quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Incompetência

Durante o final de semana, desisti de uma aula online que fazia porque seria o segundo exercício que iria entregar sem estar completo.
Anteontem fiquei de mal jeito no sofá e estou com dor nas costas desde então. Nem espirrar direito eu consigo.
Hoje, esqueci que tinha publicação e não acordei no horário para tal.
Agora, não consegui editar o vídeo do jeito que queria.

Às vezes eu queria dar um tempo. Mas não tempo tipo férias ou "vou sair desse emprego pra me encontrar". Eu queria que tudo parasse para que eu pudesse dar um tempo. Quase que literalmente. Olhar as coisas de fora do contexto como fotografia de gente que a gente não conhece. Tudo pra tentar entender onde é que eu troquei as bolas pra que tudo terminasse assim. Não é como se estivesse ruim, mas, eu olho pra algumas pessoas e penso "podia estar melhor, hein?". Eu poderia ter feito melhor.
Ou diferente.

Aí eu choro escondida porque reasons. Não sei por que diabos eu tenho essa coisa idiota de chorar escondida por conta das minhas falhas. Todo mundo falha um dia na vida e eu estou dentro daquela categoria que se cobra mais do que devia porque reasons. Mas parece que minha cabeça sabe disso e não meu coração.

E assim terminou o carnaval: com uma sucessão de desistências, incompetências e burrices.
Feels like monday, but it's just thursday.
E falta um mês para 31.
Deal with it.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Eloquência

Substantivo

SingularPlural
Femininoeloquênciaeloquências
e.lo.quên.ci:a Ajuda
  1. capacidade de falar e exprimir-se com facilidade; oratória
  2. capacidade de persuadir através da palavra
  3. (Filosofia) arte do bem falar; retórica, facúndia
  4. (Figurado) expressividade
  5. virtude de comunicação

Eu sempre quis ser assim.
Alguém pode arriscar que eu seja eloquente, mas não é verdade. Eu não tenho a capacidade de falar com facilidade. Principalmente em público. Parece tudo muito claro na mente, mas, na hora da sinapse pro estímulo sair do subconsciente - ou sei lá daonde vem -  se transformar em ar, sacodir minhas cordas vocais pra que eu articule o início da ideia, tudo vem embolado. Ou atravessado. Quando vem.

Tenho alguns amigos que já conseguiram idealizar uma situação de conversa incluindo o que a outra pessoa iria dizer. E tudo corria exatamente como planejado.
Eu não.
Eu imagino a situação. Imagino-me lá, bem bonitona falando tudo que me vem na mente. Mas, no pega pra capar, eu sou cagona mesmo. Não tem outra descrição. Falo pela metade ou não falo ainda e, ainda por cima, concordo com a pessoa que está na minha frente. Triste.
Toda vez que eu penso em gravar um vídeo pro The (not so) Daily Superpri, eu fico ali. Olhando pra câmera durante algum tempo. Fico pensando nas pessoas que eu admiro e que fazem excelentes vídeos. 
Como eles  parecem naturais. 
É como se realmente eles estivessem falando comigo. Toda vez que eu me vejo num vídeo, não parece desse jeito. Eu não me sinto à vontade na frente da câmera assim como eu não me sinto à vontade para dizer minha opinião na frente de qualquer um.

Mas tento mudar. Na verdade, me forço. Às vezes, meio que dói. Quero ensinar meus filhos a importância de suas opiniões e que elas devem, sim, serem ditas. Você as defende com as informações que sabe.
E, pra ensinar, é preciso praticar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um Violinista no Telhado

Um final de semana bem específico do ano passado foi aniversário de uma das minhas irmãs e eu fui pra São Paulo. Me deu um cinco minutos e lembrei que a peça estava em São Paulo. Eis que descubro que o final de semana do aniver da Vivi era o último final de semana da peça!
Compra ingresso, convida mãe, irmã e Tobias amiga de irmã e vamos nessa.

Confesso que minha motivação para ir vê-la foi ver o Zé Mayer cantar. Poderia ser bom assim com poderia dar tudo errado. Como a peça estava nas mãos do Möeller e do Botelho, tinha mais coisas boas a esperar do que coisas ruins.
Resolvi não pesquisar nada sobre a peça para deixar a surpresa ainda maior. Eu sabia que a peça tinha como fundo a Rússia czarista na virada do século 19 para o 20 e que tinha como tema costumes judaícos. E só.

E a peça foi linda!
Eu sigo o blog dos meninos e acompanhei a montagem do elenco e da peça através dos posts e dos vídeos postados. Olha... Parabéns para o professor de canto do Zé Mayer.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A culpa é...

Da Intrínseca! E da Iris, claro.

Lembra de toda a ação que teve na Nerdfighteria (e possivelmente na sua timeline por minha culpa) sobre o lançamento dA Culpa É Das Estrelas? De casquinha, a Iris perguntou quem queria receber uns livros da Intrínseca pra perder por aí. Eu aceitei. Meses atrás.

Eu só não sabia que uns livros seriam 15 livros.

O primeiro foi deixado dia seis de agosto no ônibus voltando da academia. Como não poderia faltar, Murphy pegou aquele mesmo ônibus. O que parecia fácil - deixar o livro e sair correndo do ônibus porque ele está sempre vazio - se tornou missão impossível: ônibus encheu de uma hora para a outra, todas as pessoas resolveram descer no mesmo tubo que eu e todas elas resolveram d-e-s-c-e-r  l-e-n-t-a-m-e-n-t-e  d-o  ô-n-i-b-u-s. E eu lá, tentando literalmente fugir de um livro que eu deixei propositalmente ali dentro.

Porque quando você perde algo sem querer, quase nunca ninguém te devolve. (Se devolveu, provavelmente eu que achei.)
Mas quando você perde algo propositalmente, sempre tem uma boa alma pra te devolver o item.
E olha que eu coloquei na capa de todos os livros que supostamente perdi um post-it que dizia "este livro não foi perdido acidentalmente! Abra a capa! :)".

Percebi a movimentação das pessoas de dentro do ônibus, ainda quando estava tentando quase sem sucesso sair de dentro dele. Ouvi as pessoas gritando. Fingi na hora rir não ouvir.

Fica a pergunta: será que a pessoa que ficou com o livro vai lê-lo?

