quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Atenção: 1.0s na pista ou A Despedida do Júlio

Primeira parte: Enrolar o moço.

Tarefa nada fácil. Enrolar cara que sabe enrolar não é simples. Envolveu muita cooperação, cuidado ao falar, ao responder emails. Aproveitamos que ele ainda não trabalha no Google e fizemos uma grande thread para discutir desde logística de sair de Porto Alegre até como íamos enrolar o Júlio, passando por decoração e o que faríamos de sacanagem. Precisávamos de um lugar pra fazer a despedida (casa de praia, sítio) e o Whiscas ofereceu o sítio dele em Nova Petrópolis. Ao termos ciclistas na turma, um feriado em vista e um trator, convidar o Júlio pra uma indiada de carro-madrinha surgiu naturalmente. A Carol surge com a idéia do porquinho Jacó: juntamos um dinheirinho pra ele comprar coisas pra casa nova.



Parte dois: Manter tudo em segredo.

Jurávamos que ele estava sabendo ou desconfiando de alguma coisa. Tudo era metodicamente controlado: quem falava com ele, o que era falado, quando era a hora de comentar alguma coisa. Acho que entramos em uma paranóia tão grande que tudo era medido. E a Carol foi a centralizadora de tudo. Pra maioria das perguntas, a resposta era padrão: pergunta pra Carol.

Parte três: Organizar a festa.

Chopp, carne, chopp, sacanagens, chopp, assador, chopp, comida para vegetarianos, chopp, lista de confirmações, chopp. E não podemos esquecer do chopp. Decoração: muitos Y! para simbolizar a sacanagem de demonstrar o quanto estamos ligados na parte de sacanear nosso amigo. Afinal, é isso que une muita gente. Balões coloridos, Y! das cores do Google, fita dupla-face, tesoura, barbante e muitas câmeras fotográficas. Muitas mesmo.

Parte quatro: Viajar.

Logística de sair: mais carros que gente pra transportar. Zipa, zipa, zipa e saem 5 carros (quatro deles 1.0 e cada um com um walk-talk) e 4 motos para subir a serra. Imagina as merdas que saíram nesses walk-talks... Parada em Ivoti para resgatar o Finger e seguimos por dentro. Por conta disso, não encontramos o trator (que levava o Júlio e o Pedro) na estrada. No meio do caminho, encontramos o Whiscas.

Clímax: Cadê o chopp?!

Ninguém sabia onde era a loja do chopp. Depois que a encontramos, o desespero bateu em todos: não havia barril para nós. Todos estavam alugados. Qual parte do "e não podemos esquecer do chopp" ninguém lembrou?!?!?! No fim, tivemos chopp em garrafas... Tristes, mas felizes, nos tocamos pro sítio do Whiscas.

Parte cinco: Arrumar tudo antes que ele chegue.

Decoração onde dava pra pendurar, Y! colados nas camisas de todos, churrasco pra temperar e muitas câmeras fotográficas registrando os momentos. Quando os guris ligavam para pingar o Whiscas, silêncio na casa. Nada de barulho, nada de nada. Toca todo mundo pra fora pra evitar dar bandeira. Eu já achava que o Júlio já tinha ouvido a gente cochichar na casa. Mas, já que estávamos lá e ele já sabia de tudo, vamos curtir assim mesmo.



Parte seis: Eles chegaram! Eles chegaram!

SHHHHHHHHHH! Cala a boca! SHHHHHHHHHH! Fica quieto! SHHHHHHHHHH! Pára! SHHHHHHHHHH! Não faz barulho! SHHHHHHHHHH! Ele vai ouvir!



Yahooooo!! Alta vista, Júlio!

Pernas bambas, mãos trêmulas, brilho nos olhos e sorrisos em todos os rostos. Foi nessa hora que descobrimos que realmente tínhamos conseguido enrolar o Júlio. Fun-fuckin-tastic.
- Juro! Eu não desconfiei de nada! Eu achei que a gente ia chegar aqui, comer um miojo podre e beber cerveja!
Vídeos e muitas fotos registraram esse momento que vai ficar guardado na memória de todo mundo. Foi muito emocionante. Viu, Júlio?! Quem mandou ser legal? ;)
Põe música, churrasco pronto, cerveja gelada e vamos curtir!!!

