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terça-feira, 24 de maio de 2011

Otto

Esse não é o Otto, mas ele era mais ou menos assim

De todas as fotos que tenho da minha família, achei apenas duas dos cachorros da minha irmã. E as duas são do Bacco com o Arthur.

O Otto foi meu segundo sobrinho canino. Ele era pra ser cachorro de competição. Porém minha irmã e meu cunhado o adotaram na pet shop onde levavam o Bacco para tomar banho. Ele nasceu sem uma bola. E quem quer ver um cachorro de uma bola em competição, não é?

Toda vez que os dois levavam o Bacco pra tomar banho, lá estava o cachorrão preto de uma bola. Olhando. Talvez pensando quando seria o dia dele de ir embora daquele lugar. Ele não entendia o porquê de estar ali. Tantos cachorros iam e voltavam... Quem sabe um dia seria seu dia de sorte.

Um dia foi mesmo. Mais ou menos dez anos atrás. Diretinho da pet pra casa da minha irmã. O cachorrão preto de uma bola foi batizado de Otto e assim inicia-se a parceria canina Ottobacco. Internamente, eu os chamava de Ossobuco. Dada à procedência de cada cão, foi coisinha de deus canino que eles se gostassem tanto.

Como todo casal de irmãos, tinham lá suas desavenças, mas estavam sempre juntos. Se dormiam com alguém em uma cama, iam juntos. Se dormiam no seu cobertorzinho, Bacco dormia embaixo e Otto dormia sobre o cobertorzinho. Tão iguais, mas tão diferentes. Quando iam pra represa, Otto ficava aflito que o Bacco ia nadando, nadando, nadando... Até voltar. Isso porque a primeira vez que Otto foi pra represa, ele seguiu o Bacco até que se afogou. Patinhas tão curtas não deram conta de navegar um corpo tão grande. Se estava muito sol na praia, Bacco corria por tudo e Otto brincava apenas onde o guarda-sol dava sombra. Quando meu cunhado tinha o barco, compraram uma boia pra ele com medo que ele se jogasse atrás do Bacco no mar. Se iam pra praça, Bacco corria que nem um desesperado e Otto corria um pouquinho e já se cansava. Mas latia muito! Talvez incentivava Bacco a correr ainda mais.

Até que uma pata passou a inchar.

Otto andava um pouquinho e lá estava aquela pata sangrando. Nenhum veterinário descobriu o que ele tinha. Resultado: os passeios foram cada vez mais encurtando. Veio a gravidez do Arthur. Bacco super interessado no que acontecia na barriga que crescia; e Otto, desinteressado. Veio o acidente do Bacco. Bacco no hospital entre a vida e a morte e Otto procurando-o pela casa inteira. Chegava a dormir no quartinho do Arthur esperando que Bacco aparecesse. Veio a crise de coluna do próprio Otto. Veio o tumor do Bacco no sovaco.

Vieram muitas coisas.

Inclusive uma paralisia nas patinhas traseiras do Otto. Otto passou a usar fraldas porque não conseguia ir no jornal sozinho. Mesmo assim, lá estava o cachorrão preto de uma bola. Feliz! Era chamar o bicho que ele vinha se arrastando, literalmente, pra te cumprimentar.

Hoje, conversando com minha irmã, ela me disse que uma semana atrás esse quadro mudou. Aquele cachorrão preto de uma bola não era mais o mesmo. Estava apático, caidinho. Até se cobriu. Minha irmã achou que era o frio. Mas quando o tempo melhorou e o cachorrão não, hora de levar pro hospital.

Ele ficou la durante uns três dias. Apático, sem alegria. Chamava e ele nem olhava pra pessoa. Parecia que, agora, era ele quem queria escrever sua própria história. Nem todo mundo é forte todo tempo que nem esse cachorrão preto. Minha irmã disse que no sábado houve uma pequena melhora, mas nenhuma notícia animadora que aquilo seria apenas uma fase e que ele voltaria a ser aquele cachorrão preto de uma bola feliz, mesmo se arrastando.

Ele teve uma vida feliz. Logo que entrou nas nossas vidas, não gostava de carinho com o pé. Fugia. Vai ver ele era maltratado. Depois aprendeu que o pé era nada mais nada menos que a extensão da mão humana quando os humanos não queriam ir até o chão. Viu o mar, a represa. Viu o Arthur nascer (mesmo que não se interessasse muito).