Deixei alguns livros:
No Come-Come
Na academia
No restaurante que eu almoço quase sempre
Na Praça Oswaldo Cruz (VI O MOLEQUE PEGAR E LER O LIVRO!!) 
Na praça de alimentação do Palladium
Num banco do Parque Barigui
Um eu dei pro meu sogro junto com o pôster dos balanços

Ainda tenho livros pra espalhar por aí.

Tomei a liberdade de fazer duas coisas com duas cópias dos livros (resolvi não contar pra Iris nem pra Intrínseca porque eu não queria que me dissessem não. Hahaha.): um deles dei, a princípio, para o meu chefe. A partir dele, a regra desse livro é lê-lo, assinar o verso, tirar e publicar uma foto com a pessoa pra quem você entregou esse livro. Por onde esse livro vai andar? Me pergunto se o livro realmente anda de mão em mão.

Um livro ainda quero mandar para a Alemanha para a minha amiga Carol. Ela perdeu a mãe e o irmão mais velho por conta de câncer. Eu ainda não sei 1) o que é perder alguém muito próximo e 2) perder alguém muito próximo por conta de câncer. Eu não sei o que se passou na cabeça da Carol nos dias difíceis, o que tinha naquele coração durante a aceitação dessa incompletude que nada repreenche. Eu não sei o que vai acontecer comigo o dia que isso acontecer.
Eu não sei o que se passa com ela hoje em relação a isso. Minha mãe diz que até hoje ela sente falta da mãe dela e, por isso, eu sinto falta dessa vó que nunca conheci.

Tudo o que eu quero que a Carol saiba é que existem infinitos maiores que os outros. Que pode (e deve) existir vida dentro de algo tão avassalador. Que o esquecimento um dia chega para todos. Que nem sempre a culpa é da gente ou da sorte ou do azar. Que a gente não escolhe se vamos nos machucar, mas nós temos alguma escolha em quem nos marca e como nos marca.

Talvez ela leia o livro. Talvez ela esqueça que algum dia o teve nas mãos. Talvez ela leia, me odeie para sempre e queime o pobrezinho junto com um papel contendo o meu nome. Talvez ela nunca abra.

Perhaps, perhaps, perhaps.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

The (Not So) Daily Superpri

Ainda vivo.
Tentarei tirar a poeira disso aqui. Toda viez que eu digo isso sempre dá tudo errado. Mas estamos aí pra isso mesmo.

De qualquer forma...

Agora eu posto vídeos inúteis, sem graça e de conteúdo duvidoso em meu canal do iutubi. Tchans.


domingo, 29 de julho de 2012

Caro COB,

Ao assistir a abertura das olimpíadas de Londres, na sexta-feira dia 27/07/2012, me senti na obrigação de juntar as ideias que foram jogadas no twitter e colocá-las aqui para uma futura referência de vossa senhoria. A abertura que antecede as olímpiadas no Brasil foram magníficas e temos a demanda de fazer, no mínimo, melhor.

A lista de músicas tocadas durante o desfile das caravanas confederações pode ser selecionada com maestria e singularidade por @lwoods e @reztirps. Pode confiar. Será inesquecível.

Compus aqui uma tabela para fazermos a comparação do que a abertura de 2012 trouxe de melhor e o que podemos oferecer de atrações tão boas ou melhores:

Atração 2012 2016
Idealização e direção Danny Boyle (música de Underworld) Boninho (música de Michael Sullivan)
Abertura dos Jogos Rainha Elizabeth II Algum personagem da Zorra Total
Hino Kaos Signing Choir for Deaf and Hearing Children Valeska Popozuda
Narração ?! Faustão
Herói utilizado James Bond Capitão Nascimento
Brincadeira com celebridades Raínha Elizabeth II Hebe ou Ana Maria Braga (quem estiver viva)
Composição da música oficial Muse Uma composição única de Frezno, NXZero, Cine, Restart e outros
Narração do desfile dos esportistas ?! Silvio Santos
Humor Rowan Atkinson Didi Mocó (há a discussão se o Dedé deveria participar)
Acendimento da pira Crianças promessa de esporte indicados por esportistas famosos Crianças promessa de chefiamento do tráfico de drogas indicadas pelos traficantes do momento
Fechamento Paul McCartney Roberto Carlos

Pensem com carinho nessas sugestões. Afinal, temos de fazer melhor que 2012. Certamente as obras estarão atrasadas, muito dinheiro será desviado. Então, vamos divertir a todos com a abertura.


Com carinho,
Priscilla Kurtz

domingo, 8 de julho de 2012

Silva x Sonnen II

Que decepção!


Nunca achei que, um dia, fosse gostar de UFC, Vale Tudo, etc. Fiz taekwondo durante um período da minha vida, lutei duas vezes e foi o suficiente pra saber que eu odiava aquilo ali. Saí chorando da primeira luta porque machuquei a menina com quem eu lutei. Nem lembro porque lutei a segunda. Mas, aqui em Curitiba, essa coisa ferve por tudo. Pessoas pagam para ver a luta no cinema quando é transmitido lá. Academia de luta por tudo que é canto. Até eu conheço um menino, o Fábio Alexandre, que já lutou MMA amador.

Aí teve durante um tempo em cartaz nos cinemas aqui o documentário do Anderson Silva. Fiquei pensando porque ele teria um documentário, o que faria dele mais importante ou especial que todos os outros lutadores pra ter um filme pra chamar de seu. Um ex-colega de trabalho, o Victor, me contou que ele foi criado pela avó, foi um fodido durante a vida inteira e tal até começar a lutar. Entrou para o UFC e, desde então, nunca perdeu uma luta.

Teve a propaganda pro Burger King, teve duzentas revistas falando dele. Li sobre ele na Wikipedia e baixei o Like Water pra ver. E tirei o chapéu pro maluco. O cara tinha tudo para dar errado. Mesmo assim, ele preferiu acreditar que tudo poderia dar certo se ele fosse correto, honesto, respeitoso e fizesse acontecer através do seu talento.

Mega BK Stacker with glam!!

Já esse Sonnen... Maloqueiro, drogado, problemas com a polícia. E se tem alguma coisa que esse fulano sabe fazer é vender a luta. Tanto da primeira quanto da segunda luta. O homem é um produtor de bobagem em sequência assutador. Basta ver o videozinho de promoção do UFC-148 e tirar suas próprias conclusões:


Sim, são 25 minutos de vídeo, mas vale a pena. É só fechar o olho na hora dos flashes das lutas.