Parte sete: Senta que lá vem as perguntas.

Carne terminada, John bêbado, Paulo bêbado, ainda existiam cervejas, coloca o Júlio no meio da roda da galera e enche o cara de perguntas. Cada pergunta, valia um troquinho do Jacó.
- Quem é que não toma café?
- Qual é o filme que todo mundo deveria ver na vida?
- O que é um sousplait?
E por aí vai. A melhor da noite foi:
- Sua ficante/rolinho/trepadinha vai na sua casa. Sua casa está uma zona: cueca no ventilador, porcelana pintada... O que você faz? Quer alternativas?
- Não. Não precisa.
Júlio encena com a almofada:
- Sim, querida. Moro no motel.
Várias mímicas depois, incluíndo nado sincronizado, ginástica aeróbica, Batman e Robin, o Júlio conquista todos os seus troquinhos.

Parte oito: O cartão.

Eu e a Jô, durante o churrasco, sentamos em um cantinho e fizemos o cartão do Júlio. Simples, mas de coração. Discretamente, fomos avisando todo mundo para que fossem assinar o cartão. Mais um momento de "eu odeio todos vocês" do Júlio. Eu não vi o momento de entrega do cartão porque estava vendo acomodação pra dormir. Quando cheguei na sala, estava ele, sem óculos, com os olhos cheios de lágrimas... Target hit.

Parte nove: Curtir o sítio.

No dia seguinte, fomos conhecer o "laguinho" e o pomar de bergamotas. Muitas bergamotas depois, a gente volta pra terminar as cervejas, tirar mais fotos, começar a tomar banho e organizar o sítio pra voltarmos, mas antes, passarmos

Parte dez: Labirinto Verde de Nova Petrópolis.



- Quem quer ir no labirinto?
- EU!
- Eu!
- Vamos lá!
E lá foram os nerds no Labirinto Verde. Nos perdemos, quase que não consigo achar o meio daquele negócio. Mas eu achei! .o/
Uma hora, uma invasão de crianças gritantes e trapaceiras tomou o labirinto e meteu pânico na galera. Aqui está a demonstração do pânico.



Parte onze: LOST.

Chega no café colonial o carro da Carol, o do Alex.
Cadê o Kassick e o Rocca?! LOST. Eles pegaram o caminho errado e foram pra Caxias.
Ficamos esperando as beldades chegarem pra comer o tão falado café colonial. Resumindo a história: chegamos às 18h e saimos às 20h30. Dá-lhe comida.

Parte doze: Shamrock, a despedida oficial do Júlio.

Esse eu não fui. Não tenho muito o que dizer além de que o Júlio encheu a cada de tequila e foi arrastado pra casa.

Parte treze: O aeroporto.

Pra mim, a parte mais difícil. O Rocca me ligou e disse que ia. Eu fiquei meio assim... Mas não é todo dia que tem alguém querido indo passar um tempo fora da querência amada. Liguei pro Rocca e disse que ia com ele ao aeroporto. Pra variar, me atrasei, mas chegamos no horário. Encontramos o Júlio, Dona Júlio, Seu Júlio, Julio1 e Julio2 todos lá acabando de tomar um café. Júlio já tinha feito o check-in. Ele tava com o cartão na mochila e o porta-retrato bem embalado entre as roupas na mala. Na hora do abraço final, me deu um nó na garganta. Eu nem sou tão amiga do Júlio assim... Me resignei a dizer apenas um singelo "tchau, Júlio... Faz boa viagem". Se dissesse mais, eu iria chorar. Essa é a segunda NDI-diáspora.



Ô guri... Tu é lôco de especial. Arruma a casa, deixa tudo pronto, internet wireless banda laaaaarga, chimarrão, cachaça que um dia desses estamos chegando aí! Os colchonetes, lençois, toalhas e as eventuais surpresas a gente leva daqui.

Vai que é tua. ;)

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