os gatos no colo. Como o Bono é meio revoltado com coisas que ele não quer, enfiamos ele em uma bolsa grande minha.

No que chegamos na pet, chega um cara com seu cachorro apenas para uma vacina. Uma vacina não pode demorar tanto, certo? Mas quando a veterinária conhece o dono do cachorro, sua família, as pessoas do prédio onde ele mora mais as pessoas que trabalham na padaria, sim, uma vacina pode demorar tanto.

Enquanto isso, eu, Tobias, Mussa e Bono estávamos no sol na frente da pet esperando. Lembram do fato que o Bono estava dentro de uma bolsa? Em um determinado ponto da espera, o Tobi pergunta se deveríamos voltar mais tarde porque, enfim, era rapidinho. A veterinária diz que não e, quando eu vejo, o filho da puta do amigo do dono do cachorro está escolhendo coleira. Se eu não tivesse tanto de saco cheio dos pelos dos gatos, eu acho que tinha ido embora.

... e ficaram assim.

Quando o sem noção saiu da pet, entramos com os gatos. O primeiro a ser tosado foi o Bono. Lógico que eu esqueci a câmera em casa, não deu pra registrar o momento. MUITO PELO NO CHÃO!!! Acho que dava pra fazer uma touca. Deixamos o Bono descansar e foi o Mussa pra tosa. Quando vimos a quantidade de pelo que tinha no Mussa, não sabíamos dizer quem era mais peludo. A mesma ordem para o banho.

A parte que mais me partiu o coração foi na hora do banho. Quando o chuveiro abriu e molhou o bicho, ele miava alto com tom de socorro, com o olhos super abertos e as pupilas mega dilatadas olhando pra gente. Parecia que gritava "me tira daqui! Olha o que estão fazendo comigo E VOCÊS AÍ PARADOS CONSENTIDO!!! ME TIRA DAQUI!!". Que dor. Prometo pra mim mesma que nunca mais dou banho neles. Apenas tosa.

O mais engraçado é que eu achei que eles iam nos odiar meses.
Exatamente o contrário. Estão super super carinhosos! Eu acho que eles acham que a gente salvou eles das garras das meninas da pet.

Acho que o banho dos gatos começou às 10h. Saímos de lá ao meio-dia. Pelo menos nos deram um desconto.

quarta-feira, 10 de março de 2010

♪ Eu voltei!

♪ Agora pra ficar!
Porque aqui, aqui é meu lugar! ♫

Depois de um tempo sem computador... Queridos, cheguei voltei.

E voltei pra contar que: vou tirar porte de arma!


Setecentos e vinte barãos + barãos taxas do detran + passar nas provas e esse recibo vai sofrer uma transformação.

As aulas teóricas começam dia 22 de março (se tudo der certo. A burocracia pra poder entrar em sala de aula é gigaaaante) e serão longas 2h30 por 15 noites úteis. Não me dei conta quando marquei as aulas e tive de cancelar a visita da minha mãe, a qual não tinha me contado que talvez pelos motivos dela, ela não poderia vir. A Lu já me disse que não importa o número da tentativa, o que importa é ter a carteira. O problema é que quanto maior o número da tentativa, mais dinheiro é somado à conta da legenda da figura.

Enfim...

- corte para cenas dos próximos capítulos -

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Campus Party

Toda viagem sempre adiciona algo pras pessoas. Eu fui assim



e voltei assim.



Viu como acrescenta?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Primeiro dia de Campus Party

Cheguei aqui pela manhã cedinho pra descobrir que deixei meu carregador aqui ontem ao sair. Ou seja: na Campus Party sem notebook. Como bons brtasileiros que somos, ninguém achou meu carregador. Sorte minha que trouxe o agádê externo. Amanhã vou tentar ir ao centro pra comprar um.
Considerando que o meu trabalho foi cuidar das coisas dos outros acessando a internet pelo computador (um eca MacBook Pro) dos outros, o dia foi bem, mas bem chato.
O ponto alto foi quando me pediram para ligar para todos os voluntários da TV pra chamar pro treinamento. E essa tarefa durou uns 23 minutos.
Vidinha mais ou menos.

