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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Incompetência

Durante o final de semana, desisti de uma aula online que fazia porque seria o segundo exercício que iria entregar sem estar completo.
Anteontem fiquei de mal jeito no sofá e estou com dor nas costas desde então. Nem espirrar direito eu consigo.
Hoje, esqueci que tinha publicação e não acordei no horário para tal.
Agora, não consegui editar o vídeo do jeito que queria.

Às vezes eu queria dar um tempo. Mas não tempo tipo férias ou "vou sair desse emprego pra me encontrar". Eu queria que tudo parasse para que eu pudesse dar um tempo. Quase que literalmente. Olhar as coisas de fora do contexto como fotografia de gente que a gente não conhece. Tudo pra tentar entender onde é que eu troquei as bolas pra que tudo terminasse assim. Não é como se estivesse ruim, mas, eu olho pra algumas pessoas e penso "podia estar melhor, hein?". Eu poderia ter feito melhor.
Ou diferente.

Aí eu choro escondida porque reasons. Não sei por que diabos eu tenho essa coisa idiota de chorar escondida por conta das minhas falhas. Todo mundo falha um dia na vida e eu estou dentro daquela categoria que se cobra mais do que devia porque reasons. Mas parece que minha cabeça sabe disso e não meu coração.

E assim terminou o carnaval: com uma sucessão de desistências, incompetências e burrices.
Feels like monday, but it's just thursday.
E falta um mês para 31.
Deal with it.

sexta-feira, 18 de março de 2011

I am the birthday girl

Chega um ponto na vida do cidadão que ele tem de crescer. Ver que não adianta bater em ponta de faca se existem outras opções ao seu redor e é você que não quer ver.
Acho que passei o ano passado assim, tentando fazer com que o tempo voltasse, tentando fazer com que tudo voltasse ao ponto de onde eu saí mesmo sabendo que isso não pretende acontecer. Perdi um ano da vida.
Trocou o ano e eu decidi que não podia mais pensar assim. Não podia mais viver assim. Assim como ano, eu troquei de emprego e troquei de mentalidade. Março chegou e eu me vi animada. Foi esquisito. Estar perto dos trinta coloca godzilhões algumas pressões no cidadão, mas o negócio é stay loose e relembrar ensinamentos de mamãe: tudo tem sua hora.
Mesmo estando longe dos meus mais queridos, comprei o melhor bolo do universo* e vou comemorar hoje no encontro da ACERVA, com os meus novos queridos.

Meu nome tá errado, mas eu sei que foi de coração!
Estou orgulhosa dos meus vinte e nove (aiiii....) anos.
And I hope to get it right the next about to come.

* Massa chiffon branca e preta (chocolate), brigadeiro mole branco e preto, morangos e fondue de chocolate branco.


PS. Não. Não vou plantar 29 velas no bolo. Way too much humiliating. E eu ainda sou asmática! Mais humilhação é ter de pedir ajuda porque eu não consigo apagar todas as velas.
PPS. Mas não deixei de comprar pratinhos da Hello Kitty!

Somethings never change.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pode me chamar de brega.

Mas Luis Miguel é o máximo. O homem canta poesias porque parece que ele não compõe.
Se fosse em português, dariam ótimas canções sertanejas. Mas são boleros. Y son en español.
E não há nada mais romântico que bolero.
Quem nunca dançou um, que dance. Tomara que se apaixone como eu.
E fora que me lembra minha família... Todo mundo na cozinha cantando Luis Miguel a milhão... Que saudade. :)

Just so you know: eu não estou apaixonada.
Eu só percebi que voltei ao meu estado normal. Endlich. :)
Olá, eu! Estive te procurando há algum tempo.

Fica aqui uma sugestã de música para seu final de semana: o disco Perfil do Luis Miguel.

terça-feira, 25 de março de 2008

Michelle Branch chuta muitas bundas

You stole my heart and I’ll get it back.
But look me in the eye: tell me why you gonna love me like that?
I’ve walked this world five times or more,
and after all this walking you still got me crawlin’ on the floor...
And I know this world keeps on turning, keeps me yearning...