O que me deixou mais decepcionada com a revanche não foram os lutadores e sim o juiz. Ele interrompeu a luta no segundo round quando o Anderson esquivou brilhante mente um soco + giro + cotovelada, golpe tão bem dado que faz Sonnen cair. Anderson, novamente viu a oportunidade, entra com uma belíssima joelhada na cara do fulano seguido de diversos socos e cotoveladas na cabeça. Anderson ia destruir o meliante.

Dana White e cia limitada não quiseram pagar para ver 

Mas nãããããão. Tinha de interromper a luta.

Como Chael Sonnen mesmo disse, he is scared to get in the ring put it your mouthpiece, do your job, and live with the result.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Redação: minhas férias (parte 1.2)

Parte 1.2: Disney e Universal Studios e Busch Gardens

Parques foram a recompensa de todo o trabalho que tivemos correndo.


Got my permission slip signed
Going to Hogsmeade!


Todo mundo tem de ir pra Orlando uma vez na vida e se divertir às ganhas nos parques. Eu fui para os parques duas semanas depois do ano novo. A maior fila que peguei foi no castelo de Hogwarts. E a fila levou uma hora e quinze. A segunda maior fila foi da montanha russa do Aerosmith e levou quarenta minutos. O restante variava entre 5 e 15 minutos. Os amigos da Flávia que passaram natal e ano novo em Orlando pegaram filas astronômicas de três horas.
Moral da história: existe épocas para se ir à Disney (e os parques adjuntos das outras empresas).

Precisa gostar de montanha russa, cinema 4D, essas coisas. Não adianta ir pros parques e ser um velho rabugento reclamando de tudo. Fica em casa, não gasta esse  dinheiro. E eu não vou ficar aqui explicando "ai que brinquedo massa! você deve ir nesse" ou "esse brinquedo é uma porcaria, não perca seu tempo!" porque eu não sou guia de turismo.

Só vou dizer que é muito massa e tem umas fotos legais aí pra ver.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Unha comprida!!!

Há três meses atrás, eu passei um perrengue na firma e comi tudo. Unha, dedo, cutícula, chocolate. T-U-D-O. Comi. Admito. Mas me senti bem mal porque fazia muito tempo que eu roía ao ponto de doer os dedos ao tocar em qualquer coisa.
Aí decidi colocar unha de porcelana para não roer mais e permitir que a unha crescesse. Googlei, logicamente, para achar um lugar legal em Curitiba e achei a Boutique das Unhas. A Mari me atendeu e me explicou que ela fazia unha de gel. Nem sabia que existia unha de gel. De qualquer forma, acabei marcando para o mais rápido possível.
Cheguei lá e o lugar é a coisa mais bonitinha. O salão só faz unha e tem a Mari e a Ju atendendo. Agora também tem a Taís.

Quando eu apliquei a unha de gel, foram colocadas extensões em todas as unhas.

Extensões parecem unhas postiças, mas mais fortes e o toquinho de unha... :(

Hoje, somente três unhas precisaram de extensões. TRÊS!!

Fuck yeah!

Unhas com extensão: mindinho e anelar da mão esquerda e
indicador mão direita. O resto é original de fábrica!
Provas:
Mão esquerda
Mão direita

Rumo à nunca mais roer unhas para sempre ter unhas compridas!

sábado, 16 de junho de 2012

Redação: as minhas férias (parte 1.1)

A Flávia reclamou que eu não coloquei nada das férias aqui.
Então, chegou o horário. Tarde, mas, enfim, chegou.

Parte 1.1: runDISNEY.

It really is.

Minhas férias para os USA foram motivadas pela maratona na Disney que decidi fazer. A maratona virou o Desafio do Pateta com a entrada da Flávia na jogada. Aí a Vivi decidiu fazer a meia conosco.

Irmãs Buscapé Buenos Aires Revival


A vibe que rola nessa corrida é incrível. 15, 20, 30 mil pessoas correndo. De todos os cantos do planeta. As largadas com os fogos de artifício, os DJ animando a galera ás 4h30 da manhã e a quantidade de anônimos te dando força e te mandando pra frente com cartazes, gritos, palmas é de tirar o chapéu.

Minha primeira vez na Disney foi durante a corrida dos 5K, a Family Run. A mesma sensação que eu tive na minha primeira corrida, um 5K em SP com a Flávia, eu tive ali. Eu fui chorando de emoção a corrida inteira. Durante esses 30 anos, meu sonho era ir na Disney. A sensação que eu tinha era que eu corria em nuvens. Cada passo era um surpresa, uma coisa nova pra ver. E tudo ali! A bola do Epcot, a imensa árvore de natal, o castelo da Cinderela...

A corrida foi no dia do aniversário da Fá. Ela completou seus 42 anos fazendo coisas que ama: correndo com as chatas das suas irmãs na Disney. Magic, magic, magic.

Pycho face
A segunda corrida foi a meia maratona.

Getting ready!

Quando eu vi, a corrida tinha terminado. Foi muito rápido. Eu vinha correndo 20, 25, 30K nos treinos finais. 21K, foram fichinha. E é nessas corridas mais longas que você vê a organização do evento. Nem todo o percurso é dentro dos parques. E um parque é relativamente longe do outro. Na parte das estradas, tinha telão com desenho, exposição de carros antigos, banda de high school e suas cheerleaders, balão, personagens pra te entreter nesses pedaços que a Disney, em si, não pode.
Fora isso, as pessoas fantasiadas correndo... Fazem tudo valer a pena.

Bi-winning

A terceira e última corrida foi a maratona. Para mim, esse foi o desafio. Os 12K finais eram o desafio. Bora lá. Eu e a Flávia combinamos de correr juntas e sem tempo definido pra terminar.


Me deu um piriri no meio da corrida. Meio que passei mal, meio que deu falta de ar, meio que tudo me doía e eu achei que não ia completar mais a prova. Aí, comecei a chorar. Isso era na estrada para o Animal Kingdom. E foi nessa parte que eu vi que eu tinha me perdido da Flávia. Tudo bem que eu corri com o celular e não mandei um SMS pra ela nessa hora. A única coisa que eu podia fazer era me acalmar. Andei um pouco, tomei isotônico, comi um gel.