Pelo menos tem Rei do Mate e tem Tost Dog Especial com pão na chapa, duas salsichas, queijo lanche, queijo cheddar, tomate e orégano para alegrar meu dia.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Novela Mexicana

Dia 4/01, às 8h30 da manha, eu fiz uma entrevista de trabalho. Saindo da entrevista, eu e o Tobias pegamos a estrada pra ir para Porto Alegre pra empacotar minhas coisas.
Dia 4/01, às 14h30, a empresa da entrevista me liga dizendo que quer me contratar. Falei que estava na estrada e que ligava no dia seguinte. Então entramos em tratativas de salário porque, em Curitiba, em média, um programador recebe R$1800. Eu queria no mínimo o que eu estava recebendo em Porto Alegre. Eles aceitaram.

Só que foi uma confusão conseguir minha carteira de trabalho de volta. Eu saí de Porto Alegre dia 6 de dezembro e deixei minha carteira lá. A documentação da rescisão veio um pouco atrasada e eu entreguei no sábado dia 8/01 quando eu finalmente deixei Porto Alegre.
Passou a semana do dia 8 e nada. Então decidi tirar uma segunda via da minha carteira.

Essa seleção estava sendo feita via uma empresa de RH e a mulher da empresa de RH me liga dia 14 pra tentar entender minha situação.
Mas a mulher me disse que a segunda via leva 15 dias pra ficar pronta, mas que ela ia conversar com a empresa sobre a minha situação.
Então, dia 17/01, eu peguei um ônibus à noite e fui para Porto Alegre pegar minha carteira pessoalmente. Voltei no ônibus do dia 18/01.
Dia 18/01 às 13h30 recebo uma ligação ao meio-dia para saber que a empresa não ia mais me contratar.
Eu fiquei mega brava, assustei o Tobias com o meu mal humor e limpei quase a casa inteira. Mas eu entendi a posição deles.

Porém antes do natal, o Vitório me manda um email perguntando se eu queria dar uma palestra na Campus Party sobre mulheres na TI. Na época, eu disse que talvez eu estaria trabalhando e que eu não poderia comparecer ao evento inteiro.
Com o lance da não contratação, liguei pro Vitório pra ver se a proposta estava de pé. Ela deu uma mudadinha, mas ainda estava de pé.
Aceitei.

Uma hora e meia depois de eu aceitar o convite, a mulher do RH me liga dizendo que a empresa, aquela que não quis mais me contratar, pensou novamente e quis me contratar novamente.
Aí, eu disse pra mulher que eu tinha sido convidada pra na Campus Party há algum tempo e eu tinha recusado porque eles iam me contratar. Aí, como a empresa não ia mais me contratar, eu liguei e perguntei se a proposta ainda estava de pé, ela estava e eu aceitei. E que, por isso, eu pasaria a semana que vem fora.
Ela ficou um pouco hesitante, mas que ia passar a notícia para a empresa.

Hoje, a mulher me liga de novo dizendo que a empresa quer me contratar, mesmo eu indo para a Campus Party.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Primeiros contatos com Curitiba

Parque Barigui

Parque Barigui

Pra começar, se fosse bom, não começava com cu. Que clima mais murrinha! A semana inteira passou com nuvens no céu e, às vezes, o sol aparecia. Já começou o tempo de dizer "que saudade de/do/da ________ que tinha em Porto Alegre". O primeiro item da lista que preenche a lacuna é "dias de céu limpo com sol". O lado bom do clima murrinha é que aqui também é verão e as pessoas não fervem. Do bafão, da falta de vento, da umidade e do suor colado com certeza é que não sentirei saudade. Mas minha asma já deu sinais de "querida, você está na serra. Vá procurar um pneumo que lhe dê um remédio mais forte para o inverno porque você já está tomando a dose que você tomava no inverno no verão". Só apareceu azul no céu no domingo. Continua até hoje, mas hoje é mais branco que azul.

O segundo item na lista que preenche a lacuna é "serviço rápido". Pra autenticar a assinatura do Tobias no cartório levou MEIA HORA COM O CARTÓRIO VAZIO. Todas as outras pessoas que entraram no cartório nesse meio tempo esperaram bem mais que isso só pra ser atendido. Que povinho que trabalha lento. Eu ainda não fui num restaurante a la carte, mas o Tobias disse que leva uma meia hora pro restaurante entregar o xis que tu pediu. Acho que Curitiba tem o lema "apenas faça o seu trabalho".