I thought you’d listen but I’m shattered like broken glass, I thought we would be different.
I thought that we would last.
And I know this world keeps on spinning every minute that you’re in it.

I was your gypsy throwing diamonds at your feet, drifted ‘round you like a satellite, gave you everything you need...

How can you turn and walk away pretending everything’s okay?
How can you turn your back?
Tell me: why ya gonna love me like that?

Love me or leave me, but don’t lead me on.
With loving like yours believe me I’m better off. I’m better off alone.

Love Me Like That

Eu amo essa mulher porque ela escreve exatamente o que eu sinto.
Clá, tu tinha de conhecer Michelle Branch naquela época.

domingo, 9 de março de 2008

Maré de Mudanças

Sabe quando tu pára e passa o filminho na sua cabeça? É exatamente assim que eu estou.
Esse final de semana foi pra aprontar a mudança. Ensaquei as roupas, encaixotei as coisas.
Tudo ali tem seu valor. As que não tem mais, são passadas adiante. Tirei 4 sacolas grandes de lixo e 2 sacos de 50 litros de roupas que não uso mais. Espero que essas roupas façam alguém feliz como elas já me fizeram.

E eu sei que agora vem tempos bastante difíceis pela frente. Eu ainda sinto falta do Alex. Sinto falta da minha irmã, meu sobrinho e minha mãe. Agora mais que nunca. Já sinto falta das meninas, principalmente da Clá pela grande unicidade de sentimentos e pensamentos que temos, da bagunça diária, da gritaria, das confusões sobre limpeza da casa e horário de banho pela manhã e das conversas. Ah... As conversas. Uma boa conversa com uma boa amiga é sempre um porto seguro para toda mulher. E ali eu tinha quatro boas amigas. Em qualquer horário. Em qualquer situação. Morar na Mansão foi, certamente, a melhor escolha que fiz em 26 anos. Obrigada, meninas, pela grande oportunidade de conhecê-las. Tenho o imenso prazer de chamar vocês de ermãs. Vocês também merecem um lugar na Cidade dos Anjos porque vocês fazem parte de um pedaço do meu coração.

Apesar de todas essas faltas, sinto que serão bons tempos. Vejo tudo com uma serenidade única e isso, às vezes, me assusta. O sentimento de falta está ali, mas ele não me machuca. E eu estou ali: tranqüila. E realmente concordo que essa peculiar mudança veio pra um grande bem. Colocar a casa em ordem, sacodir a poeira, contabilizar as baixas, os feridos e tratar de tocar ainda mais pra frente. E, claro, tirar disso sempre uma grande e boa lição (talvez a principal coisa que aprendi com os anos de convivência com a minha mãe). Acho que a que eu tirei dessa maré de mudanças é: seja sempre honesto, ouça seu coração, não desvie dos seu objetivos (mesmo que eles sejam revistos ao longo do caminho) e tente usar sempre as palavras corretas.

Ele não vai ler isso, mas Paulo: muito, mas muito obrigada pelos conselhos que tu (e eles) me deste ontem. Só eu sei o quanto eles foram importantes.

Acho que hoje tenho condições de dizer que entrei pra idade adulta e meu quarto parece uma trincheira da primeira guerra mundial.

terça-feira, 4 de março de 2008

Não ia contar, mas já que eu abri a boca...

Eu comentei com a  que eu ia me dar um presente de aniversário.
Ela me perguntou o que era e eu não contei. Mas eu e minha boca grande contamos pra outras pessoas.
Então achei justo contar para meus amigos. :)

Vou pra Buenos Aires!  .o/

sábado, 1 de março de 2008

Formatura da Melissa

Tenho sentido tanta coisa nesses dois últimos dias que nem sei por onde comećar. A sexta comećou com um we're in a break e seguiu com meu primeiro nervous breakdown no trabalho. Entrei em pânico com a aplicaćão cheia de erro no servidor de homologaćão, era um buzinando de um lado, outro buzinando do outro lado e eu sucumbi. Fui pro banheiro, deitei no chão e comecei a chorar compulsivamente. Saí do banheiro tremendo. E fiquei tremendo até chegar em casa e dormir. Vi Juno, chorei mais um pouco, me arrumei e fui pra formatura.