Hoje ele virou uma estrelinha no céu canino.

sábado, 25 de setembro de 2010

Meu personagem favorito de Friends

Aproveitando a modinha da Bruna e da Mari, eu tive dois personagens favoritos de Friends.

Minhas irmãs e eu descobrimos Friends logo na terceira temporada. Morávamos ainda todas juntas no apartamento da Rua Ijuí nos idos de 1996. A gente estava zapeando e paramos na Warner porque tinha umas pessoas numa sala de estar conversando sobre algum assunto.

E assim, viciamos em Friends.

Como eu tava na adolescência período de merda, meu personagem favorito era o Ross.

Ele é um cara romântico e tinha uma paixão platônica pela Rachel dede sempre. E eu me identificava com isso. Só que na temporada que ele tem o nervous breakdown, ele fica muito, mas muito chato. Aí não havia quem aguentasse. 
Eu fiquei um tempão sem ter um personagem preferido, gostava de um por alguns episódio e ia trocando.

Eu cresci, Friends acabou, a primeira vez que eu vi o episódio final, fiquei meio puta... Desde então, para hoje e para sempre, meu personagem preferido de Friends é o Chandler.


O importante não é ser só romântico. Também é necessário senso de humor.

domingo, 18 de julho de 2010

Tenso

Semana familiar tensa, mas a reunião online foi melhor que o esperado. Esperamos que todos cumpram o que concordaram.

Hoje foi um dia meio fail já que eu me inscrevi numa prova de 5km e não estava em condições físicas de corrê-la. Dei uma abusadinha ontem mesmo sabendo que não devia.

Enfim. Problemas nasceram para serem resolvidos e para trazer mais problemas.
Essa semana: correr direitinho. E as próximas também.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Amor incondicional

Todo mundo sabe (pelo menos deveria) que eu tenho um sobrinho. Eu o amo desde que a única notícia que eu tinha era um SMS da minha irmã enviado às 4 da madrugada dizendo que estava grávida. Pra mim, não importava o sexo. Eu já amava aquela pessoinha e a meu maior medo era que ele não me reconhecesse, já que Flávia, minha irmã, e eu moramos em estados diferentes. Uma das minhas maiores alegrias foi um dia que fui fazer não sei o que na cidade que minha irmã mora e, ao entrar no carro, meu sobrinho, já com um ano e meio, claramente me reconheceu, sorriu pra mim e, durante todo o trajeto do aeroporto pra casa, ele ficou agarrando meu dedo. Valeu ouro aquele momento. Hoje, meu medo é que ele subitamente pare de gostar de mim.

Minha irmã, quando estava no colégio, teve um colega de classe assassinado pela mãe. A mulher também matou os outros três filhos e se matou em seguida. Eu não lembro desse fato, era pequena demais, mas eu e Flávia construímos esse papo numa das nossas conversas profundas e filosóficas familiares. E entramos no quesito amor incondicional. Comentei pra ela que o que sinto pelo Arthur é incondicional. Recebi o SMS aquela madrugada e eu instantaneamente passei a amar aquela criança. Logicamente chegamos à conclusão que não existe explicação pra esse amor. Não conhecemos a personalidade da criança, tão pouco se ela é bonita ou feia, burra ou inteligente... Não sabíamos nada além do "estou grávida" e todo o senso de proteção, amor, carinho já estava instalado. Parando pra pensar, isso é muito maluco. Ela me comentou que, ao ser mãe, entendeu a mãe do colega que foi assassinado. Entender não significa justificar. Acho que Flávia não sabia qual era a situação psicológica da mulher, certamente não era uma condição normal. Mas quem melhor que você para criar o seu filho? Você colocou ele no mundo, você desejou ele mais que ninguém (às vezes, mais que o própio pai), você o carregou nove meses, você teve um relacionamento muito íntimo com ele. Você o ama incondicionalmente.

Hoje li essa notícia no G1. Há alguns anos atrás eu teria uma outra opinião sobre o assunto.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Arthur

Fiquei muito feliz que ele me reconheceu. Meu maior medo é que ele me esqueça.



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Abri a geladeira e vi danoninho. Não deu outra: peguei um e sentei no sofá pra comer.
Em um piscar de instantes, o Arthur me enxerga, escala o sofá pra sentar ao meu lado e olha fixamente para o danoninho.
- Ele adora danoninho.
- Posso dar?
- Pode.
Então entramos na lei "um pra mim, um pra você".