E o queniano baixou.

Saí correndo que nem uma desesperada. Esqueci totalmente da minha irmã. Hahahah. Corri num pique sensacional. Fui assim até lá pela milha 18. Foi quando eu vi que eu podia realmente terminar a corrida.

E o queniano me deixou.

Aí eu vi o estrago que o queniano me deixou. Quebrei ali. Alguns SMS depois, reencontrei a Flávia. Obviamente ela me deu um xingão, mas continuamos correndo. Ou melhor caminhando. Correndo um pouquinho. Caminhando. Correndinho. Caminhando. Caminhando. Caminhando. Mais uma vez a organização da prova: Biofreeze a cada posto médico. Deus abençõe o Biofreeze. Passava Biofreeze nas pernas e ia embora.

Tri-Winning


Cruzamos a linha de chegada correndo. Mas que sacrifício!

Não vi na net boas dicas da corrida, então aqui vão as minhas:
  1. Para qualquer corrida na Disney, fique hospedado no complexo Disney. Todo hotel tem um ônibus que leva os corredores dos seus hotéis para o local de corrida (e na volta) e esses ônibus têm preferência ao trânsito das pessoas que vêm de fora;
  2. Corram com uma Go Pro na cabeça ou um celular para tirar fotos;
  3. Durmam bem cedo nas noites antes da corrida porque a largada é MUITO cedo;
  4. As largadas acontecem em lotes do tempo mais rápido (largam primeiro) ao tempo mais longo para terminar a prova (largam por último). Esse tempo você coloca na inscrição da corrida. Mintam esse tempo para pegarem os parques ainda de noite. Ninguém confere esse tempo além da hora de você entrar no seu lote;
  5. Não precisa correr com diversas garrafinhas na pochete. Corra com uma e reabasteça nos postos de água;
  6. Sentiu dor? Passe Biofreeze nas pernas e siga correndo. Tem Biofreeze nos postos médicos;
  7. Olhe o percurso no site da corrida. Muda todo ano.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cia. Aérea + Mala extraviada + Receita Federal. O que fazer?


Férias no estrangeiro! O que pode acontecer de ruim?!
Ter sua bagagem extraviada com suas compras na volta.

Foi o que aconteceu comigo. E deixo o relato aqui para você, caso aconteça, não passe o perrengue que eu passei por conta de falta de informação.

A primeira coisa que você devia fazer antes de viajar é colocar a maldita etiqueta com seu nome e seu telefone na mala. Foi a primeira pergunta que o pessoal da companhia aérea me fez quando a mala foi dada como extraviada. Faça isso para todas as suas malas de uma vez. Agora que sua mala foi perdida, você entende a importância dessa etiqueta.

Quando sua bagagem não aparece na esteira, você precisa ir até um funcionário da companhia aérea e dizer que a sua bagagem não está lá. No meu caso, houve problema na conexão. Vim dos Estados Unidos para o Brasil com conexão no Panamá. Lá, o vôo que eu comprei para o Brasil estava com overbooking e eu não consegui embarcar. Como o check-in foi feito para esse vôo, as malas acabaram viajando nele embora a mala estivesse com uma etiqueta IMENSA dizendo STAND-BY, assim como no meu cartão de embarque. Eu fui somente no próximo vôo.
Ao chegar no Brasil, enquanto o Tobi ficou na esteira vendo se nossas bagagens estavam lá, eu fui achar o funcionário da companhia aérea. Expliquei exatamente isso para o funcionário e ele sabia exatamente do que se tratava. O funcionário vai pedir a etiqueta das bagagens que você recebeu no check-in  para entrar com os identificadores no sistema pra ver o que aconteceu com sua bagagem. Por conta da diferença de vôos, a companhia aérea pegou minhas malas e colocou-as em seu escritório fora da área de desembarque.

Caso ela realmente não tenha chego no destino, você vai abrir um protocolo sobre isso e provavelmente vai ganhar um telefone para ligar para pedir informações sobre o andamento. É muito importante você saber quais são os vôos existentes da rota que você fez. No meu caso, existem 2 vôos entre a Cidade do Panamá e São Paulo: um que chega por volta das 7h e outro por volta das 21h. Então não adiantava ligar em qualquer hora do dia. Quando a mala é encontrada, a companhia aérea deve ligar para sua casa para informar o encontro e envia a mala para a sua casa caso ela não fique retida na Receita.

Se a sua bagagem foi extraviada e foi pega pela Receita como vou declarar o que há lá dentro? Assim que  realizar o protocolo de extravio de bagagem, vá até a Receita Federal com ele e diga que você vai declarar o que há dentro daquela mala quando ela chegar. Esse é o procedimento recomendado. Dessa forma, você garante que você vai poder usar a sua cota para a declaração dos bens. Caso contrário, você pode pagar 100% sobre o que há na bagagem dependendo do fiscal.

É uma burocracia do cão e as companhias aéreas não sabem informar.
Informe-se. Não seja apenas mais um.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

... e é o fim da base

Pelo menos é o que pregam os maquiadores da SPFW. Ouvi o podcast Na Roda e fiquei pensando sobre o assunto.

Seriously?

E eu acho que a base não vai acabar por diversos motivos.

Primeiro: eu trabalho com tecnologia e ali funciona assim. Pra uma tecnologia  terminar impreterivelmente deve surgir uma melhor no seu lugar. Além disso,  essa nova tecnologia precisa de entusiastas que defendendam seu uso ao invés da outra sempre divulgando suas vantagens.
Os maquiadores da SPFW defendem quem a nova base é o dermatologista. Isso significa que os dermatologistas descobriram um jeito de eliminar a pele oleosa? Modificar a pele seca para que não seja mais seca? Eliminar a acne e as cicatrizes que elas deixam com perfeição? Além disso, eliminar por completo o aparecimento de espinhas e cravos?
Além disso, os programadores inventaram um filtro para passar nas imagens transmitidas pelas televisões HD para neutralizar os efeitos do tempo (y otras cositas más) nas nossas caras? É isso, Arnaldo?

Segundo: sempre haverá gente que prefira aquela aparência de pele perfeita que a base te disponibiliza. Gosto é gosto, gente. A não ser que isso seja lei e que sua vistoria passe a ser realizada e que nunca mais nenhuma base seja vendida no mercado paralelo, a base não vai ter fim.