Pequena Melissa ganhou o prêmio Assespro de melhor TC! Essa guria vai longe.
Tava que era uma princesa com seu vestido verde.

E eu lá. Com apenas um único pensamento na cabeća.
Bunitão diz que eu não tenho de esperar.
Ele já não me chama mais pelo apelido, tão pouco aparece.
I guess Bunitão is right.

Mestrado, aqui vou eu (eu acho).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

P.S.: I Love You

Dear Holly,

I don't have much time. I don't mean literally, I mean you're out buying ice cream and you'll be home soon.
But I have the feeling this is the last letter because there's only one thing left to tell you. And it isn't to go down memory lane or make you buy a lamp but you can take care of yourself without any help of me.
It's to tell you how much you move me, how you changed me.
You make me a man by loving me, Holly. And for that I am eternally grateful. Literally.
If you can promise anything, promise me that whenever you're sad or unsure or you'll lose complete faith that you'll try to see yourself through my eyes.
Thank you for the honor for being my wife. I'm a man with no regrets. How lucky am I?
You made my life, Holly. And I'm just one chapter in yours.
There'll be more.
I promise.
So here it comes, the big one: don't be afraid to fall in love again.
Watch out for that signal. On my vision you know it ends.

P.S.: I will always love you


Adocem suas vidas. Deixem de lado o egoísmo, a falta do que fazer, o pré conceito, o muito pensar e o pouco agir.
Se eu pudesse fazer com que todos obedecessem um único conselho seria esse: adocem suas vidas.

Eu sou do tipo de pessoa que acredita que é impossível ser feliz sozinho. Eu acredito que todo mundo tem um chinelo velho, a tampa da sua panela, sua metade da laranja. E eu acho que todos devemos sair à procura dessa parte. Ninguém é completo por si. Eu acredito que vale a pena lutar por algo que se quer. Às vezes, eu me pergunto se será que realmente vale a pena. Talvez nunca saiba essa resposta. Uma coisa que sei é que vou continuar lutando. A angústia de não saber se agora é pra valer me mata, mas não vai me fazer desistir. É uma busca que nunca termina. Mesmo depois de casado. Tente sempre redescobrir o outro de novo. Acho que é essa a tal da felicidade: nunca se sentir entediado com a pessoa que está ao teu lado. É como ser pirata: sempre há um tesouro novo pra achar e, pra isso, navega-se sempre o mesmo mar. Eu sou movida a sentimento. Pode doer, pode não doer, dá nervoso, às vezes parece que estou perdendo tempo. Se vivo é porque sinto. Se sinto é porque existo. Alguns esperam e sabem quem é a pessoa certa. Nem sabem explicar como isso acontece. E jogam todas suas fichas. Invejo-as, mesmo quando o investimento não dá certo.

Não consigo conceber a idéia de chegar em casa e não ter com quem compartilhar a história engraçada que aconteceu no trabalho ou a irritação por ter perdido o ônibus pela manhã. Isso é o que mais gosto, o companheirismo, o gostar de estar junto, o agradar fazendo uma coisa diminuta e ter prazer com isso. Pode-se ter um amigo, um cachorro ou até mesmo um peixe. Mas não é a mesma coisa que um abraço bem apertado, um sorriso apaixonado e sincero ou um "tudo vai dar certo" sussurrado no ouvido. Nada é melhor que essa sensação. Deixa o sentimento acontecer! Grite, se necessário. Não mantenha ele preso. Todo mundo se quebra. Se reconstrói apenas quem não tem medo de recomeçar ou quem lembra que a busca é interminável. Tudo novo de novo. Você não é o único e essa não vai ser a última vez. Talvez seja. Problemas acontecem, sempre vão acontecer. Cansa? Às vezes. Dá vontade de jogar tudo pro alto? Dá. Mas adoce sua vida. Resolva tudo. Pelo menos tente. Cuide do que cativa. Seja romântico. Azar que dem acha que é brega. Preste atenção. Anote num caderninho se tem medo de esquecer. Dê espaço ao outro na sua vida. Confie. Quando ouvir uma música bonita, lembre de quem se gosta. Melhor perder alguém por tentar demais do que o contrário. O olhar pra trás e ver que tudo valeu a pena está nos detalhes. Encher o peito de ar e sentir que, se tivesse que acontecer de novo, seria exatamente da mesma maneira porque se viveu tudo intensamente e de braços e coração abertos é que faz a diferença.