Toda mudança tem seus prós e contras. O principal contra que eu vejo é que voce normalmente não conhece a cidade para a qual você está se mudando. E não saber andar pela cidade sozinho é um horror. E existem 349823098420397598247 linhas de ônibus aqui. Se o site da UBIS funcionasse, ajudava. Mas o site tem uma merda de um applet Java lento que deuzoláive e que só funciona em Internet Explorer. Quando funciona. Delícia. Estou quase prestando um favor à cidade e montando um blog sobre as linhas de ônibus de Curitiba com mapas decentes, locais das paradas de ônibus, numeração das ruas... Dessa forma, o terceiro item da lista que preenche a lacuna é "site da Carris". Para tentar suprir esse meu não conhecimento, comprei um mapa da cidade.

And now ladies, and gentleman I present you: o sOtaquE. Como isso me faz rir! É muito engraçado ver um curitibano falando. Diz a Ana, a prima do Tobi, que é bem sotaque de curitibano mesmo. Que no interior é bem diferente. O sotaque aqui é uma combinação de érre apeRRRRRtado com o leiTE quenTE e todo mundo conjugando verbos em terceira pessoa do singulaRRR.

E, não. Não sentirei saudade do sotaque de Porto Alegre, néééééééáaaaaaaan?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu fico desgraçada da minha cabeça!

Vamos começar pelo início.

Ponto um: é FÓRUM INTERNACIONAL SOFTWARE LIVRE. É fórum, não é feira. É o fisl. Masculino. Sem de. Aprende. Tá no logo: 10o. Fórum Internacional Software Livre. Dá pra prestar um pouquinho de atenção, sim?! Se é pra falar que não gostou de certos pontos do Fórum, pelo menos faz um trocadilho direito com o nome evento.

Ponto dois: Os únicos motivos do fisl ser em Porto Alegre é porque todas as pessoas que despreendem um pouco (ou muito) do seu tempo para trabalhar na organização do evento moram aqui desde a primeira edição em 2000, porque a sede da Associação Software Livre.org (ASL) foi criada aqui em 11 de setembro de 2001 pelas mesmas pessoas já supracitadas e porque todas as reuniões relativas à organização do fisl (exceto as do Temário) acontecem na sede da ASL. Se existem outros motivos, por favor me avisa porque eu não sei.

Todo santo ano tem gente reclamando que <mimimode> o Fórum é sempre em Porto Alegre e que ele devia ser em _________ </mimimode>. Quer levar pra _________? Na minha humilde opinião: LEVA! Mas não fica achando que a equipe da organização vai se mudar pra _________ ou vai organizar à distância. A equipe da organização do fisl DEVE estar na mesma cidade em que ele vai ocorrer. DEVE fazer reuniões pra discutir coisas cara a cara. DEVE conhecer a cidade, saber dos pontos de trânsito, saber qual local é melhor em questão de infraestrutura alimentícia, conhecer diversos fornecedores e fazer a lição de casa sobre eles, saber onde é melhor centro de eventos para comportar um evento do tamanho do fisl e como se faz pra chegar lá. É um evento grande demais pra ser organizado à distância. Sugiro antes que organizem alguns eventos menores antes pra se ter alguma experiência e, pelo menos, alguma idéia do que se vai encontrar. Muda a cidade, muda a equipe. Tem alguéns aí disposto? O fisl infelizmente não é e não começou como um evento de um homem só. Se tiver, pode mandar email para pri em softwarelivre ponto org que eu advoco por você. Advoco com unhas e dentes. Mas antes disso, associe-se à ASL. I'll only feel sorry da conta telefônica e pela Cris, über mega boga secretária da ASL.
E, se algum dia, o Fórum for pra _________, quem sabe depois de cinco anos sem ver nem cheiro de palestra, eu aprecie algumas delas. Oh wait, assinaram um termo que ele vai ficar em Porto Alegre.