Terceiro: a combinação de produtos é, sim, uma afirmação. Cada vez mais, a mulherada procura por produtos multifuncionais: base que tem filtro solar e é hidratante, hidratante com cor, filtro solar com cor, batom hidratante com filtro solar... Este é outro ponto tocado no podcast que vai de encontro a algo que eu acredito. A praticidade está chegando no mundo dos cosméticos porque algumas coisas já entraram na cabeça do povo, uma delas é que o filtro solar é importante.

É muito sério alguém afirmar que isso não é tendência; e sim, afirmação. Cuidar da pele deveria ser, sim, prioridade para todo mundo. Ir ao dematologista, dentista, e outros istas por aí também deveriam. É um dos pontos que tocam no podcast: nem todo mundo tem grana para médico. E há quem prefira métodos mais, digamos, simples de resolver seus problemas. Para uma pele oleosa, há uma base com finalização matte. Para uma pele seca, há bases hidratantes.

A tendência da maquiagem para a estação é ser o mais natural possível, mas eu acredito que isso seja incutido nas bases, fazendo com quem haja mais bases de baixa cobertura oferencendo outros serviços como hidratação, diversas finalizações, fator solar e antiidade.

Se duvidar, aparece uma base zero cobertura por aí daqui a alguns dias.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

RENT na Off-Broadway: beautiful, but disappoiting



Esse post é pra minha amiga Lulu que também tem RENT no coração.

Viva la vie bohème!
Há mais ou menos exato um ano atrás eu embestei de fazer o Desafio do Pateta em Orlando. Desde então, o planejamento das férias começou: New York + Orlando. Planejei diversas atividades e peças na Broadway, lógico.


Pensei com os meu botões "puxa, podia ter uma montagem de RENT...". Usei meus dedos para fazer uma pesquisinha básica na internets e descubro que havia uma montagem em andamento com estréia em agosto de 2011!! Coraçãozinho pula, fica feliz... Mas... Será que fica em cartaz até janeiro de 2012?

Aí veio a Grécia e estragou tudo.

O dólar foi pra 1,80 e picos e minhas férias foram água abaixo. O ingresso mais barato para uma peça na Broadway gira nos 80 dólares. As off-bradway ficam nesse preço para o ingresso mais caro. Ou seja, tudo ficou mais caro e eu comecei a ficar triste.

Lá por novembro que veio um email que me deixou (e deixou o Tobi) muito feliz: PROMOÇÃO DE INGRESSO PARA AVENUE Q E RENT!!! 40 doletas. Comprei imediatamente.

Where your dreams come true.
Fiz a besteira (ou não) de buscar na internets vídeos da peça. E me decepcionei de cara. Quem fez o casting pra peça certamente não levou em consideração o fato que era casting para um musical. Eu posso não ser formada em música, mas eu sei como é cantar mal (porque eu canto mal) e eu conheço esse musical de trás pra frente, de frente pra trás, de cabeça para baixo, no mudo...

Os atores do personagens masculinos principais, Adam Chanler-Berat (Mark) e Matt Shingledecker (Roger), simplesmente precisavam de mais aulas de música, de canto e de atuação. De música para saber ficar no tempo das canções; e de canto, enfim, pra saber cantar. Todos os pianos deles, TODOS, eram praticamente inaudíveis e completamente sem energia. Os dois duetos entre Mark e Roger, que são os mais legais rock 'n' roll-mente falando, completamente fora do tempo! Não entendo lhufas de atuação, mas eu classifico que ficar parado no mesmo lugar sem mexer nenhum membro do corpo que não seja para cantar sem expressar algum tipo de expressão como não saber atuar. Eu tinha vontade de chorar de raiva nas cenas do Roger com a Mimi. Mais sem emoção impossível. Tudo bem que na filmagem da peça produzida por boa parte do elenco original da peça não é lá essas coisas, mas o pessoal passava emoção e não apatia em palco. Se é que isso é possível.

Arianda Fernandez (Mimi) fez a Mimi clássica: gostosona e durona. Ninguém nunca vai mesclar essa Mimi clássica com a Mimi meiguinha da Rosario Dawson? Ninguém nunca além de mim teve esse idéia? Aliás, essa Arianda é outra que precisa de aulas de canto urgente. Nenhum grave dela foi eficiente. E olha que a Mimi é um personagem pra contralto/belter.


MJ Rodriguez (Angel): dono de um talento invejável. Não sei como conseguem achar caras tão bons pra fazer esse papel tão bem. O único ator que ganhou Tony de todos os elencos de RENT foi Wilson Jermaine Heredia, o Angel do elenco original. O moleque é novinho e tem muito pra melhorar e deslanchar (não acredito em atores 100% prontos).

Emma Hunton arrasou como Maureen. Foi eleita por mim a melhor do elenco principal.

Os outros personagens (que não são meus favoritos) poderiam ser melhores. Uma coisa que me irrita na escola americana de canto para musical é a maldita mania de usar pressão em todas as notas. Aí aparece um piano e a pessoa não sabe o que fazer. Vários atores enfrentam esse problema nessa montagem de RENT. Fico pensando se não houve uma massificação do ensino de atuação como houve com a música norte-americana com faculdades como Berkeley e coisa e talz.

Nessa montagem, eles recriaram algumas cenas. A cena que o Angel é apresentado, originalmente, ele vem vestido de papai noel. Nessa, ele veio de presente de natal com um mega laço na frente e uma capa LEEEENDA vermelha. Amei.
A cena que o Angel morre foi transformada em um Jesus Cristo Superstar. Odiei. Muito. Mesmo.
Algumas músicas foram criadas em estilo mashups, mas nada ofensivo.
O palco do New World Stages é super apertado. O armado de ferro que fizeram pra peça caber foi super bem bolado com peças móveis, diversas escadas e vários espaços no andar térreo e no primeiro andar.

Fora isso (só isso haha), o elenco de apoio era excelente. Eles salvaram o espetáculo diversas vezes. Nunca vi um elenco de apoio melhor que o elenco principal. Isso me impressionou demais. O vestido amarelo de pecinhas retangulares brilhante que o Angel usa como terceiro figurino é FANTÁSTICO. E a pessoa ainda entra numa vibe Charlie's Angel para arrombar a porta do prédio que foi lacrada na noite de ano novo... Hilário.


