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Ele correu a sua primeira maratona!!



Acordamos cedo para a corrida do moleque no sábado dia 20. A corrida tinha aspecto sério: com número, chip (sim!!! chip no tênis!!) e medalha! Foram várias baterias de crianças para a corrida dos 50m. Alguns pais tinham o senso de competição muito grande e acabavam arrastando suas crianças. Resultado: uma delas caiu de cara, literalmente, no chão.

Minha irmã foi junto com o Arthur porque o medo da gente do guri empacar e não correr era muito. No meio das outras baterias, eu tive a idéia de filmar por dentro da grade (junto no local onde as criancinhas estavam correndo) daí eu fui dar um jeito de entrar lá. Perguntei pra um carinha da organização ele foi meio vago e reticente sobre eu entrar ali pra filmar (apesar de muitos pais e mães estarem ali dentro). Mas como eu sou uma pata, comecei a ficar nervosa e a andar de um lado pro outro sem saber o que fazer. Tudo que eu pensava pra poder entrar ali, eu vinha com o argumento que não ia dar tempo. E não ver o bacuri correr seria muito digno de fail. A solução melhor (e mais tosca) era pular a cerca. Mas eu fiquei com muita vergonha. Pra completar a cena, eu vejo que a bateria do meu pequeno está pra sair.

Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.Aimeudeus.

Féééééééé.

E saem as crianças correr. Eu apertei (pelo menos achei que tinha apertado) o botão da câmera e fui correndo do lado (de fora da grade) do Arthur e da minha irmã. Meu cunhado foi tirando fotos. Ao terminar os 50m, eu vejo que a câmera está no modo para filmar, mas não estava piscando.
Moral da história: FAIL.
Eu falhei miseravelmente na tarefa de filmar a primeira corrida do piá. Não dizem que as melhores fotos são as que ficam na nossa memória?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Bacco goes home!!!

 
É assim que ele tá, pobrezinho. Mas ele tá vivinho da silvassauro.
Agradeço a todos pelos pensamentos positivos.
Um agradecimento mais que especial ao Kid, que fez com que a burocracia canina demorasse um pouco.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Baccolino, o cão que vai resistir

O Bacco é o meu primeiro sobrinho canino. Ele é um salsicha. Eu que escolhi o nome. Minha irmã Fá queria um nome de deus grego. Bacco foi o que ela mais gostou. Lembro como se fosse hoje aquele ratinho pequeno cor de pinhão no braço da minha mãe...

Hoje, a Vivi tava passeando com os dois sobrinhos caninos, o Bacco e o Otto (também salsicha). Na frente do prédio onde elas moram tem um posto de gasolina "abandonado" que é "cuidado" por um rotweiler. O posto é cercado por placas de compensado. Passando por ali, o rotweiler rompe a parede de compensado e se atraca no Bacco. Pega ele pela cintura e sacode até não poder mais. A Vivi se desesperou, começou a gritar, enquanto o pequeno Otto tentava se avançar no rotweiler pra proteger o irmão. Isso pedurou durante algum tempo até alguém se indignar pra ajudar, parar e dar uma paulada no rotweiler pra ele soltar o Bacco. Acho que o pequeno já estava inconsciente essa hora. E até conseguir alguém pra dar uma carona até um hospital veterinário foi outro parto.

A Vivi me contou tudo isso chorando no telefone. Eu quase tive uma síncope, mas tive de ser forte e acalmar a menina. Tudo que ela dizia era "a culpa foi minha! a culpa foi minha!". E não foi! Ela teve uma putz boa vontade de levar os pequenos pra passear. A culpa é do irresponsável que deixa um rotweiler treinado pra morder tudo que ver solto apenas preso por uma parede chulé de compensado!

Resultado: o pequeno está inconsciente depois de um tempo de cirurgia. Ele teve perfuração no pulmão (que não foi tão grave), muita perda muscular no tórax por conta das fraturas nas costelas. Temos de esperar pra ver como o Bacco vai reagir. Cachorro tem muito germe. Como ele teve hemorragia interna e pelas coisas da cirurgia, temos de torcer pra ele ser mais forte e não ter infecção. E o pior: ninguém pode ir visitar pra ele não se agitar... Os pontos da cirurgia estão um pertinho do outro...