Ponto três: o Fórum não é um evento out of the blue. Ele é um projeto da ASL. Podemos equiparar um projeto acadêmico de um departamento de uma Universidade. O projeto é tão desse departamento quanto o fisl é da ASL. Tanto a Universidade quanto a ASL possuem documentos que regulam pra quem ela tem de dar satisfação, seja porque os fomentadores do projeto querem assim ou porque o órgão organizador possui um estatuto. Portanto,  o projeto de um departamento da Universidade apenas presta contas pra quem de direito: para os diretores do curso talvez e com certeza para os apoiadores do projeto. Dessa forma, o fisl apenas presta contas para seus associados e para os patrocinadores que, no contrato, é setado que deve-se prestar contas. Ces't fini. Já vi essa discussão umas 47238947203420394.6 vezes na lista do PSL Brasil. E de novo tem gente questionando isso, mas de uma maneira diferente: "para onde vai o dinheiro do fisl?". No meu mundo, não pensar é crime para pena de morte.

Então, vamos exercitar o pensamento com questionamentos muito complexos:
- será que todo palestrante internacional vem pagando sua viagem?
- será que todo palestrante nacional vem pagando sua viagem?
- será que o site do fórum é feito por voluntários?
- será que os telecentros são cedidos pela PUC?
- será que as câmeras para filmar as palestras são cedidas pelo curso de jornalismo da PUC?
- será que a PUC cobra alguma coisa pelo uso do centro de eventos e pelo uso dos outros prédios?
- será que a infraestrutura montada é cedida pela PUC?
- será que o ônibus que tinha lá para os congressistas foi cedido pela PUC?
- será que todo mundo trabalha, como as moças de cada sala ou o pessoal que entrega crachás por exemplo, como voluntário?
- será que os estandes fazem parte do centro de eventos?
- será que a BrasilTelecom dá a linha telefônica de graça pra ASL usar?
- será que eles precisam pagar aluguel da sede da ASL?
- será que todos os funcionários da ASL são voluntários?
De repente algumas dessas respostas talvez possam indicar pra onde vai o dinheiro do fisl.

Ponto quatro: realmente foi falha da organização não divulgar que, durante a visita do Lula, teríamos alguns contratempos como a evacuação da área dos estandes para o esquadrão anti-bombas passar, os detectores de metais, os cachorros e a visita restrita ao local dos estandes. Logo que cheguei no evento, estava o Mário Teza dando o recado no grito pra galera, mas não é a mesma coisa. Tem a notícia da vinda do Presidente, mas não tem nada das restrições da entrada ali. A comunidade aqui tem razão. Em reunião no dia anterior à visita, o Temário via Nanda, já tinha dito que o público não gostaria disso. Ninguém pode negar. Mas a vinda do Presidente ao evento foi muito importante. Ninguém pode negar.

Ponto cinco: tenho esse blog há duzentos anos (tá, nem tanto. abri e fechei ele umas quantas vezes) e não tinha a tag fisl.

terça-feira, 17 de março de 2009

Xô

Sabe quando você é pequeno e sonha com uma coisa? Um dia, você cresce e realiza aquele sonho?
É mais ou menos essa a sensação.


Quase não haviam câmeras ali, não? Foto by Ana Elisa Mello

Um dos meninos que mora comigo me disse: "Viu que vai ter show dos Backstreet Boys no Brasil?". Eu tremi. Me veio na mente a cena de quando eu era adolescente, que eu amava muito o BSB, que eu fiquei muito muito triste quando eu não pude ir no show deles em 2001. Naquela época eu mal tinha onde cair morta e o show foi no Maracanã e no Morumbi. Pessoas acamparam na entrada durante semanas.
Ô inveja.
Assim que eu ouvi que ia ter show e ao lembrar de tudo isso, sentei na escrivaninha e fiz contas. Vi que ia falir. Passei alguns dias pensando sobre isso.
Conclusão: dane-se.