Se algum dia na minha pequena vida, eu fizer alguém sentir exatamente aquilo que diz a carta acima, eu sei que vai ser pra sempre porque é o que eu quero sentir. É exatamente essa reciprocidade isso que busco. Não sei se vou achar. Mas, com certeza, vou fazer com que valha a pena.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Festa Anos 80 do Opinião

Incrível como essa festa é sempre boa. Põe nominho na comunidade do Orkut pra entrar de grátis, R$1,00 um kilo que alimento não-perecível e vai ser feliz ouvindo e dançando as músicas da melhor época da sua vida. Essa festinha foi mais legal porque a turma do Tubino estava lá: Homero (muidinho pós-cirurgia e voltando a beber cerveja), Dani e Ale, Yuri e Kadu, Carlos, Nilton e a Caióu :). Mais tarde apareceram a Bruna e o Alexandre. Achei que o João também fosse. Já que estávamos todos lá, decidimos fazer da festa o ponto de encontro da turma do Tubino.

Ali eu me dei conta quantas coisas eu faço e quantas eu deixo de fazer por estar gerenciando muito mal meu tempo. Eu amo dançar e fazer festa. E sinto muito a falta disso. Eu sempre invento muita coisa pra fazer. Nessas, eu decidi não fazer o vestibular. Gastei cem pilas pra inscrição. Azar. Eu só aprendo colocando dinheiro fora. Pilhei a Caióu pra ir junto, a Dani me ligou dizendo pra eu ir. Hora de me organizar. E isso não é só arriação nas Irmãs SG. Depois do mestrado, eu certamente vou ter tempo de fazer todas as coisas que sempre quis: outras faculdades, meus cursos de moda, viagens para locais desconhecidos... Time to get focus.

Saí do trabalho direto e me fui pra festinha. Nem banho tomei, nem perfume botei. Fui como deus me tinha naquela hora e, logicamente, com o pior sutiã que tinha.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Playlist

Open the windows, pull on the brake chords
Open the flood gates, pull up the shades
Turn on your engines with all the vengeance
‘Cause I got something I’d like to say
I’ve only got a buck in my pocket
But it feels like I own the world

Circle the wagons, seduce the dragons
Tell all the customers they can wait
There’s somethin’ oozin’ through my delusion
Here’s the conclusion I reached today:
I’ve only got a buck in my pocket
But it feels like I own the world...

So warn all the tall clouds, tell ‘em to watch out
They’re gonna blow like autumn’s today
Here lies the vestige, some writer’s message
Who kindly asked if I could relay:
I’ve only got a buck in my pocket
But it feels like I own the world...

Push Your Luck
Kevin Johansen

Essa era uma delas.
Se tu quiseres, tu baixas...

ps. Obrigada, baiano.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Subvertendo The Wreckers

Maybe you were much too selfish, but baby you're still on my mind.
Now I'm grown and all alone and wishing I was with you tonight.
Can you guarantee things are sweeter in Tennessee?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Alea jacta est

Minha bolsa aqui no CPD termina em dezembro. Então, desde setembro, estou largando currículos pra achar algo que existe por aí chamado emprego. No meio dessa confusão, passei pra terceira fase da seleção do programa de trainee da Gerdau e algumas outras ofertas apareceram. Sabe aquela história que, quanto mais tu procura, menos tu acha. Mas quando tu acha algo, todas as outras coisas resolvem te encontrar?

