terça-feira, 19 de junho de 2007

Vê se aprende, Jonas Greb

É assim que se motiva torcedor:

Desarme seu espírito e chegue cedo ao Olímpico

Torcedor gremista:
Para o Grêmio chegar ao título da Copa Libertadores da América, na próxima quarta-feira, precisará fazer pelo menos quatro gols no Boca Juniors, ou três para levar a decisão para o tempo extra e penalidades.
Para isso acontecer, é necessário jogar bola.
Fazer a bola andar.
E todos nós sabemos que isso fica mais fácil com o apoio incondicional do torcedor nas arquibancadas.
Com a torcida ajudando, cresce a confiança de cada jogador.
E time confiante dentro de campo, as coisas fluem com maior facilidade.
O adversário sente a força da torcida e esmorece.

Torcedor gremista:
Faça sua parte.
Empurre o time no grito.
Faça sua festa.
Não caia em provocações.
Não haja com violência.
A vingança deve vir dentro de campo.
A vingança deve vir na bola.
Nas arquibancadas, mostre sua força.
O revide é no grito.
Mostre que a mística da Bombonera não passa de lenda e que torcida que ganha jogo é a nossa.
Chegue cedo ao Olímpico e acesse o estádio com tranqüilidade.
Desarme seu espírito.
Venha ao Olímpico com o único intuito de empurrar o time.
No final, todos saem ganhando.
Inclusive você.

Dá-lhe Grêmio!

Recebido no Antena Tricolor de hoje.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

... e no final do INSTALL.txt:

Now follow the flowchart:

                                     Did the build succeed?
                Yes?                                                           No?
CONGRATULATIONS! Get beer.                     Condolences. Get beer.

Nova geração NDI

Nasceu Sofia: o primeiro NDI-baby.

Assim começa mais uma geração. É uma coisa que passei o final de semana pensando: como meus pais deram e fizeram errado e que vontade de fazer tudo certinho. Que vontade de dar pros meus filhos tudo aquilo que eu não tive e que boa parte dos meus amigos têm. Juro que nunca achei que chegaria o dia que eu diria isso. Demorou a cair a ficha que eu sou apenas filha deles e não uma mera cópia. Cheguei até aqui por esforço. Não usei, não enganei e nem roubei ninguém. Durante muito tempo, tive apoio da minha mãe. Foi indispensável. Só hoje eu entendo quando minhas irmãs me dizem que a única família que temos somos nós três. Até entender isso, passei muito tempo me sentindo completamente sozinha e largada no mundo. Cresci com esse sentimento triste. Não sei como consegui ser tão feliz. Eu realmente tirei leite de pedra.

É duro dizer e aceitar que seus pais não fizeram diferença alguma no seu crescimento pessoal. Meu primeiro sentimento de abandono foi quando meu pai desistiu da gente lá pelos meus 5 anos. Eu era pequena, não tinha como entender. A ficha foi caindo aos poucos. O segundo foi quando minha mãe me deixou sem eira nem beira pra ir pra São Paulo. Eu tinha 20 anos e tinha recém entrado na faculdade. Eu queria curtir, mas tive de crescer muito rápido. Afinal, quem ia me sustentar?! Tive de aprender a duras penas a ser alguém correto, de caráter, honesto (ao contrário da minha mãe), trabalhador (ao contrário do meu pai). Eu não tive alguém pra me mostrar onde é que se acha isso. Eu estava lá e todas as escolhas na minha frente. Ninguém pode apontar pra mim e me dizer que eu não sei o que é discernimento. Eu sei sim. Sei muito bem. Diz minha psicóloga que eu me criei muito bem. Agora que vejo a minha vida de um novo ângulo, percebo que realmente me dei muito bem mesmo. Conquistei e mantenho meus amigos por ser quem sou e, aos poucos, conquisto meu espacinho no mercado de trabalho e no mundo acadêmico. Fiz muitas escolhas sozinha sem ter a mínima idéia de onde iam me levar, outras eu fiz tendo algum tipo de objetivo. Fiz escolhas importantes sozinha, sem nenhum tipo de suporte. Era eu e Deus. Tive muito a ajuda de muita gente legal, principalmente das pessoas que, hoje, eu chamo de Conselho. Eu sempre dei muita sorte de conhecer pessoas boas e de confiança. Também sempre dei sorte que, na hora do pega pra capar, uma dessas pessoas estava do meu lado.

A única pessoa que eu conheça que tem um problema tão grave com pai e mãe que eu conheço é a Bruna, mas é em outra linha. Talvez seja uma pessoa que, de alguma forma, me entenda.

Desejo aqui muita luz, muita felicidade, muita força, muita paciência e consciência pro Hackbarth, pra Hackbartha e pra Hackbarthinha. Não deixem escapar por entre os dedos esse sentimento tão bonito que vocês construiram com tanto amor que eu invejo boamente tanto.