Eu tenho umas fotos parecidas com essa!!! Foto by Paloma Moraes

Fui no shopping e comprei o ingresso mais caro. Na minha mente, não havia outro ingresso. Além do preço do ingresso, mais 20% dele de taxas. Muito obrigada, Ticket Master, por me comer 70 reais para somente imprimir meu ingresso. Ok, tem o custo da menininha que vende os ingressos aqui, mas isso não interessa!!! Mesmo com isso, não senti culpa nenhuma por falir.
Senti a falência chegando quando fui ver o preço das passagens. O show de São Paulo era na quinta. Praticamente impossível de ir, sem contar que o show era no estacionamento do Credcard Hall. Já que era pra gastar, resolvi ir pro Rio. Ao pesquisar preços, lembrei que tinha um crédito de uns quase 400 reais na Varig pra gastar. Contando que ia ter de pagar a remarcação de cada trecho, esse crédito caia pra quase 300 reais. Dane-se. 300 reais são 300 reais. Lá fui eu ligar pra Gol, aguardar 15 minutos pra ser atendida, ter a ligação derrubada, ligar de novo, aguardar mais 15 minutos pra ser atendida, reclamar que a ligação caiu e, enfim, ter minha passagem comprada. Agora que a Varig e Gol se encontram mais integradas, meu crédito que era de quase 400 permaneceu de quase 400 e não precisei pagar remarcação!!! No fim, a passagem saiu bem baratinha.

Daonde eu tava, não tinha como tirar foto disso direito. Foto by
Paloma Moraes

Chegou o dia.

Peguei o ônibus (morrendo de medo) por indicação do Afonso pra ir pro Citibank Hall. Passeei por meia Rio de Janeiro pra chegar lá. Meu hostel era na Praia de Botafogo; e o local do show, na Barra da Tijuca. Ao subir no ônibus, perguntei pra cobradora se o ônibus passava na frente do Via Parque.

- Não. Esse ônibus pega a Ayrton Senna e faz o retorno.

Primeiro pensamento: quero matar o Afonso.

- Mas eu quero ir no número 3000. Passa perto?
- Passa perto, mas você vai ter de descer e caminhar um pouco.

Segundo pensamento: continuo querendo matar o Afonso.

Sentei e fui curtindo a vista. Até descobrir que sentei do lado errado do ônibus. Então eu vi prédio, prédio, prédio, rocha, rocha, rocha, pé da favela da Rocinha, pé da favela do Vidigal, rocha, rocha, prédio, prédio, prédio. E aquele povo esquisito subindo no ônibus. Tranquilamente level uma hora pra chegar no local. Desci do ônibus por volta do número 2200. Foram os 800 metros mais longos da minha vida. E olha que eu fui quase correndo.


Na minha cabeça, a trilha de Rocky rolou solta. Foto by Paloma Moraes

A fila da pista vip tinha tranquilamente umas 2k pessoas na minha frente. Eu sabia que devia ter chego lá umas 15h. Mas tava um calor do cão! Eu ia desidratar muito. Além de passar muito calor. Livrando-me desse pensamento, fiquei muito muito feliz de estar na fila.
O show começou pontualíssimo! Talvez com uns 5 minutos de atraso. E numa animação total. Os Boys envelheceram logicamente. Não são mais aqueles piazinhos de 10 anos atrás, mas a animação é a mesma. Cantando mesmo, sem dublar, dançando, pulando...
Nick se fazendo pras meninas da primeira fila, Brian sempre simpático (o mais simpático de todos, IMO), A.J. envelhecido pra caramba por conta das drogas e da bebida e Howie sempre falando "my name is Howie D." (como se a gente não soubesse).


DOI baixando no show. Foto by Paloma Moraes

Eu vi muito menino lá. Muito menino hetero. Com sua namorada. Cantando as letras. Esquisito demais.
Tocaram todos os clássicos em forma de medley. E uns medleys muito legais. Algumas versões de música, como o final de Inconsolable em versão de dançar. Ficou ótima. Tocaram as mais legais do Unbreakble.
O show acabou e eu estava de alma lavada. E não vejo a hora de ir novamente. Eles estão pra lançar um disco novo esse ano e já prometeram uma passadinha pelo Brasil na nova turnê. Vou à falência de novo sem pensar duas vezes. E prometo chegar cedo pra pegar lugar na primeira fila para melhores fotos. Desde que o show não seja em estádio. Descobri que prefiro shows em locais menores. Parece mais intimista.