Uma empresa meio que gostou de mim e me fez uma proposta apostando em conhecimentos que eu tenho, mas que nunca se encontraram. Two shots in a lifetime in a row... Olhando para o que tenho aqui no CPD, tem suas vantagens (monetárias, "estabilidade", experiência em desenvolvimento, possíveis certificações, férias remuneradas, plano de saúde, banco de horas [para o mal ou para o bem]), sua desvantagens (mais carga horária, mais cobrança no trabalho, pagamento de imposto de renda, sem ginástica laboral, sem feirinha por perto), seus alikes (voltar a pé do trabalho, flexibilidade de horário [mas não abusa], entendimento que há um mestrado a ser cumprido) e suas surpresas (novos colegas de trabalho, novas situações, nova área da cidade pra conhecer).

Dentro de tudo isso, eu pensei. Conversei com algumas pessoas. Umas me deram alguns conselhos que eu não acredito, outros que acredito e alguns que eu não conhecia. Pensei em todas as coisas que já aconteceram comigo, e fiquei brava com muitas decisões que já tomei. Fiquei brava por ter medo durante a faculdade de arriscar em um estágio "mais difícil", por trabalhar sempre em áreas que não possuem nenhuma ligação entre elas, por sempre dar azar de ter uma coisa legal na mão e não conseguir produzir com ela. No fim, meu currículo é uma grande colcha de retalhos. Mostra flexibilidade, mas sem experiência sólida em algo. Me pergunto o que diabos eu faço com a minha carreira agora. Em Porto Alegre, morei em 12 apartamentos diferentes. O que mais durou foi o que menos senti que aquilo era minha casa. A única coisa que sinto é que preciso ficar estável. Já sei como é ser nômade e me sinto cansada disso. Tá na hora de saber como é o outro lado. Não sei como é estar em um lugar e crescer ali, tanto pessoal quanto profissionalmente. E agora é a hora.

Por tudo isso, decidi aceitar a proposta que me fizeram. Não é a melhor do mundo, mas como diz a Aisha, faz bem pro ego.

domingo, 7 de outubro de 2007

Pra ler ouvindo Wreckers

Ciclos.
Na minha vida, de uma maneira inacreditável, tudo acontece em ciclos. A roda, às vezes, anda um pouquinho pro lado, fazendo com que alguma coisa seja diferente. Mas o cerne, esse nunca muda. Não é o fato do núcleo nunca mudar, e sim as coisas diferentes que me deixam angustiada. É com elas que eu não sei lidar. Eu olho pra trás, vejo a mesma situaćão acontecendo e claramente percebo que a solućão que eu usei da outra vez não se aplica aqui. Simplesmente eu não posso aproveitar nada dela. Talvez deva ter esquecido de pensar que as pessoas mudam quando a roda anda um pouquinho pro lado. Algumas, pelo menos.

"Do you want to run away together?"
I would say it was your best line ever...
Too bad I fell for it...
The Good Kind

Riscos.
Eu já arrisquei. Na verdade, sempre arrisquei. Nunca tive problemas com isso. Sempre achei que a vida era pra ser vivida assim. Hoje eu tenho medo e eu não sei apontar direto o que me fez pra que eu ficasse assim. Sei direitinho a situaćão. (De qualquer forma, não teria como esquecer.) Mas não sei citar culpados. Aliás, não há culpados. Foi apenas uma vontade de não arriscar.
O negócio agora não tem proporćões épicas, mas é o suficiente pra me fazer correr. O fato de "você só se arrepende de coisas que você não faz" que me traz de volta. São muitas coisas pra considerar. Algumas delas eu não sei medir o que elas poderiam fazer comigo. Outras não nem devo saber da existência. Eu não sei dizer o que é certo, o que é justo.
Eu só tenho certeza do que eu não quero que aconteća.