Tudo bem, foi só um cachorro. Mas, e se o rotweiler se grudasse na minha irmã? Ou em alguma das crianças que vivem brincando ali por perto? Pior que, a primeira coisa a se fazer, é sacrificar o bicho. Tem de sacrificar o dono, isso sim. É de instinto do bicho. Ele não tem culpa de nada. Se ele o dono dele não tivesse a mesma evolução mental que seu cachorro e deixasse o bicho  preso em uma corrente, nada disso teria acontecido. Pra mim, cachorro vale mais que gente por vezes. O Bacco com certeza. Assim como o Kid era, o Bacco é um bom cão. Dos dois sobrinhos caninos, ele foi o único que, durante a gestação da Fá, lambia e cheirava a barriga. Depois que o Arthur nasceu, ele se desespera tanto quando a gente quando o baby chora. Fica ali do lado na hora do banho, quer saber tudo que acontece com o irmão humano.

Agora ele está lá, passando por mais uma ruim. Mas ele vai resistir. É um cão forte, companheiro, brincalhão, safado, carentão... É o meu Baccolino.

sábado, 19 de maio de 2007

Dia bom, dia ruim

Ele não existe. Tenho certeza que é uma alucinação. Ninguém pode ser tão legal assim em tão pouco tempo. Talvez eu não esteja acostumada a receber os sentimentos que eu passo, ou, pelo menos, tento passar. Eu não sou uma pessoa de sorte, mas a hora que a Dona Sorte resolve visitar... É faca na bota. Tudo que eu precisava era alguém pra me abraçar e perguntar se estava tudo bem, mesmo não estando. E ele estava lá. Será que agora tu entendes por que eu disse que tu não existes? Dia bom.

Ela se foi e comigo ficaram as dúvidas. Sempre tenho a sensação de estar fazendo tudo errado e cada vez isso me afasta. Me sinto uma imbecil quando não percebo os sentimentos das pessoas que eu mais me importo. Eu digo pro Thiago parar de levar o mundo nas costas, mas parece que eu ainda não parei de fazer isso. Já chorei, já reclamei, já conversei, mas nada disso tira o peso de não ter percebido nada, de não ter perguntado, de não ter feito nada. Ela diz que a culpa é dela (ela me cobra demais), eu acho que a culpa é minha (eu me cobro demais). Dia ruim.

assumo os pecados,
e os ventos do norte não movem moinhos.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Minha mãe tem um email!

Ai, que lindo! Até já fez um forward pra amiga dela com fotos do Arthur.
Achei o máximo quando ela sentou no computador. Rapidamente criei a conta "mae".

- O que é isso? Eu quero entender...
- Tô criando a sua conta. Essa parte não precisa entender.

E eu lá entrando no modo texto, loga como pri, sudo su, adduser mae...

Mãe logada. :)

- Tá. Como eu chego na Internet?
- Clica ali no mundinho.

E ela clicou mesmo. Pegou o mouse, levou o cursor até o ícone do Firefox e clicou.

- E agora?
- Espera. Scooby é leeento.

Abre o Firefox.

- Quer ir no site do Grêmio, mãe?
- Que mané site do Grêmio. Quero ler esportes.
- Clica aqui na caixinha de texto aqui e digita esportes.terra.com.br.

E vai ela digitar e-s-p-o-r-t-e-s... Lindo.

- Digitei. E daí?
- Aperta enter.

- E onde tão as notícias da série B?
- Ali onde diz "Brasileiro Série B", mãe.
- Nossa. Se fosse um bicho já tinha me mordido.

E sai ela clicando em tudo... E lia notícia e fechava janela. Acho que meus primos já deram as primeiras lições.

- Onde é que volta, hein?
- Na setinha verde ali.
- Ai é.

Já tá craque. Já lê notícias na Folha Online, lê esportes no Terra, vê a previsão no CPTEC (essa foi meio complciada, mas coloquei um bookmark pra ela: "Clica aqui pra ver a previsão".)

Mas o email da minha mãe é Lenita Kurtz tudo junto em minúsculo em gmail ponto com. Ela ainda se embanana com o email. Tenho de mandar mais alguns pra ela acostumar. Mas... Pra quem tinha medo de desligar a piraca quando, na tela, estava escrito "Você pode desligar esse computador com segurança" já é um bom começo, né?