Brian imitando Nick. Foto by Paloma Moraes

Pra voltar, os táxis estavam cobrando nada mais nada menos que 90 reais. Olha pra minha cara. Mas como não era eu quem ia pagar (né, irmãs), tava lamentando-me por elas. Eis que vejo uma plaquinha pra cima "Zona Sul".

- Passa na Praia de Botafogo?
- Passa.
- Vamos pessoal! Lá no fundo.

Bela descrição de onde o transporte estava. Era uma van. Paguei 10 reais. Katcheen!
Enfim, eu não reclamei "não tocaram tal". Minha emoção era tão grande que eu achei que não faltou música. Depois, conversando com as pessoas da van que voltei, percebi que não tocou My Beautiful Woman. Música ótima, mas nada de sangria desatada que ela não foi pro setlist. Na van, conheci umas meninas que foram no show de São Paulo e no do Rio e disseram que o do Rio foi muito melhor: eles estavam mais animados e mais arrumados. Há boatos que esse show vai virar DVD.

Até o próximo show, amiguinhos!


Me acha aí no meio... ;) Foto by Paloma Moraes

sábado, 7 de março de 2009

Eu vou pra Copacabana, eu vou...

Essa cidade é muito quente. Cagalho.

Hoje fui passear em Copacabana. Lá tinha vento.
Mas como eu não sou uma turista muito turista, resolvi passear pelo bairro onde, incrivelmente, era mais fresquinho que caminhar pela beira da praia. Vi algumas placas fail (como O Crack do Frango). Como, logicamente, eu não trouxe o cabo da câmera, eu mostro as fotos engraçadas depois.
Dei sorte e peguei dois taxistas bem bacanas. Sim, eu ando de táxi. Não sou eu quem vai pagar mesmo... :D
Fotos da câmera serão mostradas apenas em Porto.
Esqueci o cabo da câmera.

Mãe! Cheguei!

O hostel, o Brothers Hostel, fica na Praia de Botafogo. Ele foi aberto há um mês! E tudo novinho! Uma gracinha. Ricomendo: www.brothershostel.com.br.
Pelo que contam, a casa costumava ser a que o Vinícius de Moraes morou uma época.
Vai que eu dormi no quarto do hômi e nem sei...

Esse é o meu quarto:


Esse é meu banheiro:


O banho é com chuveiro a gas! Te mete.
Alaguei o banheiro inteiro não sei como tomando banho.

Cheguei e tinha um povo no boteco (que fica embaixo so hostel). Logicamente me juntei ao povo, bebi, conheci o dono do hostel, o Afonso3d (Luana! Ele tem 3 dedos mesmo!!), ganhei até prova de cachaça.
Claro que, como eu comi esfihas de almoço na sexta, às 21h com as duas cervejas que tomei, já estava bêbada.
Deitei e fui dormir.

Ou pelo menos tentar.
O quarto não tem uma boa ventilação, esse é o ponto negativo. Estava MUITO quente dentro dele. Ignorei a regra que dizia que eu não posso trocar de cama, e fui pra cama de cima no beliche perto da janela. Só assim consegui dormir.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Nem viajei, mas já sei que esqueci:

1) Protetor solar
2) Biquini
3) Bolsinha
4) Canga

Update
5) Escova de dentes
6) Pasta de dentes
7) Cabo da câmera

Não deu pra levar:
1) Tobi

Update
2) Lus

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Agora não tem volta.

Quando eu tinha 17 anos eles vieram pra cá. Acho que é a primeira lembranća que tenho de ficar muito triste. Ali comećou a minha sina de querer e nunca poder. Fiz questão de nunca mais ouvir eles e deles. Tanto é que hoje eu não sei mais que músicas viraram single, quando vão lanćar cd. Prometi que, sempre que eu pudesse, eu ia me dar coisas. Com a vida apertada, sempre foi difícil pensar assim. Mas quando dava, eu sempre me dei presentes.

Quando me disseram "viu que eles vão fazer show no Brasil?" eu surtei. Coraćão bateu forte. A menina de 17 anos ainda tava ali e eu devia isso pra ela. Afinal, promessas nasceram para serem cumpridas. Eu não pensei duas vezes em pagar o ingresso mais caro. Ela merece.

