segunda-feira, 5 de março de 2007

Lá vem o ano letivo...

... e com ele as aulas, as preocupações, o despertador, as tarefas, os artigos, o TI. Eu ainda continuo achando que fazer o mestrado agora é uma má idéia, que eu ainda vou acabar minha vida sendo professora universitária, que eu estou levando algumas coisas muito a sério, outras nem tanto; que eu deveria ser mais responsável, que eu devia procurar com muito mais vontade um emprego novo, que eu deveria ser mais atenta à minha carreira, que eu deveria estudar mais... Mais mais mais. To Do List sempre em contínuo crescimento.

Eu ainda tenho dúvidas sobre o raio da profissão que eu escolhi. Sim, eu sei que isso é um péssimo horário pra dizer isso, mas é o que está pegando. Sabe quando tu simplesmente não consegue juntar as coisas? E eu faço um mestrado de uma coisa e trabalhando com outra. Isso me deixa indignada. Estou num ponto da vida no qual eu deveria ter muito mais certezas que dúvidas e, sinceramente, não vejo muita resposta. E ainda mais: tem tanta gente que faz isso e é feliz, por que essa droga de sensação não chega nesse corpo?

E, pra variar, essa sensação maldita de pisar em ovos está se instaurando em locais onde não deve. Sabe quando tu deseja tanto algo e, de repente, tu olha pra aquilo e diz: "Ok... E daí?!". Em seguida desse pensamento, vem o óbvio: "Se não era tudo isso, pra que então continuar?". Claramente, chega-se a conclusão: "......". Concordo com o Marlon quando a gente, às vezes, deveria ter uma bolinha de cristal. Eu ficaria feliz com algumas respostas binárias positivas agora. Um simples "sim, você vai conseguir" já me traria muita paz de espírito.

Moral da história: quando se está sem norte, não tome decisões precipitadas.
Importante da história: o fim está próximo. Tem até hora marcada. Literalmente.
Long shot: last.fm, aqui vou eu.

domingo, 4 de março de 2007

Saudades do François

Ele não era muito de falar, não era muito de interagir com a gente, não era muito de dar explicação onde ia; apesar de ser um dos caras mais educados e prestativos que já conheci. Ele sempre estava ali: pronto pra rir da gente, dançar a música que estava tocando, cozinhar pra gente coisas francesas gostosas, roubar 99% da banda ou sniffar a rede para ler nossos pacotes. Sempre aceitando nossas idéias doidas, incluindo a de usar orelhas na OpenHouse NDI.
Agora ele foi embora. Ele certamente estava triste, assim como a gente. Nos deixou um recadinho. Chorei quando ouvi a Bruna leu o recado pra mim. Eu sempre acho que sou uma péssima amiga, pois não me despedi dele. Certamente choraria bastante. Odeio despedidas. Ele é um guri bonzinho, que merece tudo de bom, muito sucesso, muita felicidade e uma mulher que o trate e goste dele como a gente sabe que ele merece. Acho que ele teve um choque cultural ao vir pro Brasil, principalmente ao morar com quatro mulheres malucas. Mas vai ser um tempo que ele vai levar com muito carinho pra onde ele for. Tenho certeza que ficaremos sempre na memória desse francês safado sniffador de redes.
Ele vai ter muita história pra contar, vai poder se gabar que morou com quatro mulheres lindas, que cozinhou pra elas, que teve as quatro cozinhando pra ele. Vai mostrar os vídeos que ele fez, incluindo o que ele dança enlouquecidamente pela sala e quase derruba o cabideiro de bolsas da Bru.
Em Porto Alegre, temos, agora, o mousse do François, os crepes do François, os lencinhos de tirar cravos do François, as coisas que o François deixou, saudades do François...


Os pra-sempre moradores da Mansão das Computólogas

quinta-feira, 1 de março de 2007

Saudade do silêncio

Todo dia, lá pelas 17h eu me sinto um lixo. Pra lá de cansada.
A boa notícia é que eu descobri o porquê disso: barulho.

Aqui na ASL é barulho o dia inteiro: telefone que toca, Cris berrando meu nome, Ivanete gritando meu nome, telefone tocando, pessoas que visitam a ASL e ficam aí de bobeira conversando qualquer assunto comigo e tirando minha atenção, pessoas que vêm pra ASL e ficam conversando entre elas, mais telefone tocando, ritmo acelerado, todo list crescendo (às vezes ela diminui, mas sempre volta a crescer)...

ARGH!

Eu gosto de trabalhar no silêncio! Sinto muita falta disso. Agora só tem o maldito ar condicionado fazendo barulho. Mas o fato de não ter telefone tocando, gente falando, tão pouco gritando meu nome... :) É calmante.