Maybe I was much too selfish but baby you're still on my mind
Now I'm grown and all alone, and wishing I was with you tonight
'Cause I can guarantee: things are sweeter in Tennessee
Tennessee

Sentimentos.
Cada um lida com os seus do jeito que pode, nem é do jeito que sabe. Antes, eu achava que era do jeito que se sabia. Quando guardamos nossos sentimentos em caixinhas, nunca sabemos quando eles vão fugir dali. Porque eles fogem sim. E sempre no momento que você não quer. E daí que vem o verbo poder da primeira frase. Eles fogem e eles mexem contigo. Ah, eles mexem e eles não têm o mínimo de educaćão. Eles vêm, eles mexem, eles te deixam a bagunća e voltam pra suas caixinhas. Criam mais sentimentos que ficam soltos pela gente e lidamos com eles do jeito que podemos. Provavelmente da maneira que tratamos os primeiros.
E apartir de hoje, eu odeio dias cinzas. Odeio.
Only crazy people fall in love with me
They come from all over to be with me
Bank robbers, and killers, drunks, and drug dealers
Only crazy people fall in love with me
Crazy People

Tempo.
Às vezes eu sinto que nunca tô no tempo certo. Tô sempre atrasada.
Porque, quando eu chego, a porcaria já tá pra lá de feita.

I've been wrong but I've been changing
I've been wondering what to do
Here I am alone and waiting
For you
Hard to Love You

Crenćas.
Eu acredito em tudo dito hoje. Eu realmente acredito. Teria sido de um jeito nada agradável pra que tudo que eu penso agora não fosse realmente verdade. Eu ainda não perdi essa inocência de acreditar nas pessoas quando elas olham nos meus olhos pra dizer algo. Apesar de tudo, eu não fiquei triste. Eu só tô confusa. Muito confusa. Chorar faz parte. Nem tudo é fácil de ouvir.
Mesmo ciclo, mesmo risco, outros sentimentos, outro tempo. E mais uma temporada de colocar as crenćas à prova de fogo. Eu fico pensando quando isso vai terminar.

'Cause someday maybe somebody will love me like I need
And someday I won't have to prove
'Cause somebody will see all my worth
But until then
I'll do just fine on my own
With my cigarettes and this old dirt road
Cigarretes

And God bless The Wreckers.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sim, eu tô no modo bleh.

There's a will, there's a way.
Sometimes words just can't explain...
This is real and I'm afraid.
I guess this time there's just no hiding, fighting...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Nova geração NDI

Nasceu Sofia: o primeiro NDI-baby.

Assim começa mais uma geração. É uma coisa que passei o final de semana pensando: como meus pais deram e fizeram errado e que vontade de fazer tudo certinho. Que vontade de dar pros meus filhos tudo aquilo que eu não tive e que boa parte dos meus amigos têm. Juro que nunca achei que chegaria o dia que eu diria isso. Demorou a cair a ficha que eu sou apenas filha deles e não uma mera cópia. Cheguei até aqui por esforço. Não usei, não enganei e nem roubei ninguém. Durante muito tempo, tive apoio da minha mãe. Foi indispensável. Só hoje eu entendo quando minhas irmãs me dizem que a única família que temos somos nós três. Até entender isso, passei muito tempo me sentindo completamente sozinha e largada no mundo. Cresci com esse sentimento triste. Não sei como consegui ser tão feliz. Eu realmente tirei leite de pedra.

É duro dizer e aceitar que seus pais não fizeram diferença alguma no seu crescimento pessoal. Meu primeiro sentimento de abandono foi quando meu pai desistiu da gente lá pelos meus 5 anos. Eu era pequena, não tinha como entender. A ficha foi caindo aos poucos. O segundo foi quando minha mãe me deixou sem eira nem beira pra ir pra São Paulo. Eu tinha 20 anos e tinha recém entrado na faculdade. Eu queria curtir, mas tive de crescer muito rápido. Afinal, quem ia me sustentar?! Tive de aprender a duras penas a ser alguém correto, de caráter, honesto (ao contrário da minha mãe), trabalhador (ao contrário do meu pai). Eu não tive alguém pra me mostrar onde é que se acha isso. Eu estava lá e todas as escolhas na minha frente. Ninguém pode apontar pra mim e me dizer que eu não sei o que é discernimento. Eu sei sim. Sei muito bem. Diz minha psicóloga que eu me criei muito bem. Agora que vejo a minha vida de um novo ângulo, percebo que realmente me dei muito bem mesmo. Conquistei e mantenho meus amigos por ser quem sou e, aos poucos, conquisto meu espacinho no mercado de trabalho e no mundo acadêmico. Fiz muitas escolhas sozinha sem ter a mínima idéia de onde iam me levar, outras eu fiz tendo algum tipo de objetivo. Fiz escolhas importantes sozinha, sem nenhum tipo de suporte. Era eu e Deus. Tive muito a ajuda de muita gente legal, principalmente das pessoas que, hoje, eu chamo de Conselho. Eu sempre dei muita sorte de conhecer pessoas boas e de confiança. Também sempre dei sorte que, na hora do pega pra capar, uma dessas pessoas estava do meu lado.