Tá tudo comprado.
Me resta esperar chegar o dia.


Das duas uma: ou eu saio viva ou eu saio surda.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E também teve o velho do avião

Voltando de São Paulo das festas, eu sentei ao lado de um velho. Fui terminando de ler Marley & Eu, chorando porque o Marley morre. Não, não é spoiler. É só pensar um pouco. O autor não ia escrever um livro dizendo, ao final, "E assim Marley foge. Nunca mais o vimos. Sentimos saudades."

Terminei o livro e pensei "hmmm, vou ouvir música". Acontece que eu ovo música no celular (eu tenho um Sony Walkman). Nessas horas que eu penso como seria bem se eu tivesse um iPod - de verdade ou genérico. Sempre que eu viajo de avião, o celular já vai ligado no "somente música". Assim eu não tenho de ficar me escondendo pra ligar o bendito. Os fones são cobertos pelos cabelos, então ninguém incomoda mesmo.

Enfim, peguei meu celular, liguei ele relativamente mocosiado e fiquei ali curtindo minha músiquinha.
Até o que velho do lado vê.

- Não pode ligar celular.
- Não tá ligado.
- Tá sim.

Já fiquei puta pensando quem diabos esse velho é pra estar me dizendo isso.

- Não tá.
- Tá sim!

Como se esse velho maldito soubesse de alguma coisa. Ele nem deve saber enviar sms.

- Não tá.

Pego o celular, vou apertando na teclinha de voltar até que ele vê a tela de ligar. Ali tem uma općão "somente música". Ele me olha com uma cara "mas não devia ligar essa merda", solta um "hm" e volta pro seu quadrado. Obviamente eu fiquei reclamando mascredoquemessevelhoachaqueépramedarlićãozinhademoralmimimi. Certamente eu já voei mais que ele. Pra fazer esse escândalo, ele não deve saber da existência de celulares que tocam mp3.

Azar o dele se ele ouviu.
Metido.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Arthur

Fiquei muito feliz que ele me reconheceu. Meu maior medo é que ele me esqueça.



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Abri a geladeira e vi danoninho. Não deu outra: peguei um e sentei no sofá pra comer.
Em um piscar de instantes, o Arthur me enxerga, escala o sofá pra sentar ao meu lado e olha fixamente para o danoninho.
- Ele adora danoninho.
- Posso dar?
- Pode.
Então entramos na lei "um pra mim, um pra você".



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Ele correu a sua primeira maratona!!



Acordamos cedo para a corrida do moleque no sábado dia 20. A corrida tinha aspecto sério: com número, chip (sim!!! chip no tênis!!) e medalha! Foram várias baterias de crianças para a corrida dos 50m. Alguns pais tinham o senso de competição muito grande e acabavam arrastando suas crianças. Resultado: uma delas caiu de cara, literalmente, no chão.

Minha irmã foi junto com o Arthur porque o medo da gente do guri empacar e não correr era muito. No meio das outras baterias, eu tive a idéia de filmar por dentro da grade (junto no local onde as criancinhas estavam correndo) daí eu fui dar um jeito de entrar lá. Perguntei pra um carinha da organização ele foi meio vago e reticente sobre eu entrar ali pra filmar (apesar de muitos pais e mães estarem ali dentro). Mas como eu sou uma pata, comecei a ficar nervosa e a andar de um lado pro outro sem saber o que fazer. Tudo que eu pensava pra poder entrar ali, eu vinha com o argumento que não ia dar tempo. E não ver o bacuri correr seria muito digno de fail. A solução melhor (e mais tosca) era pular a cerca. Mas eu fiquei com muita vergonha. Pra completar a cena, eu vejo que a bateria do meu pequeno está pra sair.

Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.

Féééééééé.