Mesmo ficando chocada em alguns momentos, me lavei chorando e saí feliz do teatro. Sempre nos mesmos momentos o mesmo filminho rola na minha mente e sempre nas primeiras notas das minhas músicas favoritas eu estou chorando. É assim no filme (que não entendo como ninguém gosta) quanto na filmagem da peça na Broadway quanto hoje à noite.

Sempre quis ver uma montagem de RENT. Mesmo que fosse de colégio. Eu estava decidida a achar uma montagem em algum lugar pra ver.
É a minha peça favorita e fala de duas das poucas coisas que não se pode comprar nessa vida: amor e amizade. Não tem como não gostar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Delta, eu te odeio.

Você me perturba e, um dia, ainda vou conseguir te matar.

No final de novembro de 2011, fui comprar as passagens para Orlando para mim e minha irmã para a corrida para o dia 05 de janeiro. Fui no site da Delta e comprei por uma taxa excelente.

Quando chega o primeiro email da compra, eu noto que comprei a passagem no horário errado. Maldito AM/PM. Eu deveria ter comprado as passagens para chegarmos de dia e, com o tickets que comprei, chegaríamos à meia-noite. Imediatamente catei um serviço ao consumidor da Delta. O cara que me atendeu disse que não havia tickets para aquele pedido e que eu deveria iniciar o processo novamente. Por motivos obscuros, resolvo salvar o chat com o atendente.

E lá fui eu comprar um novo ticket. Que também deu errado, mas, dessa vez, o horário estava certo. Fiquei esperando o email do e-ticket, mas nunca veio.

Acabei descobrindo que faltavam alguns trocos para o pagamento da passagem. Esperei receber para pagar mais o cartão de crédito. E assim comprei, finalmente, um terceiro ticket.

Mas essa história não se estanca por aqui.

Estava eu, linda e loira trabalhando quando a Delta me liga dizendo que houve um problema no meu cartão de crédito. Fiquei pensando por que diabos não me ligaram quando as outras passagens não deram certo. Lá vou eu pagar mais o cartão de crédito para que me emitam minha passagem. Assim, finalmente, eu tenho um e-ticket.

O tempo passa.

Viajo para Nova Iorque. Dia 02 de janeiro, uma das minhas irmãs chega pra mim para conferirmos coisas da viagem dela e eu abro meu ticket para ver como está a informação no meu.

Qual é a minha surpresa? Aquele e-ticket emitido acima foi da primeira compra. Aquela que o moço da Delta disse que não tinha ticket nenhum emitido e que tinha o horário errado. Tentei alterar o vôo para mim e minha irmã, mas eu teria de pagar mais 800 dólares. As passagens deram metade disso.

Hoje, vou no escritório da Delta explicar minha situação e a primeira coisa que a mulher me disse é que, como os tickets foram emitidos em novembro e eu só vi o erro ontem, ela não tinha como fazer alguma coisa. Mas me deu a seguinte solução. Tem um lance chamado same day confirmed. Como eu tenho um ticket emitido para o dia 05, eu posso ligar 3 horas antes do vôo que eu queria, que é às 7h05 da manhã, para saber se há assentos vagos. Se houver, pagando uma taxa, óbvio, de 50 dólares, eu tenho como pegar um vôo mais cedo ou mais tarde.

Dos males, o menor valor.
Mesmo no erro da cia aérea, quem se fode é o consumidor.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desafio Clássico: The Adventures of Huckleberry Finn

Nessas promoções de site de livro, enchi a prateleira de clássicos. Qual foi a minha surpresa ao ver minha edição de Huckleberry Finn?

UM RETOLD DA HISTÓRIA PARA CRIANÇAS!!

Valeu, aí, Oliver Ho! .o/
Eu fiquei meio brava e, por isso, demorei pra ler. Aí, veio o Desafio Clássico e facilitou as coisas pra mim.

Quantos clássicos você leu nesses dois meses?
Um só.
 
Quais foram? The Adventures of Huckleberry Finn de Mark Twain nas palavras recontadas de Oliver Ho.
 
Cumpriu a sua meta? Siim! Um a cada dois meses. 

Qual o seu personagem favorito do livro? ...

Viu alguma adaptação cinematográfica? Não.

O que você achou dele?

No fim das contas, fiquei bem feliz de ler a estória recontada e não a original. Um personagem que bagunça a casa inteira pra fingir um assalto e enche a casa inteira de sangue de porco pra fingir que foi assassinado só pra viver a vida segundo suas regras não pode ser boa coisa. Me deu vontade de atear fogo no livro. Ou seja: mais um clássico que eu não me relaciono com o personagem, therefore, não gostei do livro. Não foi um livro que me chamou a atençãããããão (desculpa, aí, Alexa). De boa, eu até achei meio boring.

Huck não gosta da Widow Douglas porque she wants to civilize me. E ela também quer que ele vá para a escola. Aí, pra arranjar dinheiro, ele pensa em armar uns golpes por aí. Huck não gosta do seu Pap porque ele bebe bagarai e dá uns tabefes nele de vez em quando. Alguém aí sabe o que aconteceu com a mãe do Huck? Ele veio do alface?
Acho que a única pessoa que ele realmente gosta/preza é o Jim. E o resto do livro conta as aventuras de Huck e Jim rio Mississipi abaixo. Vai ver eu não gosto de livros desse tipo de aventura. O livro menciona Tom Sawyer no início por conta da grana que eles acham no primeiro livro, The Aventures of Tom Sawyer.  The Adventures of Huckleberry Finn é uma continuação dele. Além disso, eles se encontram e se metem numa divertida e aloprada confusão. Essa aí, eu curti. Dei umas belas risadas. Já no final, até apareceu algum tipo de sentimento no Huck, mas não o suficiente pra eu acreditar que ele possa sofrer algum tipo de mudança mais tarde na vida. Acredito que tudo tenha sido causado pelo sentimento de paternidade que ele sente pelo Jim.

O livro foi publicado lá pelos idos de 1880. Nessa época nos Estados Unidos, a escravidão rolava solta. Jim é o personagem negro do livro que sonha ser um homem livre. Dando uma pesquisada, os estudiosos de Mark Twain dizem que ele não tinha potencial para apresentar aos seus leitores brancos o estereótipo de um negro em sua totalidade da forma que eles esperavam e preferiam. O que ele pode fazer, no entanto, era adicionar o humor. Dessa forma, ele confirmava, ao invés de desafiar, os estereótipos racistas no início do século 19. No seu lançamento, o livro foi muito criticado pelo linguajar empregado. Mesmo assim, há argumentos fortes que apontam que o personagem principal, além do teor do livro, são antiracistas.