A única pessoa que eu conheça que tem um problema tão grave com pai e mãe que eu conheço é a Bruna, mas é em outra linha. Talvez seja uma pessoa que, de alguma forma, me entenda.

Desejo aqui muita luz, muita felicidade, muita força, muita paciência e consciência pro Hackbarth, pra Hackbartha e pra Hackbarthinha. Não deixem escapar por entre os dedos esse sentimento tão bonito que vocês construiram com tanto amor que eu invejo boamente tanto.

domingo, 27 de maio de 2007

Certo ou errado?

Quem não sai na chuva não aprende a se molhar! E não tá com nada!
Ooooooooou-oooooooou! Não tá com nada! :P

Não sei por que diabos lembrei dessa música horrível, mas eu lembrei.

Anyway... Meu humor atual é deixa-a-vida-me-levar. Um dia me disseram que, na vida, existem dois botões: o de pânico e o de foda-se. Acho que acabo de inventar uma nova modalidade, que seria apertar pela metade cada um dos dois botões previamente inventados. Eu não sinto vontade de fechar a mão e socá-la no botão de foda-se, mas também não tenho motivos suficientes pra entrar em pânico. Tudo que eu posso controlar está razoavelmente sob controle ou está entrando sob controle, o que eu não posso controlar está correndo inacreditavelmente bem. Os assuntos que me preocupam são dignos de puxarem minha atenção e de serem cuidados. Não sei crescer é pra ser assim, mas eu tô me curtindo bastante, como diria o Vitório.

sábado, 19 de maio de 2007

Dia bom, dia ruim

Ele não existe. Tenho certeza que é uma alucinação. Ninguém pode ser tão legal assim em tão pouco tempo. Talvez eu não esteja acostumada a receber os sentimentos que eu passo, ou, pelo menos, tento passar. Eu não sou uma pessoa de sorte, mas a hora que a Dona Sorte resolve visitar... É faca na bota. Tudo que eu precisava era alguém pra me abraçar e perguntar se estava tudo bem, mesmo não estando. E ele estava lá. Será que agora tu entendes por que eu disse que tu não existes? Dia bom.

Ela se foi e comigo ficaram as dúvidas. Sempre tenho a sensação de estar fazendo tudo errado e cada vez isso me afasta. Me sinto uma imbecil quando não percebo os sentimentos das pessoas que eu mais me importo. Eu digo pro Thiago parar de levar o mundo nas costas, mas parece que eu ainda não parei de fazer isso. Já chorei, já reclamei, já conversei, mas nada disso tira o peso de não ter percebido nada, de não ter perguntado, de não ter feito nada. Ela diz que a culpa é dela (ela me cobra demais), eu acho que a culpa é minha (eu me cobro demais). Dia ruim.

assumo os pecados,
e os ventos do norte não movem moinhos.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Concordo com o Digo quando a palavra é organização

Tchê...

Nunca
fui assim. Sempre tive tudo dentro dos conformes. Tá certo que eu me exigia demais, demais, demais. Por vezes, acima da minha capacidade intelectual. Sempre tinha de saber tudo, ter noção de tudo. Mas do jeito que está agora, está impraticável. Tudo meio que pela metade. Tá certo que eu tenho me sentido assim e eu sei que isso se reflete nas minhas coisas, no meu quarto, nos meus compromissos. O grande problema é que eu não sei por onde começar o trabalho. Acabei de fazer uma lista. Vamos ver se dessa vez cola.

Me sinto muito diferente. E convenhamos que agora não é hora pra isso. Malditas mudanças que aparecem quando a gente menos precisa delas.