E saem as crianças correr. Eu apertei (pelo menos achei que tinha apertado) o botão da câmera e fui correndo do lado (de fora da grade) do Arthur e da minha irmã. Meu cunhado foi tirando fotos. Ao terminar os 50m, eu vejo que a câmera está no modo para filmar, mas não estava piscando.
Moral da história: FAIL.
Eu falhei miseravelmente na tarefa de filmar a primeira corrida do piá. Não dizem que as melhores fotos são as que ficam na nossa memória?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

La Maraton de Buenos Aires

Eu não vou contar que a é a minha segunda maratona como equipe de apoio, que foi super legal, que eu tive companhia da Margarete (a esposa vo Wilson, ex-paciente da minha irmã), que tínhamos um motorista pra nos levar nos 10, 20, 30 40 e chegada; que eu fiz amizade com alguns cachorros na Boca, que eu fiquei super emocionada, que eu perdi dinheiro e quase tive que mendigar no aeroporto; que, nessa hora eu lembrei que não habilitei o cartão de crédito pra ser usado internacionalmente, que tava tudo muito caro e eu não trouxe uma gota de álcool, que eu fui usada de laranja pelas minhas irmãs para elas usarem os banheiros dos estabelecimentos das mais diversas guloseimas hemanas, que o mais tarde que eu acordei nessa viagem foi às 9h da madrugada no sábado, que no domingo eu acordei às 5h30 e na segunda às 3h30; eu tomei remédio às 17h e ele começou a fazer efeito umas 20h e eu dormi no salão de embarque e que, quando eu acordei, havia uma fila gigantesca de gente embarcando; que, na volta, eu dormi no salão de embarque e tive de colocar relógio pra não perder o vôo, que um guri desmaiou no vôo de volta e atrasou todo o processo, que eu tive de parar de ouvir o nerdcast pras pessoas não acharem que eu tava rindo do guri. Não. Eu não vou contar isso.

Vou contar que minhas irmãs são duas trambiqueiras portuñolmente falando.
E isso rendeu as melhores cenas da viagem.

No táxi indo para Palermo. Vivi: "Es muy lontano de aqui?"
No restaurante. Vivi: "Y para nooooooOOOOOOOOS, pollo de campo", com direito à onda de volume ascendente nos ôs.
No hostel. Vivi: "No. La reserva es sô para mi".
No hotel. Vivi: "250 doláres". Estiquem o a ao falarem doláres. O atendente sem dentes retruca "250 dólares."

Teve uns furos da Fá, mas eu não lembro porque a Vivi era mais eloquente nessa parte.
Mas a mais sensacional de todas foi quando fomos marcar meu ônibus pro aeroporto.

Lá foram as irmãs trapo no Manuel Tienda León levar a Fá porque ela ia embora. Estávamos nós no caixa e as meninas portuñolando com o vendedor. Eu lembro de apenas ter aberto a boca pra falar o horário do vôo: "mañana a las siete y media". E aí era tal de o cara falar, a Vivi entender uma coisa, a Flávia outra, era um tal de tira dinheiro, "Não é pra pagar agora", guarda dinheiro, e tira dinheiro de novo, "Cómo se llama el hotel?" "Flávia".
Com essa, o cara me pega pela mão e diz "Venga conmigo, así nosotros no perdemos tiempo, si?"
Eu tava meio chapada da bombinha da asma (logo antes eu tive uma bela crise, a única da viagem) e não entendi na hora.
Rapidinho, ele me fez a reserva, tivemos apenas um mal entendimento do horário por conta de ser madrugada e bingo, estou com o número da reserva na mão. Chega a Flávia e a Vivi: "precisa pagar agora?" NOT!
Aí é que eu fui me dar conta que o cara me tirou dali porque as espertas estavam fazendo uma confusão com o portuñol e o cara se irritou com isso. Logicamente, ao entender, desatei a rir e expliquei o que aconteceu.

Lição do dia: fale em português se você não fala espanhol. Mas não fale como se o hispano-hablante fosse um retardado mental.

sábado, 11 de outubro de 2008

Si te veo a ver me voy a enloquecer.

De volta à cidade das lamentaçoes.
Que mané Jerusalém, Buenos Aires. Buenos Aires.
Já que eu nao vou mais mochilar na Europa no final do ano, aproveitei pra mendigar passagem via pensamento pra minha irma e ver a maratona amanha. Yay.
Nem beber eu posso porque a bebida do hostel acabou. E chove lá fora. E eu tenho de acordar às 5 de la mañana.
Lamentations, lamentations e pagamentations de penitations.