Relembrando aquele auê americano de retirar palavras ofensivas dos clássicos americanos, uma edição de 2011 de Huckleberry Finn foi publicada sem as palvras nigger e slave pela NewSouth Books apesar da grande maioria da população americana, incluíndo os negros, se recusarem a censurar Twain. O tal do Alan Gribben disse que a substituiçao foi uma melhora na expressividade das idéias do Twain no século 21. Gribben espera que a nova edição seja mais amigável para o uso em sala de aula antes que o livro seja banido por conta da linguagem.


Porra. Deixa o livro como está! Não é pra você ler Mark Twain pensando no século 21. Você tem de entender o contexto no qual o livro foi lançado e, assim, devoler o livro. Ler também é história. Você aprende ainda mais sobre a história do seu país com os romances que já foram escritos em determinadas épocas. Não é assim que a gente educa. A gente educa mostrando e discutindo diferenças. Não é só ir lá e substituir palavras só pra ficar mais bonitinho.

Pobre Twain. Deve estar se retorcendo de dor por estarem alterando o livro dele e amaldiçoando nossa geração.

E, para encerrar, Tom Saywer na voz, baixo e teclado de Geddy Lee, nas guitarras de Alex Lifeson e na ESTONTEANTE bateria de Neil Peart:

Palmas para a dancinha do Alex na primeira intervenção do teclado

A modern day warrior mean mean stride,
Today's Tom Sawyer mean mean pride.

Though his mind is not for rent, don't put him down as arrogant
His reserve, a quiet defense
Riding out the day's events... The river!

What you say about his company is what you say about society
Catch the mist, catch the myth, catch the mystery, catch the drift

The world is, the world is love and life are deep
Maybe as his skies are wide

Today's Tom Sawyer, he gets high on you
And the space he invades, he gets by on you

No his mind is not for rent to any god or government
Always hopeful, yet discontent
He knows changes aren't permanent... But change is!

And what you say about his company is what you say about society
Catch the witness, catch the wit, catch the spirit, catch the spit

The world is, the world is love and life are deep
Maybe as his eyes are wide

Exit the warrior, today's Tom Sawyer he gets high on you
And the energy you trade 
He gets right on to the friction of the day

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sobre demitir

Eu troquei de projeto... FINALMENTE. Programar em Java é realmente um mundo bom.

Aí entrou um cara novo na equipe. Segundo o arquiteto do projeto, ficou na mão dele de decidir entre o cara o e outro cara. Como ele escolheu o cara, o outro cara foi... Demitido.

O cara veio de outro projeto não sei por que motivo. Enfim, veio pra trabalhar e, por isso, demos tarefas pro cara. Pra toda tarefa que a gente dava pra ele, ele sempre levava os X dias dela. Nada que isso seja um impactante, mas é que as tarefas foram estimadas com tempo de gordura. Elas eram realmente simples. Enfim.

Até eu fazer QA do código dele.

Ele não respondeu à altura de um analista pleno. Um analista pleno não faz if (myStringVariable == "") ou if (myBigIntegerVariable.equals("1")). Um analista pleno não esquece de implementar 50% do diagrama de sequência. Me deram o trabalho de corno de analisar casos de uso. Quero morrer porque AINDA ESTOU FAZENDO ISSO, mas o cara levou 3 dias (porque eu mandei refazer) para fazer um caso de uso com um fluxo principal mais quatro alternativos. Nesse tempo, eu analisei um com trinta fluxos alternativos mais 3 curtinhos.

Meu chefe pediu, para mim para o arquiteto do projeto, um feedback.
Eu dei.
O feedback.

Demitiram o cara ontem.

Meu chefe me disse que, apesar do feedback que eu passei, a gente não tinha como abrigar o cara. Eu não argumentei quando ele falou que o projeto era crítico. Todo projeto é crítico porque todo cliente quer seu produto entregue na data combinada. Meu argumento é que ele nunca tinha sido gerenciado decentemente e, por isso, nunca tinham colocado responsabilidade no colo dele. Todo mundo merece essa chance. Mas o fato de dar um caso de uso FÁCIL (gente, era fácil) na mão dele e ele não conseguir desenvolver as perguntas sozinho... Como diriam na minha terra, é brabo.

Confesso que me senti meio mal. Eu acho que ele achou que eu e o arquiteto mandamos ele embora porque ele era preto e não porque ele não entende que o trabalho dele não era o melhor. Mas quando eu lembro do if (myBigIntegerVariable.equals("1")) até que me sinto bem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Liberta-me


Carlos Queiroz

Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem não me quer
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem não
Possui nem um grão
De imaginação.
 Laranjamente chupado daqui.


domingo, 2 de outubro de 2011

Desafio Clássico #1: The Great Gatsby

Comecei a ler O Grande Gatsby por conta de uma tarefa que o John propôs para a nerdfighteria. Aí entrou o Desafio Clássico na jogada e eu estava com a faca e o queijo na mão.

Minha edição é essa

Quantos clássicos você leu nesses dois meses? Um. 

Quais foram? O Grande Gatsby
 
Cumpriu a sua meta? Ou ié.
 

O que você achou deles? Que livrinho bem chato! 
 

Qual o seu personagem favorito dos livros? Todos os personagens são muito muito chatos. O Nick é o único personagem que tem algum tipo de evolução na história e eu realmente admiro o senso de esperança do Gatsby. Então dá pra dizer que o Nick evoluído e a parte esperançosa do Gastby são meus personagens favoritos.

Qual seu próximo clássico? The Adventures of Huckleberry Finn
 

Viu alguma adaptação cinematográfica? Sim.

Existem quatro adaptações cinematográficas. Não sei pra que TANTAS de um livro tão, mas tão chato!: uma em 1926, uma em 1949, uma em 1974 e uma em 2000 com o Paul Rudd como Nick Carraway. *olha para a parede branca desesperançosa*

E ESTÃO PRODUZINDO MAIS UMA COM LEONARDO DE CAPRIO COMO GATSBY E TOBEY MAGUIRE COMO NICK CARRAWAY 2012!@!!!@!@!@?!?!?!?! Que horror. Nick Carraway já é um dos personagens mais sem graça da literatura e vai ser interpretado por um dos atores mais sem graça do cinema. Não sei se acho isso bom ou ruim.