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Mom's coming! Mom's coming!

Minha mãe vai vir passar o mês aqui comigo.

Isso me deixa muito feliz, ansiosa e apreensiva. O fato dela não ter vindo na minha formatura ainda me dói, não tanto quanto costumava, mas ainda dói. Sempre sonhei em ter uma fotinho de toga com ela. Sempre. E é algo que jamais vou ter. Eu ainda acho que ela não tinha direito de me negar isso. Ela simplesmente não tinha. Por causa dela que tive força pra entrar na UFRGS, por causa dela que eu tive coragem de não desistir do curso, por causa dela eu tenho os valores e o caráter que, bem ou mal, tenho. Eu dediquei meu diploma pra ela por tudo isso, mesmo ela não vindo. Não é só meu, é dela também. Desde então, eu perdi muito da alegria que eu sentia ao falar com ela, ao pensar nela... E só eu sei o quanto isso me dói.

Sempre tive pra mim que mãe é divindade. Saca que, quando a gente é criança, a gente tem nossos pais como super-heróis? Hoje eu entendo uma conversa que tive com a Fá, sobre quando essa imagem caiu pra ela, porque essa imagem caiu pra mim não faz muito tempo. E eu me sinto mal por ver as coisas como elas realmente são. Eu tinha um sentimento tão bem dentro de mim e hoje eu sinto uma tristeza muito grande. Eu sei que ela se arrepende de muitas coisas que ela fez, mas como toda boa velha leonina, quem disse que demonstra? Quem disse que pede desculpas? Quem disse que pede ajuda? Velho não muda. Quem tem de mudar somos nós.

Mas o fato dela dizer que ela vai vir passar o mês comigo é fascinante. Sinto muito a falta dela perto de mim. Por mais coisas erradas que ela possa ter feito, por ela ser a grande culpada pela forma como a minha família se despedaçou, ela ainda é minha mãe. E eu amo essa mulher demais. Demais.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

terça-feira, 23 de maio de 2006

23ª Maratona de Porto Alegre

Minha irmã Flávia correu. Nunca me senti tão orgulhosa dela.
Imagina: eu tenho uma irmã fisioterapeuta, que fala comigo pelo Skype, que sabe o que são "fontes" no ambiente p2p (embora ela não tenha a mínima noção do que seja um p2p) e que terminou a maratona mesmo quebrada! Eu amo ela demais.
Sabe quando tu olha pra alguém, e tu vê toda aquela força se esvaindo em lágrimas? Nossa... Me deu uma coisa pro dentro. Foi essa a cena que eu vi quando ela começou a caminhar lá pelo kilômetro 31. Todo aquele esforço de treino, o mês inteiro (e os anteriores) só falando nisso, indo tudo por água abaixo. Eu pensei: "negativo, operante!"
Daí comecei a dar força: "Vamos, guria! Tu sabe que pode! É teu sonho! Não desiste agora!". E, é claro, comecei a chorar. Que dúvida! E estavam as duas malucas chorando, uma dando força pra outra.
Eu achei que nem ia curtir muito esta história de maratona. Mas, agora, foram incluidos ao meu planiejamento estratégico 3 maratonas: uma com a Vivi, uma com a Fá e uma com as duas. Depois disso, eu talvez queira fazer a prova de 90km da África que o Alberto fez.
Maluca, eu? Imagina... ;) São apenas seu olhos...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

CPF com asterisco

Eu tenho um CPF com asterisco. 50% por culpa da minha mãe e 50% por minha culpa. Dela, por não conseguir cumprir o que ela me disse que poderia fazer. Minha, por acreditar que ela ia cumprir o que tinha me dito e não fazer nada para evitar que as conseqüências me atingissem.
Resultado da história: eu não posso fazer nada, nem ter um celular novo, nem assinar meu plano de saúde... Nada.

Que eu fiz pra melhorar essa situação? Nada. Por quê? 50% por culpa da minha mãe e 50% por minha culpa. Dela, por não conseguir cumprir o que ela me disse que poderia fazer. Minha, por acreditar que ela ia cumprir o que tinha me dito e não fazer nada para evitar que as conseqüências me atingissem.
Mas mesmo assim, eu amo a minha mãe. Não me interessam as condições que aconteceram. Me interessam fins e não meios.