Anyway.

Dessas, a mais importante com certeza é a de 1974 que conta com Francis Ford Coppola no roteiro, Robert Redford como Gatsby e Mia Farrow como Daisy Buchanan. O roteiro é muito fiel ao livro. Palmas para FFCoppola.

Mia Farrow como Daisy é a Daisy mais perfeita: chata, com uma voz irritante e suas risadinhas do inferno. Igualzinho como eu imaginava no livro! Palmas para Mia Farrow. Aliás, todas as mulheres no filme mais ou menos falam como Daisy. Isso eu achei esquisito. Quando eu vi a Myrtle falando daquele jeito achei tão esquisito porque eu imaginava ela rústica até no jeito de falar. Até a Jordan... Sempre imaginei-as como mulheres um pouco mais decididas e um pouco mais fortes que Daisy. Enfim.

Robert Redford como Gastby acredito que tenha sido um dos papéis mais fáceis de escalar na época. A atuação foi digna, mas eu achei que podia ter um Q a mais de esperança. E outra. Eu sempre imaginei um Gatsby muito muito muito, mas muito lindo. Mais lindo que o Redford nos anos 70.

Ah... Os anos 70.

Sam Waterson também interpreta Nick de uma maneira bem placentosa. Perfeito! Toda cena que Nick certamente faz um julgamento silencioso (apesar de dizer que não faz julgamentos) ele fica com olhar simpático de peixe morto.

Comentário bovino style

E o Tom Buchanan é o Tom Buchanan mais FEIO do universo!

Eu ri quando li.

Eu imaginava ele bonitão e GRANDE afinal é um dos principais adjetivos que o Nick usa para descrever Tom. A atuação de Bruce Dern é bem condizente (Tom é um grande tosco), mas o fato dele ser magrinho não me deixou ver Tom ali.

Uma cena é inventada (ou é eu que não achei no livro), mas não lembro da Daisy contando para o Gatsby que ela ficou bêbada com a carta do Gatsby na mão e a Jordan coloca ela no banho frio e a carta se despedaça. Além disso, ela diz pro Gatsby que não o esperou porque garotas ricas não casam com caras pobres. E o fato de tudo ter um JG... Achei meio forçado.

Toda adaptação tem seus altos e baixos. Essa do Coppola é muito boa, mas os defeitos são estúpidos demais. Exemplos (entre outros):
  1. Essa do Tom ser um cara magrinho;
  2. O tempo no livro que faz que o Gastby não vê a Daisy é de 5 anos. No filme, faz 8 anos;
  3. Existe a cena que mostra o Wilson se matando. No livro, ninguém vê isso. O narrador simplesmente encontra dois corpos mortos. Não sei se é óbvio que Wilson mata Gatsby e se mata depois. Vai que rolou um fight? O que quero deixar claro aqui é que o livro não deixa isso claro. Boa essa, não?;
  4. O acidente da Myrtle divide o corpo dela em partes por isso ela morre instantaneamente no livro. No filme, quando aparece o corpo, ele parece inteiro. E o ladinho do carro do Gastby está SOMENTE amassadinho com um pouquinho de sangue;
  5. Nick não chega na casa dos Buchanan de barco. Eu acho que ele nem tinha um barco.
E o que mais me irrita é que detalhes como quando Daisy decide que todos vão para a cidade, já no fim do livro, Tom pega uma garrafa de whisky e enrola-a numa toalha são lembrados. E essa toalha nem é importante no livro.
Ainda não vi a versão de 2000, mas Paul Rudd como Nick Carraway é o suficiente para me fazer ver essa história chata para dedéu de novo.  

Resenha:
Nick é um cara que decidiu "ir para a costa leste aprender o negócio dos títulos" e acaba voltando para a costa oeste por algum motivo. De lá, ele conta o que aconteceu com ele e com as pessoas que conheceu e reencontrou em Long Island, New York.
Nick aluga um "bangalô de 80 pratas por mês" em West Egg, a parte menos refinada da ilha. Seu vizinho, no entanto, mora em uma mansão e sempre há festas em sua casa.
Nick reencontra sua prima Daisy, já casada com Tom, e passa a frequentar a casa do casal. Lá, ele conhece Jordan, uma famosa jogadora de golf que pergunta, ao saber que Nick mora em West Egg, se ele conhece alguém.
"Nem Gastby?" ela pergunta.
"Gastby? Que Gastby?" Daisy, ao ouvir, tenta descobrir mais informações.
A partir daqui, a história se desenrola e Nick sempre mostra os defeitos e os julgamentos que ele faz sobre todas as pessoas que conhece até acontecer o fato que o faz voltar e que acaba mudando sua perspectiva para sempre.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quem viu o Groupalia Curitiba hoje?

Oferta fail!
Porque aquilo ali na foto não é um Android. É um Iphone!

E como eu sei como é um Iphone e um Android? Simples! A diferença está na barrinha que fica sobre o botão.

Android
 Além do buraquinho da câmera.

Iphone
E da maçã x bichinho do Android que fica atrás do telefone, lógico.

domingo, 25 de setembro de 2011

Disclaimer: This is about to get GIRLY.

Uma vez eu disse pra Luana: o blog é seu! Você posta o que você quiser!

Daí eu resolvi seguir meu próprio conselho. Já que o MaNails morreu (embora eu ainda não tenha apagado-o) e eu agora, além de esmaltes, estou viciada em cosméticos, isso vai aparecer aqui.

Feel free to unsubscribe. I don't like you ETHER.

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Fiz a unha hoje. E ela tá GRANDE!

Graaaaande.
Não está grande assim, mas estamos no caminho. Uma coisa que eu não consegui fazer é não tirar a cutícula. Eu vejo uma pelinha e me dá uma vontade louca de sair arrancando com os dentes. Mas foi melhor deixar crescer e tirar apenas o excesso dela. Me machuquei mais arrancando pele com o dente do que com o alicate.

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E o Oddie já está com os dias contados. 31 dias mais exatamente.
Eu só ainda não tenho um nome tão bom pro substituto do Oddie.