Um dia eu aprendo que, pra certas coisas eu tenho de caminhas sobre as minhas próprias pernas, fazer as coisas do meu jeito e foda-se o mundo.

Somebody could, nicely, kick my ass please?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Enquete da Pró-Atividade

Você mora com alguém que gastou R$230 (+ R$15 de remédio) no hospital por causa de dor nas costas. O cara com dor nas costas pede para entregar, pela manhã, no apartamento da zeladora, uma bombona de 20l de água. Você chega em casa antes do cara e a zeladora te empurra a bombona. Chegando em casa, com a bombona, o que você faz?
a) Deixa a bombona na sala e vai ver tv. O cara com dor nas costas que se vire.
b) Coloca a bombona no lugar, mas esquece de limpá-la.
c) Deixa na sala, mas quando vê o cara com dor nas costas levantando a bombona se oferece para ajudar.
d) Deixa na sala, mas quando vê o cara com dor nas costas levantando a bombona fica olhando com cara de "ahn?", mas não levanta do sofá para ajudar.
e) Deixa na sala, mas quando vê o cara com dor nas costas levantando a bombona fica olhando com cara de "ahn?" e fica esperando o cara te pedir ajuda
f) Deixa na sala, mas quando vê o cara com dor nas costas levantando a bombona fica olhando com cara de "ahn?", mas não levanta do sofá para ajudar e ainda reclama que tudo é na suas costas já que o cara não pediu ajuda, que ninguém te ajuda, mi mi mi có có có.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Tia Chica

Essa é a banda do meu primo Ale e ele é o baterista.
E não é que a banda é boa? Só não curti taaaaaaaaaanto a voz do vocalista. Meio Acústicos e Valvulados, saca?
E lá vamos nós, de Caxias até Canela numa van. 11 pessoinhas vão (5 da banda e 6 acompanhantes) ver a Tia tocar.
Os guris entraram num festival de bandas novas da Pop Rock, a última de 5 bandas. Então, vamos às críticas às outras.

1) Válvula de Escape.
Banda boa, apesar de parecer com CPM, com uma música MUITO boa, Luta da Vida. Gente nova e com talento. Quando crescerem mais, tomara que continuem assim. Poderia fazer mais comentários a cerca da banda, mas vamos deixar prá lá if you know what I mean. Podemos colocar assim, em uma piada interna de Millu e Lu: pero que si, pero que no, pero...

2) Banda que eu não lembro o nome 1.
Banda podrona. Tipo, gurizinhos que só tem uma música própria e estão lá por diversão (isso é legal), mas o micão que passaram (isso não é legal). Mas esses pareciam saber o que é o movimento punk (não em detalhes, claro. Mas isso a gente perdoa. Não se fazem mais punks como antigamente, mas isso a gente deixa pra outro post)

3) RS 115
Rockão meeeesmo. Segunda música igual à primeira. Terceira música igual à segunda (igual à primeira por transitividade) and so far on. O vocalista não tinha expressão nenhuma e cantava mal pra caralho. Musicalmente, a banda é incrível. Vocalistamente... ai coitados. Tá certo que rock roots é rock roots, mas ter um vocalista que compõe sempre a mesma melodia é foda.

4) Banda que eu não lembro o nome 2.
Se isso foi um show de uma banda em festival, eu sou um mico de circo bem ensinadinho. QUE MERDA É AQUELA?!?!?! Quem são eles? Quem eles pensam que são? (quotando Engenheiros) O "vocalista" estava com uma camiseta do Ramones. A "banda" tocou um cover do Ramones e o piá não sabia cantar. Vai ver ele não sabe ler e colocou a camiseta por engano. Que tipo de pessoa coloca uma camiseta de banda, vira vocalista (sim, vira. Pera que eu já conto) de uma "banda" e não sabe cantar o cover da banda que está vestido? Pelamordideus. Vai ser infeliz assim... nem no inferno. Coitado do diabo.
Viu como não se fazem mais punks como antigamente? Vai ver esse aí nem sabe que punks são católicos...

5) Tia Chica
A banda do meu primo ^^. E a banda vencedora. \o/
Nunca tinha ouvido. (que prima que eu sou, não?) Mas eu gostei. (me redimi e até ganhei cedezinho promo! :)
Que legal! Agora eles tão na final e eu vou pra Cacias findi que vem-vem...